OS ÚLTIMOS VERDES

São Paulo, julho de 2010 – Marepe apresenta a exposição individual “Os Últimos Verdes” na Galeria Luisa Strina entre 4 de agosto e 11 de setembro. O artista se inspirou nas lembranças de sua infância e nas cidades do sertão nordestino. Serão 9 trabalhos (esculturas, fotografias, vídeo) que desvendam a preocupação do artista com a natureza e lembram o ciclo de produção de Marepe, que já fez mostras individuais no MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo) e no Centre Georges Pompidou (França).

“Os Últimos Verdes” ocupa os três andares e o terraço da galeria paulistana. Marepe costuma propor uma leitura diferente de objetos do dia-a-dia. Exemplo disso é a obra “Camas de Vento” em que as populares camas desmontáveis ganham nova forma ao remeter a um céu com vento e pássaros de asas vermelhas e pretas.

“Antigamente, eu observava muitas dessas aves em minha cidade, Santo Antônio de Jesus. Agora, é mais raro vê-las”, constata Marepe.

Obras como “O Coro de Lata”, e “Metamorfose” também demonstram a questão do deslocamento de objetos – moringas, funis, tachos e bacias de metal – como pontos de partida para novas significações. O vídeo inédito de 1999 “sem título” será exibido na mostra, e fala de reciclagem e do reaproveitamento de materiais. Para assistir ao vídeo, há dois bancos de madeira, talhados em formato de lacres de garrafas de champagne. No final do vídeo, Marepe resgata a obra “Cabeça Acústica” (1996), emblemática na carreira do artista.

MAREPE

Marepe (Marcos Reis Peixoto) nasceu em 1970 na cidade de Santo Antônio de Jesus (Bahia). Estudou Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da UFBA (Universidade Federal da Bahia). Na década de 90, passou a ser um dos artistas brasileiros de grande sucesso nacional e internacional. O artista já realizou mostras individuais no MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo), no Centre Georges Pompidou (França) e na Tate Modern (Inglaterra). Seus trabalhos também já estiveram presentes na Bienal de Veneza (2003), na Bienal de São Paulo (2002), na Bienal de Sidney (2004) e na Bienal do Mercosul (1999), além de exposições coletivas em outros importantes centros mundiais, como o Museu Reina Sofia (Espanha).

GALERIA LUISA STRINA

A história da Galeria Luisa S trina, a mais antiga galeria de arte contemporânea de São Paulo, se mistura com a trajetória profissional de Luisa Strina. Em 1970, começou como marchand dos amigos e artistas Wesley Duke Lee, Fajardo, Baravelli, José Resende e Babinski. Em 1974, abre a Galeria Luisa Strina no antigo estúdio de Baravelli, quase que em mutirão, mas já com uma linha de trabalho definida: mostrar a produção de artistas nacionais e estrangeiros, em um movimento de mão dupla, dentro e fora do país.

No mesmo ano, trouxe pela primeira vez ao Brasil obras dos artistas pop americanos Roy Lichstenstein, James Rosenquist, Jim Dine e Andy Warhol. Luisa Strina lançou diversos expoentes da nova geração, como Leonilson, Cildo Meireles, Tunga, Antônio Dias e Edgard de Souza. Em 1992, foi a primeira galeria latino-americana convidada a participar da seleta Feira de Arte de Basel. Atualmente, a Galeria Luisa Strina representa uma mistura de artistas consagrados e nomes emergentes, sempre mostrando o que há de mais relevante na arte contemporânea nacional e internacional.

MAREPE – OS ÚLTIMOS VERDES
Abertura: 3 de Agosto de 2010, das 19h às 22h
Período expositivo: 4 de agosto a 11 de setembro
Horário de visitação: segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados das 10h às 17h
Censura: Livre / Entrada gratuita