My Writings. My Thoughts.

Ensaio Editorial Rolling Stone Brasil

// fevereiro 5th, 2010 // Vai Comentar? » // Fotografia, Música

Para quem não viu…


Líquidade

// fevereiro 3rd, 2010 // Vai Comentar? » // Colunistas, Crônicas, San Picciarelli

fonte: http://megustaaugusta.blogspot.com

Estas ruas que se contorcem por entre as suas próprias eiras, buscam senão evitar o inevitável. Evaporando a sua paciência desde dentro das lamúrias de todos nós, a ladeira segue a si própria e escarnece os nossos piores perfumes. As veias transbordam sujeira. A noite é azul. O cheiro é farto. A impossibilidade de tudo é tão doce e tão linda.

Não fosse a sábia bengala que apoiava os seus costumes, a bela senhora chegaria um verão depois do café estar pronto. E se nem por desdobrar o papel suado dos fanzines, nem mesmo que se descolassem todos os seus beijos encardidos e escondidos na cola dos lambe-lambes, nem que chova o dilúvio dos desavisados: nada demove o a identidade do seu trecho.

Nem mesmo os deuses passam por aqui,
pois que aqui apenas dormem.

A temperatura aqui é a hora e ninguém se reconhece como inocente. Nem mesmo o pueril. Nem mesmo o alienígena geo-esquecido às portas e aos batentes. Nem mesmo a enxurrada é capaz destingir o cromo-concreto dos seus quotidianos. A sua tintura forte está nas fibras de todos nós, na grande trama da sua saia rodada. Mas e quem se atreve…

Horas atrás a cicatriz enrubescida no termômetro avisava que o segundo fora o dia mais quente do ano. Até parece que eles não freqüentam a baixa… Por aqui, a temperatura não se manca nem mesmo com o cair do dia. Nem mesmo que o próprio dia tropece. Nem mesmo que a chuva se desabe de si.

Mais fácil é medir a hora mais quente do dia. E que se defina hora como aquele compasso, circadiano, que marca a sua pulsacão flébil e pungente. E que se defina dia como sendo, liquidamente, de seu primeiro ao último batimento.

Aqui há tanta luz à noite quanto em qualquer outro instante. Em embate, um brilho escorrido, quase pegajoso, se esparramada das retinas alheias até a tênue luminosidade das suas lâmpadas cor de carne.

Talvez o único canto em que aquelas espécies do tipo escura de luz se inventam. Seguramente a razão pela qual os afogamentos encanados do descuido pouco efeito têm por aqui. Em frente ao teatro, às margens do mercado ou namorando com carinho as portas perigosas dos salões das putas, tudo se afoga em luz.

E combalida apenas pela falta de idéias sobre o que se pode ser feito com tantas idéias, a água serve senão para coroar o labor escrito nas ranhuras das mãos às tortas de Dona Maria.

A temperatura é alta, mas isso não é novidade. Assim ela é, como um Cáucaso desvairado a céu aberto no Ave-Marias da latino-américa… quando não morna.

A gravidade é constante e leva água e tudo em seu meio para a garganta mais genital da praça. Mas isso também não é novo.

Há um pequeno gafanhoto, que em todo o seu direito augusto, se inquilinou na companhia da minha xícara.

Esse sinal em particular eu não conhecia.

Na Baixa – pelos deuses – vai chover de novo.

San Picciarelli


Dá menina…

// janeiro 26th, 2010 // Vai Comentar? » // Crônicas, San Picciarelli

fonte: Reuters Blog


Ela nem tem tema
E tal qual poema
Arranha ladeira e cadeira
Fazendo esquema

Ela não lhe contaria
Que como a sua tia
Já foi muito baladeira
Fazendo fornicaria

Ela não abre o segredo
Nem se lhe cortar o dedo
Porque assim, sem eira
A vida corre sem medo

Ela jamais se desajusta
Nem dentro da saia justa
D’onde brota a suadeira
De descer e subir a Augusta

San Picciarelli


Trecho Cão

// janeiro 20th, 2010 // Vai Comentar? » // Colunistas, Crônicas, San Picciarelli

Na vida pouco útil das esquinas altas da baixa, não há. E só o digo como um cachorro.

Da Praça Roosevelt ao Conjunto Nacional se há de todas as utilidades da vida, mas praticamente nada pelas esquinas. A vida pára no ângulo das ruas apenas quando fecha o sinal… E não dura muito.

As bocas de lobo próximas demais da boca, revelam os segredos lavados à enxurrada, primavera a primavera: não há senão raro o perfume do dia, palmo e meio do chão acima. Mas passa rápido o vento, sim senhor. E há também o som, sub-tonado tão obviamente pelo bafo emborrachado dos calçados ao redor, pois que a verdadeira sorte da rua pertence a aquele que tem os pés mais próximos do chão.

É dali, somente dali que se pode ver que a senhora de roupas puídas anda mesmo sem as suas calcinhas. Só se você for um cachorro. Outro eixo, dois postes. Noutras horas nada tão decadente assim. (…)

Às vezes é a menina da madrugada. Ou a distraída passageira que sai do taxi. Talvez então a delicadeza descolada que se agacha para o batom que despencou de si. Bem melhor e mais útil que o olfato de um cachorro urbano é o seu olhar.

O velho e sua vassoura. A gravata e seus estrangulamentos. O segurança e a insegurança. A porta e a entrada. O afago e o afano. O pleite e o deleite. A diferença… Só um cão enxerga no mundo, o mundo que ninguém mais pode ver.

Nas praças, pulgas e fugas.

Nas marquises, alento e contentamento.

Pipoca. Manteiga queimada.

Olhos esbugalhados e pão aos bugalhos.

Sem dono senão o próprio focinho, cantarolo minhas disputas pelos cantos como minha mais fuçada epítome. E de cara para o meio da rua, lado a lado com as esquinas (nú em pêlo) paro pernada e outra para poder ouvir todos os apelos. Cinco rosnadas.

Insensatez. Romance, quirela, fardo, fado e tecnopunk… Do meio, uma curva mais bem delgada indica que o perfume a identifica como gênero imediatamente oposto ao meu. No instante, adianto-me. Feromônio. Ah, feral hormones… Quatro voltas.

E na confusão quase amônica da rua, lá do outro lado da esquina, nossos bigodes se endurecem por entrem as pernas do mundo paradas e à escapada de que a trilha fique verde. Eu com cara de pet, ela com visual de shop.

Dois latidos agudos, uma dúvida grave.
Ela olha, pela via.
E eu a via.

San Picciarelli


Georack Bushama

// janeiro 20th, 2010 // Vai Comentar? » // Zeral

… há quem jure que esse aí foi visto essa semana perambulando pela baixa.


Rumado

// janeiro 19th, 2010 // Vai Comentar? » // Colunistas, Crônicas, San Picciarelli

Photo: Dirty City, (http://www.uppernine.com)

Pelos corredores da cidade o rumo é o centro.

Nosso destino hora é o labor da hora ou do retorno.

A nossa passagem é o meio.

No núcleo da cidade, tal qual o miolo do peito intoxicado de fumo e brita do São, respiramos em direção a mais batimentos e batidas.

O miocárdio concreto de sons está. A luz embala. O milho com manteiga pisoteia com toda a gentileza os fanzines lapidados pela criação.

Côco verde e chá mate batem o melhor papo do dia, mastigados por tatuagens férteis em sua plenitude e congeneridade.

O assunto é a orbita dos pequenos mundos. A vida se esbugalha por entre as frestas deixadas pelo semi-círculo fecundado, às médias, por dores e odores.

Magneticamente, o centro atrai com força repulsa. O esforço é reverso… e não há volta.

Exceto quando uma modalidade do seu dia é finda,

E você

Ou retorna do centro,

Ou volta para ele.

Pelos corredores da cidade o rumo é o centro.


O Abraço…

// janeiro 18th, 2010 // Vai Comentar? » // Crônicas, San Picciarelli

O abraço.

Coisa gratuita. Coisa.

De todos os gestos humanos, talvez o de maior proximidade física disponível. Não precisamos ser íntimos de alguém para trocar um. Porém, um abraço pode ser até mais profundo do que um beijo. No beijo os lábios se encontram. Em um abraço são os corações dentro do peito que se tocam. No abraço é peito com peito e laço de braços. Estes podem estar apertados ou frouxos.

Inventamos o tempo e como nos mensurar dentro do espaço. Ainda bem que não inventamos o abraço…

Imagine o primeiro? Como se não houvesse outro por onde, um avance na direção do outro, uma trombada, uma pegada… paz. Tal qual mastigar, o abraço digere quase qualquer coisa. O abraço ribomba.

Até quando meio bruto, não se reclama quando uma vértebra estala, uma costela ou duas se contorcem. Se acorda. Agradece-se.

Sob a forma de amor humanizado na carne, a mecânica do abraço é simples, direta, eficiente. Em sua contramedida o abraço obtém exatamente aquilo que oferece, com o mesmo peso.

Em um se-entrelaça cheio de si, podemos aquietar o desafio do isolamento via o caminho do abraço. Já não somos assim tão maneiros naquela hora negra daquele dia, imagine se não soubéssemos abraçar? Imagine se não soubéssemos como ser abraçados…?

Da ira térmica que se desaquece nas pulsações da nossa colisão, é no impacto de praticamente qualquer abraço que a temperatura de nossa moral regula-se de uma maneira quase homeostática. Abraço não tem estática. Abraço é interferência.

É importante que o abraço se desenvolva, ou estamos fadados a um esfriamento global. Fardo pesado, roupas quentes demais essas nossas peles. O abraço é ecologicamente correto. Não desperdiça nada, recicla tudo. É nos dialetos misteriosos do abraço que a égide do cessar temporário de nossas dúvidas se agiganta e se rende.

O abraço despenca-se em si próprio, enquanto nos apertamos para nos segurar.

O exercício da válvula cardíaca, a transmissão do neuro-impulso, o chacoalhar do espírito dentro do contorno que nos desenha. Lá de dentro, mais uma imensidão particular de universos plenos em elemento, limitada em seus dramas e cores, nasce o desejo do abraço. Um pouco mais ao lado, na área oca, a necessidade do abraço.

Na vida, pois que a vida é pulso, contraímos e expandimos.

E no abraço, que bombeia e nos bambeia, explodimos.

por San Picciarelli


QUI-SEX-SAB na Baixa…

// janeiro 12th, 2010 // Vai Comentar? » // Música, Noite, San Picciarelli, Shows

QUINTA-FEIRA, 14 de janeiro – SOUL GLÓRIA – King e convidados
A tradicional noite de Hip Hop do Clube Glória, reconhecida pelo talento dos seus DJs, diversão de alto nível e um ambiente agradável, chega com mais uma edição. Nessa quinta, DJ King conduz a pista por uma viagem dançante pelos timbres do Hip Hop, Soul, R&B, Dancehall e batidas clássicas da Black Music.
Entrada: R$ 50,00 homem e R$ 20,00 mulher / R$ 40,00 homem e R$ 10,00 mulher com nome na lista

SEXTA-FEIRA, 15 de janeiro – Killing the Dance goes to: Summer Party!

Lais Pattak, Marcelo Elídio, Jorge Wakabara, Douglas Vs. Duh (Punkcake – SC), Eduardo Biz, Guarizo & Felipe Barros (4e20 Mixtape) e Pedro & Yuri (Meachuta – PA)

Abusando do clima tropical, a Killing the Dance apresenta sua edição de verão. A dupla Lais Pattak e Marcelo Elídio ganha o reforço do jornalista Jorge Wakabara, que passa a ser residente da noite. Juntos o trio escala um belo time de convidados vindos de festa de fora de São Paulo para conduzir a pista. No cardápio, drinks especiais.

Host: Caio Yummi | Performance: Gerson & Rafaela | Entrada: R$ 35,00 / R$ 25,00 com nome na lista

SÁBADO, 16 de janeiro – Luxo Pop Show

Leiloca Pantoja Johnny Luxo, Dragão de Komodo (Edu Corelli), Pedro Beck (Balada Mixta).

Maestro do Pop, Johnny Luxo apresenta a primeira edição de 2010. O line-up mescla a disco de Leiloca e os “popismos” de Johnny e Pedro Beck, da Balada Mixta, e o house e suas variações do Dragão de Komodo (Edu Corelli).

Hostess: Marcelona | Pockets Shows: Michael Love, Zezé e Elloanígena

Entrada: R$ 35,00 / R$ 25,00 com nome na lista

Clube Glória

Rua 13 de maio, 830, Bela Vista Tel: (11) 3287-3700A partir das 23h59 Possui guarda-volumes: R$ 5,00 Serviço de Vallet: R$ 15,00 Aceita cheque e todos os cartões de crédito e débito Capacidade: 500 pessoas
Censura: 18 anos
www.clubegloria.blogspot.comwww.clubegloria.com.br


A Ponte…

// dezembro 12th, 2009 // Vai Comentar? » // Noite, San Picciarelli

“The Bridge”, photo parte micro-ensaio “Kuklos Lux”

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Saindo da Praça do Ciclista, vizinha conquistada da Baixa, partimos uníssonos e ruidosos. Sob a forma de um pequeno grupo de desencaixados, nossa missão era bem simples… encaixar a idéia de “apenas mostrar que existimos” (como disse uma bela durante o caminho dos inesquecíveis anônimos de sexta-feira).

Muitas imagens, sons de riso e honesto movimento depois, o meio do caminho apontava para a sola dos pés de todos, bem-fincada no coração da ponte da Av. Águas Espraiadas. Com a bicicleta acima da cabeça, o brado era de alegria e encanto.

Sob a égide quase espartana de transportar a si próprio sem depender da energia de outrem, d’outras máquinas, voltamos mais uma vez montados em nossa própria recompensa. A ponte foi cruzada mais uma vez e o canal reaberto, entre a impiedosidade da cidade e (por enquanto) alguns dos seus. Missão cumprida. Prêmio recebido.

Nesta noite, a luz estava só no pedal.

San Picciarelli

Micro-ensaio “Kuklos Lux”

Anti-desculpas: Sexta, Bike, Pense.

// dezembro 10th, 2009 // 2 Feedbacks » // Fazer, San Picciarelli

Antes de qualquer coisa, o convite (dessa vez, por escrito):

Sexta-feira agora, Dezembro/11, saindo às 20hs da Praça do Ciclista (última quadra da Paulista, colado à Rua da Consolação, para os mais desavisados)… está um grande grupo de ‘outros’ que procura apenas duas coisas:

1) tomar a cidade do jeito ‘ideal’;
2) que você apareça.

Pode chegar. Deixa de ser besta e vem… Se vier a pé, traga a cabeça aberta. O ideal é vir de duas rodas, para rodar com todos. Sem pensar.

Tira aquela tranqueira da tua garagem hoje, deixa a cara de arse na gaveta do escritório e muna-se das mais úteis armas daquele que já não aguenta respirar uma São Paulo “toda suja”: uma latinha de lubrificante, um alicate e uma flanelinha. Isso mesmo… Afrouxe a gravata, troque a meia social e o salto por uns minutos tirando a poeira da sua magrela. Ah, você a jogou fora? Doou? Você é mesmo uma besta… Mas ainda deve ter amigos para pedir uma emprestada. Não? Sério? Não fode…

Bom, já estou meio na dúvida se você deve vir então… (risos puta cínicos). De qualquer forma, se discordar, se vira e aluga uma bicicleta, faça o que tiver que fazer – sem roubar, claro. Para quê? Para sentar a sua bunda acomodada em algo que você realmente pode influenciar e conduzir, na companhia de outros que sem qualquer terceira ou quarta intenção, estarão a fazer o mesmo.

Para você que não tem o hábito, duvido que você saiba realmente como funciona a sua cidade quando é você que está em movimento, junto com ela, não de dentro de uma caixa de lata por debaixo da terra ou por cima do cinismo de todos. Duvido…

Quem sabe não surpreenda você o facto de que você pode não precisar tanto assim das outras muletas e pode ‘possuir’ o seu próprio trajeto? Já imaginou o quê e quem você pode encontrar nesse meio trecho?

Qual é o prêmio? Ah, isso é que não se diz mesmo. Pode ir tirando o seu 1.0 da enchente… Aliás, nem sou a pessoa ideal para tecer qualquer comentário pois faço practicamente tudo de bicicleta, além de a praticar como esporte. O que posso dizer é que cada um tem um, ao seu jeito, ao seu tempo.

E de uma maneira docemente irônica, é muito melhor quando estão todos juntos do que o contrário. Sim, pelo menos até você abrir caminho por entre os conceitos e perceber que existe uma outra razão, mais íntima, que independe do todo para você pedalar com as suas próprias pernas.

Mas como nesse momento você só precisa passar para esse lado antes de começar a tentar explicar tudo, dar a sua visão do mundo e o caralho a quatro… o acordo é o seguinte: você aparece e dá a primeira pedalada, todos ao seu lado fazem o resto. Aparentemente, o truque é simplesmente confiar no processo todo sem pensar ou elaborar demais.

Foda-se a sua roupa, desde que seja confortável para você e mais ninguém. Foda-se o que você terá na cabeça, desde que traga um capacete. Foda-se se você está com a boca sêca para meter o pau, desde que traga a sua garrafinha d’agua e um par de respirações para respirar, não para tagarelar.

Quem sabe o andar por aí mais rápido que a pé, porém mais lento que de carro, não ajude você a votar melhor, pensar mais claro, respirar mais justo, abraçar mais de leve.

Não há razão alguma para você ao menos não se dar uma chance de chegar. De quebra você pode curar aquele mau humor dos infernos, aquele treco… Pode se esconder atrás da falta de horário, do tal compromisso, de qualquer outra balela. O veneno é teu… o prazer é de quem… bom, você será bem-vindo com desculpas e tudo.

Sem prêmio, só recompensa.

Cheers, San.


Gibran dá um som doce à Baixa

// dezembro 10th, 2009 // 3 Feedbacks » // Achadas & Perdidas, Arte, Artesanato, Entrevistas, Música

O criador e a Criatura

Pela janela da minha casa sempre escutei alguém tocando saxofone. Achava que era algum vizinho que depois de um dia não dos melhores agarrava o peculiar instrumento e assoprava pra dentro dele toda a sua raiva, angústia e saco-cheio, transformando toda aquela merda em uma melodia doce que enchia a rua com uma nuvem colorida de som. Mais tarde percebi que não era um vizinho, mas um som que vinha da rua e zanzava pela região pra cima e para baixo, provocando quem passasse com aquela brincadeira.

A conclusão nesse caso era óbvia: alguém tocando em troca de alguns trocados, coisa normal da região.

Passado algum tempo, estou eu tomando minha cerveja pacificamente na esquina quando começo a escutar de novo a tal melodia. Comecei a procurar então o dono do sonoro brinquedo dourado que divertia a todos com o seu inconsciente musical. Encontrei o tal sujeito,

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DFPD/DDPF no MASP

// novembro 25th, 2009 // Vai Comentar? » // Arte, Jornalismo


Perto da rua que me serve de lar e inspiração, fui conferir nesse feriado a exposição De Fora Pra Dentro/De Dentro Pra Fora que está rolando logo ali no MASP. A proposta é trazer de fora, das ruas da cidade para dentro do museu o trabalho de seis grafiteiros que já embelezam os arredores e propor a reflexão de que a cidade pode ser de fato um museu a céu aberto, onde as obras ficam espalhadas por aí convidando ao devaneio.

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