
[São Paulo] Se você estava pelas bandas da baixa Augusta, próximo da Rua Fernando de Albuquerque na última terça-feira por volta das 23 horas, então você viu…
Cerca de seis crianças e adolescentes (meninos e meninas também) desceram a Augusta promovendo um arrastão e roubando geral. Quem é da região, mesmo diante da dita ‘revitalização do centro’, já viu isso acontecer um bom punhado de vezes. Segundo os comerciantes e locais a coisa tem degringolado a ponto de ir além de apenas ‘incomodar’ quando um ou outro celular pula da sua mão para dentro da cara louca do moleque correndo rua abaixo. A coisa não melhorou, pelo contrário.
“Sempre teve confusão por aqui, mas hoje foi pior” disse o garçom de um dos bares da região. Dessa vez, haviam jovens utilizando lâmpadas fluorescentes quebradas para ameaçar os pedestres. André Ramos (28) segurança da Temakeria disse que os tais arrastões começaram a aumentar no mesmo tempo em que a prefeitura começou a remover moradores de rua de ficarem na região da Praça da Sé. Ou seja, nada de resolver nada, tira daqui e vai para lá.
“É uma questão delicada, às vezes aparecem meninas pequenas, de seis, sete anos, querendo roubar”, contou.
E assim vai…
“Toda semana eles passam tentando roubar os clientes que ficam na calçada”, André Valau (19) caixa de uma pizzaria.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Civil não conseguiram (claro) prender ninguém – tarefa que beira o impossível, com todas as falhas grotescas em nosso estatuto da criança e do adolescente – e não se registrou nenhum aumento da segurança na região.
O mais indigesto é que na própria Rua Fernando de Albuquerque (número 93) fica a Associação de Apoio à Meninas e Meninos da Região da Sé. O que teriam eles a dizer a respeito? (não há qualquer comunicado oficial do organismo).
Digo indigesto porque até uma associação fora criada para cuidar de meninos da região da Praça da Sé – o fim do mundo do absurdo. É como criar um mecanismo-problema dentro do próprio problema, para cuidar do problema. Ao invés de converter o moleque de rua em um indivíduo, já se parte para solucionar o problema rotulando-o como moleque tal, da região tal e não se passa disso.
Pensemos: se não houvessem meninos e meninas da região da Sé, não haveria porque associações como esta existir, certo? Para que existam, é necessário que eles continuem lá, ou seja, para quê tirá-los da rua? Honestamente, não entendo a toogada…
É osso dizer isso mas, se estiver pela baixa, olho aberto…
Mas e aí, o que fazer? Opine.

Esse é o problema: ninguém pode tocar o dedo em menores infratores, nem se levar a instituições decentes porque é proibido. A legislação saiu do século XV para o Século XIX – ou seja, virou um liberou geral e ninguém mais tem deveres, só direitos. Dá nisso.
E viva a esbórnia, hipocrisia e lobby escroto dos defensores dos “Direitos humanos”. e nós, a sociedade, as vitimas, nos enquadramos em qual “categoria” do tao discutido “humano”? #alguemmeexplicaqueporraéumserhumano ?
Não é uma questão de “proteger infratores”, mas de cuidar de crianças e adolescentes – como bem coloca o post – que não tiveram as mesmas oportunidades que a gente. Duvido que se um desses meninos e meninas fosse um primo próximo de uma parte “não tão favorecida” da família burguesa que acolhe os bons representantes da classe média esclarecida (nós, não é?), que estariam aqui falando asneira sobre os direitos humanos e sobre o ECA. O que é preciso é sim EDUCAR e parar de olhar para essas PESSOAS como se fossem bichos ou escória social. São gente. Gente, como eu ou você que escreve e que opina neste blog.
Ah sim, não é um “problema ‘deles’” é um problema NOSSO. Incomodem-se, parem de jogar culpa nos outros, na lei, no Estado. Engajem-se, façam algo. Começa em casa, na mesa do boteco, no supermercado, no estacionamento. São pessoas. Não coisas.
O pior de tudo é que 3 quarteirões pra baixo tem uma delegacia de polícia!!!
Eu nao to dizendo que eles nao sao gente como nós, muito pelo contrario, pense por este lado: se eu cometer uma infraçao, ou um crime, serei punido, certo? entao porque este adolescente que é GENTE como eu pode cometer crimes e ficar impune? porque tem sempre alguem passando a mao na cabeca “dele” só porque ele tem condicoes de vida precarias? quais sao os reais motivos para que essas pessoas tenham vidas precarias? voce ja visitou um albergue? e nao estou falando desses albergues do hosteling nao, to falando de lugares que talves voce nunca venha a conhecer um dia. Voce conhece o trabalho dos Anjos da noite? E outra coisa, estamos no Brasil, e mais especificamente em Sao Paulo, aonde TODO mundo, um dia, ou diariamente, nao importa a frequencia, ja teve ou tem uma oportunidade de resolver sua vida. Voce ja parou pra pensar que essas pessoas nao fazem questao de mudar suas vidas? Cara, eu posso te dar muitos exemplos, e experiencias que passei que de fato ninguem passa fome porque nao tem oportunidade. Isso tudo é uma grande hipocrisia, a mesma hipocrisia que nos obriga a sustentar um criminoso em presidio publico, que custa para o estado muitas vezes mais que o salario de um trabalhador regular.
Eu fico revoltado quando as pessoas vem defender essa bandeira de “direitos iguais”. E os deveres iguais, alguem defende? e outra coisa, humanismo e cidadania se pratica na vida, no dia a dia, e nao em palanques ou TCC’s.
e ainda estou esperando alguem me explicar #queporraeumserhumano