Não adianta subir a escada
O último degrau não é a redenção
Como se dentro da tua saia rodada
A fantasia fora melhor que’a perdição
Não adianta descer rumo ao calabouço
O primeiro suspiro não é de relaxamento
Como se fora do corpo um poço
A realidade lúgubre do teu sem alento
Vai sozinha envolver a larga calçada
Dôce, imunda, flébil, esquálida
Sinaliza-nos teu torpor e a mirada
Na trama, à noite, uma, válida.