
A Janela (foto: divulgação)
A Janela é o novo filme do argentino Carlos Sorin, o mesmo de O Cachorro (2004) e Histórias Mínimas (2002), que estreia nos cinemas de São Paulo.
A trama narra um período de 12 horas na vida de Antonio (Antonio “Taco” Larreta), um escritor de 86 anos, que após sofrer um problema cardíaco espera pela chegada de seu filho, que vive na Europa e com quem não fala há anos.
Em A Janela, Sorin continua dialogando com o neo-realismo italiano. Exemplo disso é a escolha do escritor uruguaio Antonio “Taco” Larreta de 85 anos para o papel do personagem, para dessa forma agregar um “Q” de realismo que não deveria ser interpretado e sim ser algo natural naquele que interpreta o papel.
No entanto, não foi apenas a escolha de “não-atores” que ressurge no novo filme de Sorín: o cenário, a paisagem da fazenda San Juan, apesar de se tratar de uma região no limite de Los Pampas, se parece muito com as planícies da Patagônia registradas na busca do protagonista de O Cachorro (2004) por um emprego.
Outro elemento da antiga fórmula de Sorin é a crítica social e econômica colocada de forma subjetiva na história. Em A Janela, dois personagens carregam essa função: o afinador de piano, que usando do bom humor fala da dificuldade de viver da arte na Argentina e em um segundo momento retira de dentro do piano dois soldadinhos de chumbo que estavam presos no maquinário, uma clara menção aos anos de ditadura na Argentina; e a esposa do filho do protagonista que, ao se preocupar apenas com uma ligação que lhe renderá lucros, afirma a fragilidade na estrutura familiar atual.
A Janela resulta em mais um filme de contemplação e reflexão de Carlos Sorin, que ao eleger um tema aparentemente corriqueiro acentua de forma poética todos os elementos ao seu redor, com ajuda da trilha sonora de Nicolás Sorin, que dá ritmo às 12 horas da vida do protagonista.
A inspiração, segundo Sorin, surgiu da união de diversos elementos, partindo da sua paixão pelos contos do escritor russo Antón Pavlovich Chéjov e pouco depois por sua biografia intitulada em espanhol por La dramática vida de Anton Chéjov, de Irene Nemirovsky, na qual existe a descrição das últimas horas do escritor no hotel de Badenweiler, se despedindo da esposa e de seu médico; somado ao fato particular do diretor ter perdido seu pai no ano passado.
Prêmios: vencedor do FIPRESCI no Valladolid Internacional Film Festival 2008, indicado ao Golden Spike 2008.
A Janela (La Ventana): Argentina/Espanha (2008) – Direção: Carlos Sorin.
Com Maria Del Carmen Jímenez, Antonio Larreta, Alberto Ledesma, Emilse Róldan, Roberto Rovira, Victoria Herrera.
Produção: José Maria Morales.
Roteiro: Carlos Sorin, Pedro Maizal.
Fotografia: Julián Apezteguia.
Trilha Sonora: Nicolás Sorin.
Serviço (sempre ligue antes para o cinema):
Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 1.470/1.475. Tel.: 3288-6780. Sala 02 – 14h – 16h – 20h – 22h
Frei Caneca Unibanco Arteplex, R. Frei Caneca, 569, 3º piso. Tel.: 3472-2365. Sala 05 – 14h50 – 16h40 – 18h30 – 20h20 – 22h10
Reserva Cultural de Cinema, Av. Paulista, 900. Tel.: 3287-3529. Sala 03 - 13h – 14h40 – 16h25 – 18h10 – 19h50 – 21h30

A Janela (foto: divulgação)
A Janela é o novo filme do argentino Carlos Sorin, o mesmo de O Cachorro (2004) e Histórias Mínimas (2002), que estreia nos cinemas de São Paulo.
A trama narra um período de 12 horas na vida de Antonio (Antonio “Taco” Larreta), um escritor de 86 anos, que após sofrer um problema cardíaco espera pela chegada de seu filho, que vive na Europa e com quem não fala há anos.
Em A Janela, Sorin continua dialogando com o neo-realismo italiano. Exemplo disso é a escolha do escritor uruguaio Antonio “Taco” Larreta de 85 anos para o papel do personagem, para dessa forma agregar um “Q” de realismo que não deveria ser interpretado e sim ser algo natural naquele que interpreta o papel.
No entanto, não foi apenas a escolha de “não-atores” que ressurge no novo filme de Sorín: o cenário, a paisagem da fazenda San Juan, apesar de se tratar de uma região no limite de Los Pampas, se parece muito com as planícies da Patagônia registradas na busca do protagonista de O Cachorro (2004) por um emprego.
Outro elemento da antiga fórmula de Sorin é a crítica social e econômica colocada de forma subjetiva na história. Em A Janela, dois personagens carregam essa função: o afinador de piano, que usando do bom humor fala da dificuldade de viver da arte na Argentina e em um segundo momento retira de dentro do piano dois soldadinhos de chumbo que estavam presos no maquinário, uma clara menção aos anos de ditadura na Argentina; e a esposa do filho do protagonista que, ao se preocupar apenas com uma ligação que lhe renderá lucros, afirma a fragilidade na estrutura familiar atual.
A Janela resulta em mais um filme de contemplação e reflexão de Carlos Sorin, que ao eleger um tema aparentemente corriqueiro acentua de forma poética todos os elementos ao seu redor, com ajuda da trilha sonora de Nicolás Sorin, que dá ritmo às 12 horas da vida do protagonista.
A inspiração, segundo Sorin, surgiu da união de diversos elementos, partindo da sua paixão pelos contos do escritor russo Antón Pavlovich Chéjov e pouco depois por sua biografia intitulada em espanhol por La dramática vida de Anton Chéjov, de Irene Nemirovsky, na qual existe a descrição das últimas horas do escritor no hotel de Badenweiler, se despedindo da esposa e de seu médico; somado ao fato particular do diretor ter perdido seu pai no ano passado.
Prêmios: vencedor do FIPRESCI no Valladolid Internacional Film Festival 2008, indicado ao Golden Spike 2008.
A Janela (La Ventana): Argentina/Espanha (2008) – Direção: Carlos Sorin.
Com Maria Del Carmen Jímenez, Antonio Larreta, Alberto Ledesma, Emilse Róldan, Roberto Rovira, Victoria Herrera.
Produção: José Maria Morales.
Roteiro: Carlos Sorin, Pedro Maizal.
Fotografia: Julián Apezteguia.
Trilha Sonora: Nicolás Sorin.
Serviço (sempre ligue antes para o cinema):
Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 1.470/1.475. Tel.: 3288-6780. Sala 02 – 14h – 16h – 20h – 22h
Frei Caneca Unibanco Arteplex, R. Frei Caneca, 569, 3º piso. Tel.: 3472-2365. Sala 05 – 14h50 – 16h40 – 18h30 – 20h20 – 22h10
Reserva Cultural de Cinema, Av. Paulista, 900. Tel.: 3287-3529. Sala 03 – 13h – 14h40 – 16h25 – 18h10 – 19h50 – 21h30

A Janela (foto: divulgação)
A Janela é o novo filme do argentino Carlos Sorin, o mesmo de O Cachorro (2004) e Histórias Mínimas (2002), que estreia nos cinemas de São Paulo.
A trama narra um período de 12 horas na vida de Antonio (Antonio “Taco” Larreta), um escritor de 86 anos, que após sofrer um problema cardíaco espera pela chegada de seu filho, que vive na Europa e com quem não fala há anos.
Em A Janela, Sorin continua dialogando com o neo-realismo italiano. Exemplo disso é a escolha do escritor uruguaio Antonio “Taco” Larreta de 85 anos para o papel do personagem, para dessa forma agregar um “Q” de realismo que não deveria ser interpretado e sim ser algo natural naquele que interpreta o papel.
No entanto, não foi apenas a escolha de “não-atores” que ressurge no novo filme de Sorín: o cenário, a paisagem da fazenda San Juan, apesar de se tratar de uma região no limite de Los Pampas, se parece muito com as planícies da Patagônia registradas na busca do protagonista de O Cachorro (2004) por um emprego.
Outro elemento da antiga fórmula de Sorin é a crítica social e econômica colocada de forma subjetiva na história. Em A Janela, dois personagens carregam essa função: o afinador de piano, que usando do bom humor fala da dificuldade de viver da arte na Argentina e em um segundo momento retira de dentro do piano dois soldadinhos de chumbo que estavam presos no maquinário, uma clara menção aos anos de ditadura na Argentina; e a esposa do filho do protagonista que, ao se preocupar apenas com uma ligação que lhe renderá lucros, afirma a fragilidade na estrutura familiar atual.
A Janela resulta em mais um filme de contemplação e reflexão de Carlos Sorin, que ao eleger um tema aparentemente corriqueiro acentua de forma poética todos os elementos ao seu redor, com ajuda da trilha sonora de Nicolás Sorin, que dá ritmo às 12 horas da vida do protagonista.
A inspiração, segundo Sorin, surgiu da união de diversos elementos, partindo da sua paixão pelos contos do escritor russo Antón Pavlovich Chéjov e pouco depois por sua biografia intitulada em espanhol por La dramática vida de Anton Chéjov, de Irene Nemirovsky, na qual existe a descrição das últimas horas do escritor no hotel de Badenweiler, se despedindo da esposa e de seu médico; somado ao fato particular do diretor ter perdido seu pai no ano passado.
Prêmios: vencedor do FIPRESCI no Valladolid Internacional Film Festival 2008, indicado ao Golden Spike 2008.
A Janela (La Ventana): Argentina/Espanha (2008) – Direção: Carlos Sorin.
Com Maria Del Carmen Jímenez, Antonio Larreta, Alberto Ledesma, Emilse Róldan, Roberto Rovira, Victoria Herrera.
Produção: José Maria Morales.
Roteiro: Carlos Sorin, Pedro Maizal.
Fotografia: Julián Apezteguia.
Trilha Sonora: Nicolás Sorin.
Serviço (sempre ligue antes para o cinema):
Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 1.470/1.475. Tel.: 3288-6780. Sala 02 – 14h – 16h – 20h – 22h
Frei Caneca Unibanco Arteplex, R. Frei Caneca, 569, 3º piso. Tel.: 3472-2365. Sala 05 – 14h50 – 16h40 – 18h30 – 20h20 – 22h10
Reserva Cultural de Cinema, Av. Paulista, 900. Tel.: 3287-3529. Sala 03 - 13h – 14h40 – 16h25 – 18h10 – 19h50 – 21h30