B de Soneta

Não adianta subir a escada
O último degrau não é a redenção
Como se dentro da tua saia rodada
A fantasia fora melhor que’a perdição

Não adianta descer rumo ao calabouço
O primeiro suspiro não é de relaxamento
Como se fora do corpo um poço
A realidade lúgubre do teu sem alento

Vai sozinha envolver a larga calçada
Dôce, imunda, flébil, esquálida

Sinaliza-nos teu torpor e a mirada
Na trama, à noite, uma, válida.


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