De Profundis

Já começa no seguinte: De Profundis é o primeiro longa do mundo a utilizar uma técnica de animação que tem como base a tinta óleo vista em telas de pintura. Para que o assunto não fique isolado tecnicamente, o filme é mesmo tão bacana quanto o senso de inovação dos seus idelizadores.

A peça é produzida na Espanha e Portugal e dirigida pelo renomado ilustrador espanhol Miguelanxo Prado. Nani Garcia é quem assina a trilha sonora, tão consistente quanto o título da delicada película e entrega a promessa encantar como animação, mas de uma maneira, digamos, … profunda.

O epicentro da história faz orbitar ao seu redor a doce violoncelista que mora numa casa no meio do oceano e o seu par, um pintor com aspirações antigas de se tornar um viajado marinheiro. Em uma de suas tentativas em alto-mar, o pesqueiro em que navega é tomado por uma violenta tempestade e vira. Com as belas canções de sua amada como um inesperado guia, o pintor viaja pelas profundezas do oceano em busca de repousar novamente no seio de sua amada, em casa.

O fato de Miguelanxo ter sido o talentoso criador de HQs como Trazo de tiza, Quotidianía delirante e Fragmentos de la enciclopedia Délfica, só adiciona a este trabalho – o que não parece combinar muito com a ecleticidade de outros trabalhos, como por exemplo os mais de 50 episódios da série animada de Men in Black, de Spielberg. Entretanto, sua vocação é nítida e só se espera que coloque logo a mão na massa de novos trabalhos.

Detalhe bacana: a censura é livre, apropriada para os jovens mais maduros ou vice-versa. Agrada.

Serviço:
Unibanco Arteplex Frei Caneca (Sala 5): 14h – 16h – 20h – 22h
OBS: Dia 14/11 (sábado) não haverá a sessão das 22h.
OBS: Dia 14/11 (sábado) pre-estreia às 22h – DO COMEÇO AO FIM



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