Sábio era ele que virava a Luis Coelho e seguia em direção à baixa para o seu café da tarde.
Lá, do recosto de sua cadeira cativa (compartilhada com tantas outras bundas), o velho cruza os olhares com um punk de poucos tratos:
- Nossa – disse ele
- Que foi porra?
- Seu cabelo.. sua aparência… – arriscava-se.
- Mas que merda você hein vovô? Nunca fez nada de diferente na vida não?
Meditabundo, dois goles de café depois, disse o velho de dentro de sua camisa xadrez:
- Fiz sim, querido. Quando era novo trepei com uma arara num festival hippie. Estava aqui pensando se você não era meu filho.
(.)
SanP.