Rua Augusta
// novembro 16th, 2009 // Colunistas, Histórias, Luciana C.
Quem dera o mundo inteiro fosse como os quarteirões da rua Augusta, ali da avenida Paulista até a praça Roosevelt! Desde os engravatados que a descem até os boêmios que a sobem, passando pelas suas tão famosas moças e também pelos modernos e antenados, gente de todos os tipos e com todos os gostos convivem, se divertem e são felizes (ou ao menos tentam).
Esse pedaço é uma síntese de São Paulo, perfeito para quem pretende conhecer e experimentar de forma intensa o que ela tem a oferecer. Tenho certeza de que Manuel Antonio Vieira, ao abrir uma trilha no meio da sua chácara no finalzinho do século 19, não podia imaginar quão simbólica, múltipla e diversa ela se tornaria.
O caminho de terra, que hoje é uma das principais vias de acesso que liga o centro da cidade ao coração econômico da capital, ficou mesmo famosa graças à turma da Jovem Guarda e seus calhambeques que desfilavam por ela a 120 por hora. Mas foi mais ou menos na década de 50 que a Augusta ganhou o título de “a rua da moda” da Paulicéia.
Na época, comprar em suas boutiques, frequentar as tradicionais docerias ou tomar um chá no final da tarde por ali era sinônimo de riqueza. Alguns espaços, como o Pirandello, viraram ponto de encontro de intelectuais e artistas e, apesar da novidade dos frequentes congestionamentos, suas discotecas embalavam animadamente as noites de sábado.
Com o crescimento do número de inferninhos, a expansão das “casas de entretenimento para homens” e a migração dos principais pontos comerciais para os shoppings, também chegaram nos anos 80 as pensões, os cortiços e a decadência. Felizmente, o renascimento aconteceu no final da década passada, quando espaços culturais e cinemas foram inaugurados em prédios antes abandonados e trouxeram novo ânimo à região.
Hoje, a rua Augusta é sinônimo da contemporaneidade paulistana e, com todos os seus contrastes e as suas contradições, um exemplo do que é ser cosmopolita atualmente. Para mim, é impossível pensar no futuro de Sampa sem me lembrar de que tudo acontece primeiro por aqui. E é um pouquinho desse tudo que pretendo dividir com você.
Muito prazer!






Oi, Luciana, adorei ler sua coluna. Já conheço seu trabalho em outros sites e gosto muito do jeito claro que vc escreve. Sucesso…
uhuhhh. porta!!! =P
Luciana, viva a baixa-augusta e sua “gente de todos os tipos e com todos os gostos convivem”
Luciana, parabéns. Fiquei muito curioso em saber o que vem por aí !!!!
Nossa…. Ta de parabéns menina! Eu amo a rua Augusta!