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“The Bridge”, photo parte micro-ensaio “Kuklos Lux”
Saindo da Praça do Ciclista, vizinha conquistada da Baixa, partimos uníssonos e ruidosos. Sob a forma de um pequeno grupo de desencaixados, nossa missão era bem simples… encaixar a idéia de “apenas mostrar que existimos” (como disse uma bela durante o caminho dos inesquecíveis anônimos de sexta-feira).
Muitas imagens, sons de riso e honesto movimento depois, o meio do caminho apontava para a sola dos pés de todos, bem-fincada no coração da ponte da Av. Águas Espraiadas. Com a bicicleta acima da cabeça, o brado era de alegria e encanto.
Sob a égide quase espartana de transportar a si próprio sem depender da energia de outrem, d’outras máquinas, voltamos mais uma vez montados em nossa própria recompensa. A ponte foi cruzada mais uma vez e o canal reaberto, entre a impiedosidade da cidade e (por enquanto) alguns dos seus. Missão cumprida. Prêmio recebido.
Nesta noite, a luz estava só no pedal.
San Picciarelli
