Barão de Itararé com Martini

Pra começar as atividades aqui na Central da Augusta, vou mostrar um lugar que gosto de ir pra acabar com a minha semana.  Não pense em nada ruim, por favor, não é desse tipo de fim que estou falando, mas sim de um que envolve um bar, música e claro, bebida. Vou confessar que quase sempre vou sozinho, pois não faço muita questão de companhia nessa parte do meu dia e principalmente da semana, quando prefiro amarrar tudo que aconteceu e ver qual vai ser o caminho que vou seguir naquela já desalentada segunda-feira.

O que faço é ir no Barão da Itararé.

Não é só de uma boa carta de drinks clássicos e um ambiente com jeito de casa de amigo que esse bar é feito, mas daqueles detalhes invisíveis que preenchem todos os espaços vazios, que cria uma vida natural e espontânea ao lugar. Pessoas conversando, garçons pra lá e pra cá, amigos que se encontram, namorados que se beijam…tem de tudo.

Tem todos os requisitos que acho saudáveis e um bar: você não paga NADA pra entrar, é sempre bem tratado, os garçons são educados, a bebida é de primeira e eles até chamam um taxi pra você caso não esteja muito legal pra dirigir. Se você é mal-educado com alguém ou fica fazendo escândalo vai ouvir do gerente – o que acho mais do que razoável – e as pessoas que freqüentam vão para a atividade mais básica e deliciosa de todas: Beber e bater papo.

Aos domingos sempre rola um showzinho de Jazz de músicos que tocam com a alma, olhando um nos olhos dos outros e dando risada. Dá até pra pedir uma música caso você saiba o que pedir, o que nunca consegui fazer porque ninguém nunca apareceu com um sax pra tocar “everytime we say goodbye” do Coltrane pra mim.

Tomo só um drink à noite toda. Sempre peço o Dry Martini, que vem na medida certa de gim, um susto de vermute e não aguado, que é o mais importante. Um espetáculo.

Fim de Domingo: Martini no Itararé... com Jazz

Domingo: Martini no Itararé... com Jazz

O barman –  com quem eu converso uma coisa ou outra – é o Eddie, grande sujeito que encontro sempre no mesmo lugar, com o mesmo humor e observações ricas pra ilustrar minhas idéias. Outro ponto pra um bar completamente incrível, na região onde tudo se resume a viver.

Eddie, the Barmen

Eddie, the Barman

Serviço:

Barão de Itararé

Rua Peixoto Gomide, 155 esquina com a rua Itararé, não tem como errar.

De segunda a quarta, das 18h até o último cliente

Quintas e Sextas das 18h às 5h da manhã

Sábado das 12h às 5h da manhã

Domingo das 18h até o último clientes (que em não raras exceções, sou eu)

Aceita todos os cartões

Editor: para deixar a justa remarca de boas-vindas ao Gus, um cara nota 11 que decidiu nos honrar escrevendo para a Central. Que o bom e velho vento encanado das calçadas da baixa refresque teus pés por aqui mano. Abração e super boas-vindas. (San Picciarelli)

2 Feedbacks

  1. gabi 17. nov, 2009 em 9:12 #

    sem querer ser chata mas já sendo, everytime we say goodbye é do cole porter :)

  2. San Picciarelli 17. nov, 2009 em 9:35 #

    Pior que sim… gravada por ele em ’44 ee regravada por Ella Fitzgerald em ’56, quando acabou virando um padrão do jazz. Valeu Gabi!.

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