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	<title>Central da Augusta &#187; Colunistas</title>
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		<title>Keith Haring na Paulicéia [expo]</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/22/keith-haring-na-pauliceia-expo/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 17:40:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e Intervenção]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[gratuito]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[São Paulo – A partir de 31 de julho a cidade acolhe a exposição KEITH HARING &#8211; Selected Works, com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra que tanto influencia a arte urbana atual fica em cartaz até 5 de setembro na Caixa Cultural São Paulo. Depois segue para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2544" title="Keith Haring_Best Buddies_1990_Silkscreen_26 x 32 incredito_Keith Haring Foundation" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/07/Keith-Haring_Best-Buddies_1990_Silkscreen_26-x-32-incredito_Keith-Haring-Foundation-570x455.jpg" alt="" width="570" height="455" /></p>
<p>São Paulo – A partir de 31 de julho a cidade acolhe a exposição KEITH HARING &#8211; Selected Works, com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra que tanto influencia a arte urbana atual fica em cartaz até 5 de setembro na Caixa Cultural São Paulo. Depois segue para o Rio de Janeiro de 28 de setembro a 14 de novembro na Caixa Cultural Rio de Janeiro.</p>
<p>Com expectativa de receber cerca de 30 mil pessoas por cidade, Selected Works revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.</p>
<p>Para mais imagens de Keith Haring acesse o album <a href="http://picasaweb.google.com/rafael.cartaz/KeithHaring#">aqui</a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Keith Haring<br />
</strong></p>
<p>Sua obra é forte, democrática e despretensiosa. Carregada de mensagens de vitalidade e união, teve um impacto profundo na arte e espírito de nossa época. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características.</p>
<p>Nascido no estado da Pensilvânia em 1958 numa família de classe média, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978 estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o cursom transferiu-se para Nova Iorque onde foi grandemente influenciado pelo graffiti, inscrevendo-se na School of Visual Arts (SVA). Lá, Keith ficou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat. Depois de dois anos na SVA, Haring saiu da escola e começou a fazer seu nome como um dos mais celebrados e controversos artistas da década.</p>
<p>Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais acontecem em espaços alternativos e clubes da cidade, fato que o levou a conhecer Madonna, Grace Jones e David Byrne. Sua primeira exposição individual aconteceu na Tony Shafrazi Gallery no Soho, em 1982. Em pouco tempo já participava de exposições e performances no vanguardista Club 57.</p>
<p>Em 1986, ele abriu a loja Pop Shop em Nova Iorque, onde comercializava roupas e objetos estampadas com suas famosas ilustrações. Outra loja é aberta em Tóquio em 1988, fechando em 1989. Em 2005, a Pop Shop de Nova Iorque fechou as portas mas ainda existe online.</p>
<p>Parte do movimento das artes underground de Nova Iorque, Haring sempre teve forte preocupação social e a representava com obras repletas de mensagens sobre preconceitos, amor, paz, liberdade e acima de tudo, a prevenção do HIV. Foi fortemente influenciado pelo graffiti e por sua forma independente e utilização do espaço público.</p>
<p>Sua arte naturalmente tornou-se pública em todas as esferas. Seus desenhos eram vistos nos metrôs de Nova Iorque, no Muro de Berlim antes da queda e em exposições ao redor do mundo &#8211; como a Documenta 7 em Kassel, a Bienal de São Paulo <em>(em 1983, pintou murais pela cidade numa amostra da arte urbana e efêmera que circula fortemente pelos anos 2000)</em> e a Bienal do Whitney Museum.</p>
<p>Além de seguir pintando murais em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Um de seus últimos trabalhos &#8211; “Tuttomondo” &#8211; foi dedicado à paz e instalado perto da igreja de Sant&#8217;Antonio Abate em Pisa/Itália em 1989.</p>
<p>Mas foram seus murais públicos em prol de causas sociais que marcaram sua carreira, muitos dos quais criados em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Elaborou desenhos contra o <em>Apartheid</em> e um ano depois de ter sido diagnosticado com HIV (1989) Keith criou a Keith Haring Foundation com o objetivo de apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. Em seu último ano de vida esforçou-se em usar seu nome para divulgar alertas sobre a prevenção do vírus e educar a população mundial.</p>
<p>.</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;"><strong>Serviço – KEITH HARING &#8211; Selected Works – São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: right;">Local: CAIXA CULTURAL São Paulo &#8211; Galeria Vitrine da Paulista &#8211; Conjunto Nacional</p>
<p style="text-align: right;">Endereço: Av. Paulista, 2083 &#8211; Cerqueira César, São Paulo (SP) &#8211; Metro Consolação</p>
<p style="text-align: right;">Abertura para convidados e imprensa: dia 30 de julho, às 19h</p>
<p style="text-align: right;">Datas: 31 de Julho a 5 de setembro de 2010</p>
<p style="text-align: right;">Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h às 21h.</p>
<p style="text-align: right;">Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400</p>
<p style="text-align: right;">Censura: Livre | Grátis</p>
<p style="text-align: right;"><em>www.litmediaproductions.com</em></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>Arrastão na Baixa Augusta?</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/21/arrastao-na-baixa-augusta/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/21/arrastao-na-baixa-augusta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 21:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[arrastão]]></category>
		<category><![CDATA[problema]]></category>

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		<description><![CDATA[[São Paulo] Se você estava pelas bandas da baixa Augusta, próximo da Rua Fernando de Albuquerque na última terça-feira por volta das 23 horas, então você viu&#8230; Cerca de seis crianças e adolescentes (meninos e meninas também) desceram a Augusta promovendo um arrastão e roubando geral. Quem é da região, mesmo diante da dita &#8216;revitalização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2531" title="kids_violence" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/07/kids_violence.gif" alt="" width="460" height="316" /></p>
<p>[São Paulo] Se você estava pelas bandas da baixa Augusta, próximo da Rua Fernando de Albuquerque na última terça-feira por volta das 23 horas, então você viu&#8230;</p>
<p>Cerca de seis crianças e adolescentes <em>(meninos e meninas também)</em> desceram a Augusta promovendo um arrastão e roubando geral. Quem é da região, mesmo diante da dita &#8216;revitalização do centro&#8217;, já viu isso acontecer um bom punhado de vezes. Segundo os comerciantes e locais a coisa tem degringolado a ponto de ir além de apenas &#8216;incomodar&#8217; quando um ou outro celular pula da sua mão para dentro da cara louca do moleque correndo rua abaixo. A coisa não melhorou, pelo contrário.</p>
<p><em>&#8220;Sempre teve confusão por aqui, mas hoje foi pior&#8221;</em> disse o garçom de um dos bares da região. Dessa vez, haviam jovens utilizando lâmpadas fluorescentes quebradas para ameaçar os pedestres. André Ramos (28) segurança da Temakeria disse que os tais arrastões começaram a aumentar no mesmo tempo em que a prefeitura começou a remover moradores de rua de ficarem na região da Praça da Sé. Ou seja, nada de resolver nada, tira daqui e vai para lá.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;É uma questão delicada, às vezes aparecem meninas pequenas, de seis, sete anos, querendo roubar&#8221;</em>, contou.</p></blockquote>
<p>E assim vai&#8230;</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Toda semana eles passam tentando roubar os clientes que ficam na calçada&#8221;</em>, André Valau (19) caixa de uma pizzaria.</p></blockquote>
<p>A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Civil não conseguiram (claro) prender ninguém &#8211; tarefa que beira o impossível, com todas as falhas grotescas em nosso estatuto da criança e do adolescente &#8211; e não se registrou nenhum aumento da segurança na região.</p>
<p>O mais indigesto é que na própria Rua Fernando de Albuquerque (número 93) fica a <strong>Associação de Apoio à Meninas e Meninos da Região da Sé</strong>. O que teriam eles a dizer a respeito? <em>(não há qualquer comunicado oficial do organismo)</em>.</p>
<p>Digo indigesto porque até uma associação fora criada para cuidar de meninos da região da Praça da Sé &#8211; o fim do mundo do absurdo. É como criar um mecanismo-problema dentro do próprio problema, para cuidar do problema. Ao invés de converter o moleque de rua em um indivíduo, já se parte para solucionar o problema rotulando-o como moleque tal, da região tal e não se passa disso.</p>
<p>Pensemos: se não houvessem meninos e meninas da região da Sé, não haveria porque associações como esta existir, certo? Para que existam, é necessário que eles continuem lá, ou seja, para quê tirá-los da rua? Honestamente, não entendo a toogada&#8230;</p>
<p>É osso dizer isso mas, se estiver pela baixa, olho aberto&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Mas e aí, o que fazer? Opine.</p>
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		<title>Decapitador Londrino em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 19:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e Intervenção]]></category>
		<category><![CDATA[arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[Não fosse o fato de que não estamos mais no século XIX e que arrancar a cabeça de algum bonachão capitalista não se qualifica como arte, este anônimo &#8211; local de Londres &#8211; promete incomodar os paulistanos tanto quanto os londrinos. Trazendo de volta a indigesta lembrança do serial killer da capital, a sua intervenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2515" title="0,,21223795,00" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/07/02122379500-500x241.jpg" alt="" width="500" height="241" /></p>
<p>Não fosse o fato de que não estamos mais no século XIX e que arrancar a cabeça de algum bonachão capitalista não se qualifica como arte, este anônimo &#8211; local de Londres &#8211; promete incomodar os paulistanos tanto quanto os londrinos.</p>
<p>Trazendo de volta a indigesta lembrança do serial killer da capital, a sua intervenção artística inevitavelmente coloca todo mundo pensando, mesmo sendo bastante simples: decapitar. Mas não é qualquer cabeça que entra na faca do artista não&#8230; Modelos de marcas famosas e cartazes publicitários fartos na ostentação são as vítimas favoritas do artista.</p>
<p>Em Londres, o artista já causou polêmica o bastante para incomodar geral, de cima a baixo. Por aqui, quem passou pela Oscar Freire e o Shopping Iguatemi já sentiu aquele friozinho no estômago ao ser pego de surpresa pelas peças inusitadas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2520" title="0,,21224074,00" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/07/02122407400.jpg" alt="" width="400" height="267" /></p>
<p style="text-align: center;">
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mundo Mix reabre com tudo&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/13/mundo-mix-reabre-com-tudo/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 19:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[abre]]></category>
		<category><![CDATA[jardins]]></category>
		<category><![CDATA[mmm]]></category>
		<category><![CDATA[mundo mix]]></category>
		<category><![CDATA[privativa]]></category>

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		<description><![CDATA[Mundo Mix inaugura uma Flagship Store na próxima quinta-feira (15) para convidados Oferecendo a designers, estilistas e artistas uma nova opção para divulgação e apresentação de seus produtos e ao consumidor a possibilidade de encontrar em um só lugar diferentes produtos dos mais diversos segmentos. O endereço de 500m² agora é fixo: Augusta próximo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/07/Eduardo_Sancinetti_meninodecabeloloirocompescocoderisquinhosverdes_1482x1742.jpg" alt="Eduardo_Sancinetti_meninodecabeloloirocompescocoderisquinhosverdes_1482x1742.jpg" width="455" height="535" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mundo Mix inaugura uma Flagship Store na próxima quinta-feira (15) para convidados</strong></p>
<p>Oferecendo a designers, estilistas e artistas uma nova opção para divulgação e apresentação de seus produtos e ao consumidor a possibilidade de encontrar em um só lugar diferentes produtos dos mais diversos segmentos. O endereço de 500m² agora é fixo: Augusta próximo a Al. Lorena e ainda com o lema <em>“ ter estilo com preço acessível”.</em></p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 15px;" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/07/eduardosnacinetti_de-orelha-azul_656x919.jpg" alt="eduardosnacinetti_de-orelha-azul_656x919.jpg" width="250" height="373" /></p>
<p>Retomando com um novo formato após um período de seis meses de experimentações, o espaço vai traz +40 marcas que mostram arte, design, jardinagem, livros, moda e móveis que atendem aos gostos mais variados e com muita criatividade e personalidade. Entre as marcas estão BOX 11, Estúdio Manus, Fabio Andreoni, Geová Rodrigues (NY), JeC Revistas e Livros, João Pimenta, Kleber Matheus, Toy Art, Simone Nunes, RGoove, Romyn and Jacob (USA), UMA, Urban Design, Traffic People (UK), Vertices Casa e Wilson Ranieri.</p>
<p>A área que abrange a Galeria será uma fusão de conceitos e propostas e envolve consultoria de moda, curadoria na seleção de produtos, direção de arte, projetos de vitrine, reciclagem, treinamento de equipe, disposição das marcas e marketing &#8211; fazendo uma renovação global no projeto inicial.</p>
<p>A Galeria Mundo Mix contará com diversos <em>espaços,</em> dentre eles com um corner da Casa de Criadores que a cada três meses apresenta três novos estilistas sob a curadoria de Andre Hidalgo. Há também o espaço <em>Fica a Dica</em>, onde formador de opinião ou personalidade convidado fará uma venda especial do seu lifestyle. O loja Ducha testa produtos exclusivos e que serão depois reproduzidos para as lojas do Brasil. Por último a Galeria Mezzanino, que inaugura uma extensão de seu trabalho com mostras individuais de novos artistas com curadoria de Renato de Cara.</p>
<p>A abertura do metrô Oscar Freire somada a revitalização da região são medidas de curto prazo fundamentais para aumentar a importância desta já histórica região lançadora de tendências.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Galeria Mundo Mix</strong></p>
<p style="text-align: right;">Rua: Augusta, 2559 esquina_da Alameda Lorena – Jardins</p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Central na Veja SP</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/06/14/a-central-na-veja-sp/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 21:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Zeral]]></category>
		<category><![CDATA[press]]></category>
		<category><![CDATA[veja sp]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana, a Central saiu como destaque na revista VEJA SP como um referencial na cobertura do cotidiano desse maravilhoso trecho da cidade: A Augusta. Yay! Link para a matéria no Site da Veja SP]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both; text-align: left;"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/06/cda-veja1-thumb.jpg" height="272" width="380" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" />Esta semana, a Central saiu como destaque na revista VEJA SP como um referencial na cobertura do cotidiano desse maravilhoso trecho da cidade: A Augusta. </p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both; text-align: left;">Yay! Link para a matéria no <a href="http://vejasp.abril.com.br/blogs/vejinha/2010/06/10/explorando-a-metropole/" target="_blank">Site da Veja SP</a><u> </u> </p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both; text-align: left;"><u> </u></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>“São Paulista”</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/04/18/%e2%80%9csao-paulista%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/04/18/%e2%80%9csao-paulista%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 06:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[As via; mas não enxergava&#8230; Mesmo que não haja motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes, pelas venosas ruas e avenidas dispostas na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/04/augusta-thumb.jpg" height="365" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" />
<div style="text-align: justify;">As via;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">mas não enxergava&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Mesmo que não haja motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes, pelas venosas ruas e avenidas dispostas na imensidão da divisão e dos caminhos, para que caiamos voluntariamente no mínimo geo‐métrico de nossos próprios descaminhos.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">A nascente líquida e férrida de linhas e contornos, feita os trilhos de uma locomotiva a todo o vapor, com perca umidade relativa e rasa liquidez sensorial, simplesmente, nos descarrila.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Não daquele que vê a via, dentro de nós mesmos, auto‐absorvido pelo ódio ocioso da nossa intemperança. Mas daquele que via o caminho, do lado de dentro do outro. Que nos cerca daquele modo tão não‐intencional, sobremaneira inocente e ainda assim, emocionalmente carnívoro.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Há luz por entre as frestas, há o café quente e o rebuscado carbônico dos escapamentos. Não há escapatória. Há muitas válvulas, de escape, que escapam&#8230;</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Mas a ordem, não há.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">As esquinas não mais guardam a poesia dos tempos e os seus cantos escuros, cada vez mais escuros, já não mais dependem da espreita ou da escapada da sorte para atrair a captura dos vitimados e dos voláteis.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">A sua acolhida nem sequer se ruboriza e o seu convidatorismo não é menor que o seu descaramento.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">E dali, do meio da sua cara suja brotam os germinais mais pueris, das suas entranhas, brutalmente preparados para tudo, totalmente despreparados para nós. Poderiam ser os nossos filhos&#8230;</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">E de nem sequer conhecimento, sequer percepção, horrorizamo‐nos copiosamente, quase que disciplinarmente, para que assim não nos envolvamos.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">É melhor por esta via&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">É mais segura essa sorte&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">A vergonha e a anestesia moral.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Eu e</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">As vias.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Off</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 23:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desço a Augusta Crivo sem paciênciaMeticulosa menteDesencaixo o dia Mordo a fatiaCaminho sãoQuadra ao ladoImagino a lira Abraço a esquinaReencontro a luzGente fácil e tez De vários ângulos A noite é bruscaA carne é tenraA possibilidade jazzA vida é linda]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/off.jpg" class="image-link" rel="lightbox[2032]" title="Off"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/off-thumb.jpg" height="330" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>Desço a Augusta <br />Crivo sem paciência<br />Meticulosa mente<br />Desencaixo o dia</p>
<p style="clear: both">Mordo a fatia<br />Caminho são<br />Quadra ao lado<br />Imagino a lira</p>
<p style="clear: both">Abraço a esquina<br />Reencontro a luz<br />Gente fácil e tez <br />De vários ângulos</p>
<p style="clear: both">A noite é brusca<br />A carne é tenra<br />A possibilidade jazz<br />A vida é linda</p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>O velho e o punk&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/24/o-velho-e-o-punk/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 18:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[historietas]]></category>
		<category><![CDATA[urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábio era ele que virava a Luis Coelho e seguia em direção à baixa para o seu café da tarde. Lá, do recosto de sua cadeira cativa (compartilhada com tantas outras bundas), o velho cruza os olhares com um punk de poucos tratos: - Nossa &#8211; disse ele- Que foi porra? - Seu cabelo.. sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/oldpunk1.jpg" class="image-link" rel="lightbox[2000]" title="O velho e o punk..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/oldpunk-thumb11.jpg" height="344" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>Sábio era ele que virava a Luis Coelho e seguia em direção à baixa para o seu café da tarde. </p>
<p style="clear: both">Lá, do recosto de sua cadeira cativa (compartilhada com tantas outras bundas), o velho cruza os olhares com um punk de poucos tratos:</p>
<p>- Nossa &#8211; disse ele<br />- Que foi porra? <br />- Seu cabelo.. sua aparência&#8230; &#8211; arriscava-se.<br />- Mas que merda você hein vovô? Nunca fez nada de diferente na vida não?</p>
<p style="clear: both">Meditabundo, dois goles de café depois, disse o velho de dentro de sua camisa xadrez:</p>
<p style="clear: both">- Fiz sim, querido. Quando era novo trepei com uma arara num festival hippie. Estava aqui pensando se você não era meu filho.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;">(.)<br />SanP.</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>Líquidade</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/03/liquidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 23:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[baixa]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[fonte: http://megustaaugusta.blogspot.com Estas ruas que se contorcem por entre as suas próprias eiras, buscam senão evitar o inevitável. Evaporando a sua paciência desde dentro das lamúrias de todos nós, a ladeira segue a si própria e escarnece os nossos piores perfumes. As veias transbordam sujeira. A noite é azul. O cheiro é farto. A impossibilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/CarolinaPaschoal_augusta_7.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1978]" title="Líquidade"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/CarolinaPaschoal_augusta_7-thumb1.jpg" height="499" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a><em>fonte: http://megustaaugusta.blogspot.com</em></p>
<div style="text-align: justify;">Estas ruas que se contorcem por entre as suas próprias eiras, buscam senão evitar o inevitável. Evaporando a sua paciência desde dentro das lamúrias de todos nós, a ladeira segue a si própria e escarnece os nossos piores perfumes. As veias transbordam sujeira. A noite é azul. O cheiro é farto. A impossibilidade de tudo é tão doce e tão linda.</div>
</p>
<p style="text-align: justify;">Não fosse a sábia bengala que apoiava os seus costumes, a bela senhora chegaria um verão depois do café estar pronto. E se nem por desdobrar o papel suado dos fanzines, nem mesmo que se descolassem todos os seus beijos encardidos e escondidos na cola dos lambe-lambes, nem que chova o dilúvio dos desavisados: nada demove o a identidade do seu trecho. </p>
<p style="clear: both; text-align: center;"><em>Nem mesmo os deuses passam por aqui, </em><br /><em>pois que aqui apenas dormem.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura aqui é a hora e ninguém se reconhece como inocente. Nem mesmo o pueril. Nem mesmo o alienígena geo-esquecido às portas e aos batentes. Nem mesmo a enxurrada é capaz destingir o cromo-concreto dos seus quotidianos. A sua tintura forte está nas fibras de todos nós, na grande trama da sua saia rodada. Mas e quem se atreve&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Horas atrás a cicatriz enrubescida no termômetro avisava que o segundo fora o dia mais quente do ano. Até parece que eles não freqüentam a baixa&#8230; Por aqui, a temperatura não se manca nem mesmo com o cair do dia. Nem mesmo que o próprio dia tropece. Nem mesmo que a chuva se desabe de si. </p>
<p style="text-align: justify;">Mais fácil é medir a hora mais quente do dia. E que se defina hora como aquele compasso, circadiano, que marca a sua pulsacão flébil e pungente. E que se defina dia como sendo, liquidamente, de seu primeiro ao último batimento. </p>
<p style="text-align: justify;">Aqui há tanta luz à noite quanto em qualquer outro instante. Em embate, um brilho escorrido, quase pegajoso, se esparramada das retinas alheias até a tênue luminosidade das suas lâmpadas cor de carne.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez o único canto em que aquelas espécies do tipo escura de luz se inventam. Seguramente a razão pela qual os afogamentos encanados do descuido pouco efeito têm por aqui. Em frente ao teatro, às margens do mercado ou namorando com carinho as portas perigosas dos salões das putas, tudo se afoga em luz.</p>
<p style="text-align: justify;">E combalida apenas pela falta de idéias sobre o que se pode ser feito com tantas idéias, a água serve senão para coroar o labor escrito nas ranhuras das mãos às tortas de Dona Maria. </p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura é alta, mas isso não é novidade. Assim ela é, como um Cáucaso desvairado a céu aberto no Ave-Marias da latino-américa&#8230; quando não morna.</p>
<p style="text-align: justify;">A gravidade é constante e leva água e tudo em seu meio para a garganta mais genital da praça. Mas isso também não é novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um pequeno gafanhoto, que em todo o seu direito augusto, se inquilinou na companhia da minha xícara.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse sinal em particular eu não conhecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Baixa &#8211; pelos deuses &#8211; vai chover de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Dá menina&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/26/da-menina/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 10:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[fonte: Reuters Blog &#8230; Ela nem tem temaE tal qual poemaArranha ladeira e cadeiraFazendo esquema &#8230;Ela não lhe contariaQue como a sua tiaJá foi muito baladeiraFazendo fornicaria &#8230;Ela não abre o segredoNem se lhe cortar o dedoPorque assim, sem eiraA vida corre sem medo &#8230;Ela jamais se desajustaNem dentro da saia justaD&#8217;onde brota a suadeiraDe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both; text-align: center;clear: both; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/prostitute11.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1967]" title="Dá menina..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/prostitute1-thumb1.jpg" height="463" width="300" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>fonte: Reuters Blog</p>
<p style="clear: both">&#8230;</p>
<p style="clear: both">Ela nem tem tema<br />E tal qual poema<br />Arranha ladeira e cadeira<br />Fazendo esquema</p>
<p style="clear: both">
<div>&#8230;<br />Ela não lhe contaria<br />Que como a sua tia<br />Já foi muito baladeira<br />Fazendo fornicaria</div>
</p>
<p style="clear: both">
<div>&#8230;<br />Ela não abre o segredo<br />Nem se lhe cortar o dedo<br />Porque assim, sem eira<br />A vida corre sem medo</div>
</p>
<p style="clear: both">
<div>&#8230;<br />Ela jamais se desajusta<br />Nem dentro da saia justa<br />D&#8217;onde brota a suadeira<br />De descer e subir a Augusta<br />&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Trecho Cão</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/20/trecho-cao/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 17:36:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>
		<category><![CDATA[visão]]></category>

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		<description><![CDATA[Na vida pouco útil das esquinas altas da baixa, não há. E só o digo como um cachorro. Da Praça Roosevelt ao Conjunto Nacional se há de todas as utilidades da vida, mas praticamente nada pelas esquinas. A vida pára no ângulo das ruas apenas quando fecha o sinal&#8230; E não dura muito. As bocas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both">
<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-dog1.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1951]" title="Trecho Cão"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-dog1_bw-thumb.jpg" height="361" width="300" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>
<div style="text-align: justify;">Na vida pouco útil das esquinas altas da baixa, não há. E só o digo como um cachorro.</p>
</div>
<p><span id="more-1951"></span>
<p style="clear: both">Da Praça Roosevelt ao Conjunto Nacional se há de todas as utilidades da vida, mas praticamente nada pelas esquinas. A vida pára no ângulo das ruas apenas quando fecha o sinal&#8230; E não dura muito.</p>
<p style="text-align: justify;">As bocas de lobo próximas demais da boca, revelam os segredos lavados à enxurrada, primavera a primavera: não há senão raro o perfume do dia, palmo e meio do chão acima. Mas passa rápido o vento, sim senhor. E há também o som, sub-tonado tão obviamente pelo bafo emborrachado dos calçados ao redor, pois que a verdadeira sorte da rua pertence a aquele que tem os pés mais próximos do chão.</p>
<p style="text-align: justify;">É dali, somente dali que se pode ver que a senhora de roupas puídas anda mesmo sem as suas calcinhas. Só se você for um cachorro. Outro eixo, dois postes. Noutras horas nada tão decadente assim. (&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes é a menina da madrugada. Ou a distraída passageira que sai do taxi. Talvez então a delicadeza descolada que se agacha para o batom que despencou de si. Bem melhor e mais útil que o olfato de um cachorro urbano é o seu olhar. </p>
<p style="text-align: justify;">O velho e sua vassoura. A gravata e seus estrangulamentos. O segurança e a insegurança. A porta e a entrada. O afago e o afano. O pleite e o deleite. A diferença&#8230; Só um cão enxerga no mundo, o mundo que ninguém mais pode ver.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;"><em>Nas praças, pulgas e fugas.</em></div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both"><em>Nas marquises, alento e contentamento.</em></p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;"><em>Pipoca. Manteiga queimada.</em></div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;"><em>Olhos esbugalhados e pão aos bugalhos.</em></div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">Sem dono senão o próprio focinho, cantarolo minhas disputas pelos cantos como minha mais fuçada epítome. E de cara para o meio da rua, lado a lado com as esquinas (nú em pêlo) paro pernada e outra para poder ouvir todos os apelos. Cinco rosnadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Insensatez. Romance, quirela, fardo, fado e tecnopunk&#8230; Do meio, uma curva mais bem delgada indica que o perfume a identifica como gênero imediatamente oposto ao meu. No instante, adianto-me. Feromônio. <em>Ah, feral hormones&#8230;</em> Quatro voltas.</p>
<p style="text-align: justify;">E na confusão quase amônica da rua, lá do outro lado da esquina, nossos bigodes se endurecem por entrem as pernas do mundo paradas e à escapada de que a trilha fique verde. Eu com cara de pet, ela com visual de shop.</p>
<p>Dois latidos agudos, uma dúvida grave.<br />Ela olha, pela via.<br />E eu a via.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Rumado</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/19/rumado/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 12:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Photo: Dirty City, (http://www.uppernine.com) Pelos corredores da cidade o rumo é o centro. Nosso destino hora é o labor da hora ou do retorno. A nossa passagem é o meio. No núcleo da cidade, tal qual o miolo do peito intoxicado de fumo e brita do São, respiramos em direção a mais batimentos e batidas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-city.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1934]" title="Rumado"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-city-thumb.jpg" height="248" width="330" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>Photo: Dirty City, (http://www.uppernine.com)</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Pelos corredores da cidade o rumo é o centro.</div>
</p>
<p style="clear: both">Nosso destino hora é o labor da hora ou do retorno.</p>
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">A nossa passagem é o meio.</p>
</div>
<p><span id="more-1934"></span>
</p>
<p style="text-align: justify;background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial;">No núcleo da cidade, tal qual o miolo do peito intoxicado de fumo e brita do São, respiramos em direção a mais batimentos e batidas.</p>
<p style="text-align: justify;">O miocárdio concreto de sons está. A luz embala. O milho com manteiga pisoteia com toda a gentileza os fanzines lapidados pela criação. </p>
<p style="text-align: justify;">Côco verde e chá mate batem o melhor papo do dia, mastigados por tatuagens férteis em sua plenitude e congeneridade. </p>
<p style="text-align: justify;">O assunto é a orbita dos pequenos mundos. A vida se esbugalha por entre as frestas deixadas pelo semi-círculo fecundado, às médias, por dores e odores. </p>
<p style="text-align: justify;">Magneticamente, o centro atrai com força repulsa. O esforço é reverso&#8230; e não há volta.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Exceto quando uma modalidade do seu dia é finda, </div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">E você </div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Ou retorna do centro, </div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Ou volta para ele.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Pelos corredores da cidade o rumo é o centro.</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Abraço&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/18/o-abraco/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 10:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[abraço]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[O abraço. Coisa gratuita. Coisa. De todos os gestos humanos, talvez o de maior proximidade física disponível. Não precisamos ser íntimos de alguém para trocar um. Porém, um abraço pode ser até mais profundo do que um beijo. No beijo os lábios se encontram. Em um abraço são os corações dentro do peito que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/hug.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1920]" title="O Abraço..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/hug-thumb.jpg" height="220" width="330" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>O abraço.</p>
<p style="text-align: justify;">Coisa gratuita. Coisa.</p>
<p><span id="more-1920"></span>
<p style="text-align: justify;">De todos os gestos humanos, talvez o de maior proximidade física disponível. Não precisamos ser íntimos de alguém para trocar um. Porém, um abraço pode ser até mais profundo do que um beijo. No beijo os lábios se encontram. Em um abraço são os corações dentro do peito que se tocam. No abraço é peito com peito e laço de braços. Estes podem estar apertados ou frouxos. </p>
<p style="text-align: justify;">Inventamos o tempo e como nos mensurar dentro do espaço. Ainda bem que não inventamos o abraço&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine o primeiro? Como se não houvesse outro por onde, um avance na direção do outro, uma trombada, uma pegada&#8230; paz. Tal qual mastigar, o abraço digere quase qualquer coisa. O abraço ribomba.</p>
<p style="text-align: justify;">Até quando meio bruto, não se reclama quando uma vértebra estala, uma costela ou duas se contorcem. Se acorda. Agradece-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob a forma de amor humanizado na carne, a mecânica do abraço é simples, direta, eficiente. Em sua contramedida o abraço obtém exatamente aquilo que oferece, com o mesmo peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um se-entrelaça cheio de si, podemos aquietar o desafio do isolamento via o caminho do abraço. Já não somos assim tão maneiros naquela hora negra daquele dia, imagine se não soubéssemos abraçar? Imagine se não soubéssemos como ser abraçados&#8230;?</p>
<p style="text-align: justify;">Da ira térmica que se desaquece nas pulsações da nossa colisão, é no impacto de praticamente qualquer abraço que a temperatura de nossa moral regula-se de uma maneira quase homeostática. Abraço não tem estática. Abraço é interferência. </p>
<p style="text-align: justify;">É importante que o abraço se desenvolva, ou estamos fadados a um esfriamento global. Fardo pesado, roupas quentes demais essas nossas peles. O abraço é ecologicamente correto. Não desperdiça nada, recicla tudo. É nos dialetos misteriosos do abraço que a égide do cessar temporário de nossas dúvidas se agiganta e se rende. </p>
<p style="text-align: justify;">O abraço despenca-se em si próprio, enquanto nos apertamos para nos segurar.</p>
<p style="text-align: justify;">O exercício da válvula cardíaca, a transmissão do neuro-impulso, o chacoalhar do espírito dentro do contorno que nos desenha. Lá de dentro, mais uma imensidão particular de universos plenos em elemento, limitada em seus dramas e cores, nasce o desejo do abraço. Um pouco mais ao lado, na área oca, a necessidade do abraço.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Na vida, pois que a vida é pulso, contraímos e expandimos.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">E no abraço, que bombeia e nos bambeia, explodimos. </p>
</div>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both; text-align: right;">por San Picciarelli</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Gibran dá um som doce à Baixa</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 16:38:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Achadas e Perdidas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Gibran]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[saxofone]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela janela da minha casa sempre escutei alguém tocando saxofone. Achava que era algum vizinho que depois de um dia não dos melhores agarrava o peculiar instrumento e assoprava pra dentro dele toda a sua raiva, angústia e saco-cheio, transformando toda aquela merda em uma melodia doce que enchia a rua com uma nuvem colorida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/12/O-criador-e-a-Criatura.jpg" rel="lightbox[1832]" title="O criador e a Criatura"><img class="aligncenter size-full wp-image-1833" title="O criador e a Criatura" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/12/O-criador-e-a-Criatura.jpg" alt="O criador e a Criatura" width="290" height="386" /></a></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;">Pela janela da minha casa sempre escutei alguém tocando saxofone. Achava que era algum vizinho que depois de um dia não dos melhores agarrava o peculiar instrumento e assoprava pra dentro dele toda a sua raiva, angústia e saco-cheio, transformando toda aquela merda em uma melodia doce que enchia a rua com uma nuvem colorida de som. Mais tarde percebi que não era um vizinho, mas um som que vinha da rua e zanzava pela região pra cima e para baixo, provocando quem passasse com aquela brincadeira.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;">A conclusão nesse caso era óbvia: alguém tocando em troca de alguns trocados, coisa normal da região.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;">Passado algum tempo, estou eu tomando minha cerveja pacificamente na esquina quando começo a escutar de novo a tal melodia. Comecei a procurar então o dono do sonoro brinquedo dourado que divertia a todos com o seu inconsciente musical. Encontrei o tal sujeito, <span id="more-1832"></span>mas fiquei impressionado com o que ele tocava. Não se tratava de um saxofone dos mais belos e dourados a lá John Coltrane, mas sim um sax de plástico com válvulas de espuma.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/12/Não-é-que-é-de-plástico-mesmo.jpg" rel="lightbox[1832]" title="Não é que é de plástico mesmo"><img class="size-full wp-image-1834 aligncenter" title="Não é que é de plástico mesmo" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/12/Não-é-que-é-de-plástico-mesmo.jpg" alt="Não é que é de plástico mesmo" width="272" height="362" /></a>O nome por trás da melodia e do instrumento era Gibran Santos, 30 anos, que anima as ruas da baixa Augusta em dias aleatórios, conta a sua história, faz piadas, dá risada e vive a vida, coisa que os freqüentadores da região estão mais do que acostumados a fazer. Entre uma nota e outra arrecada fundos de quem quiser contribuir com a construção de mais instrumentos.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;">Deixemos de papo e vamos saber do criador da criatura. Como é essa história Gibran?</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;"><strong>Como você começou a tocar saxofone? Encontrou alguma dificuldade?</strong></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;">Comecei a tocar com um saxofone feito de bambú que veio do Chile. Em 2002 sofri um acidente de moto onde fiquei impossibilitado de fazer muitas coisas. Assim me dediquei com afinco na musica, pois já tocava gaita desde pequeno e tinha noção das notas. Um dia meu sax de bambo quebrou e como queria continuar tocando comprei alguns canos de pvc e comecei a construir um sax de pvc e durepox. Sempre encontrei dificuldades, pois desde os 15 anos eu moro sozinho e pago minhas contas. Já faz seis anos que trabalho no instrumento, mas só agora estou conseguindo lançá-lo no mercado com o nome de Gibran_SaxArte.arte&amp;company.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;"><strong>O que você espera no futuro do seu projeto?</strong></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;">Espero que todas as pessoas que desejem tocar um instrumento tenham condições de comprar-lo por um preço mais acessível. Hoje um saxofone de metal não custa menos do que três mil reais. Mesmo ele sendo um instrumento que levo três semanas para confeccionar com todo o cuidado e afinação, ele custa 200 reais, o que é ainda muito barato. O objetivo é produzir em grande escala por um preço ainda mais baixo para que todos possam ter acesso. No momento eu procuro uma empresa de moldes que me proporcione o apoio necessário para a execução do meu trabalho.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;"><strong>Gostaria de agradecer a alguém nesses anos de trabalho?</strong></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; line-height: 17px; font: normal normal normal 11px/normal 'Times New Roman'; text-align: justify;">Gostaria de agradecer algumas pessoas que sempre me apoiaram nesse projeto. A equipe da “skate até morrer”, Cristian, Bruno e Jorge , Lucas, Juliana, Gigeo, Leo grau e Orates, pelo apoio e por acreditar no que faço.</p>
<div><span style="font-family: 'Times New Roman', 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: normal;"><br />
</span></span></div>
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		<title>Endosse essa idéia!</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana C.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>

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		<description><![CDATA[A tão comentada colaboração da web 3.0, que atualmente tem movimentado desde o tuiteiro conectado até as grandes corporações, chegou ao comércio. A primeira loja colaborativa foi inaugurada em São Paulo no início do ano passado, e quem adivinha onde ela fica? Se você pensou na rua Augusta, acertou. Aliás, nada mais adequado. A Endossa é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/11/24/endosse-essa-ideia/"><img class="size-full wp-image-1818 aligncenter" title="endossa" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/endossa.jpg" alt="endossa" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A tão comentada colaboração da web 3.0, que atualmente tem movimentado desde o tuiteiro conectado até as grandes corporações, chegou ao comércio. A primeira loja colaborativa foi inaugurada em São Paulo no início do ano passado, e quem adivinha onde ela fica?</p>
<p style="text-align: justify;">Se você pensou na rua Augusta, acertou. Aliás, nada mais adequado. A Endossa é um espaço pensado para empreender idéias, construído a cada dia por quem vende e por quem compra. <span id="more-1796"></span>Funciona assim: qualquer pessoa pode alugar um espaço. Basta criar uma marca e &#8212; depois, é claro, de enfrentar uma fila de espera &#8212; expor os itens produzidos. Lá são vendidos desde roupas, sapatos e acessórios até artigos eróticos. Vale tudo!</p>
<p style="text-align: justify;">E já que a colaboração pressupõe que todos participem dos processos, são os clientes que decidem quais marcas continuam participando da loja. É isso mesmo: cada aquisição é um endosso e determina se a mercadoria deve permanecer à venda. Ou seja, quanto mais você compra, mais a loja se molda ao seu gosto e ao seu estilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostou do conceito? Garanto que você vai gostar ainda mais dos produtos que, além de criatividade e irreverência, têm qualidade e agradam os mais diversos públicos.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Serviço: Endossa</strong> - <a href="http://www.endossa.com">www.endossa.com</a><br />
Rua Augusta, 1360 – Consolação – São Paulo/SP<br />
Terça a quinta, das 12h às 20h | Sexta e sábado, das 12h às 22h | Domingo, das 16h às 22h</p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>B de Soneta</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 06:56:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Noite]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não adianta subir a escadaO último degrau não é a redençãoComo se dentro da tua saia rodadaA fantasia fora melhor que&#8217;a perdição Não adianta descer rumo ao calabouçoO primeiro suspiro não é de relaxamentoComo se fora do corpo um poçoA realidade lúgubre do teu sem alento Vai sozinha envolver a larga calçada Dôce, imunda, flébil, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both">
<p>Não adianta subir a escada<br />O último degrau não é a redenção<br />Como se dentro da tua saia rodada<br />A fantasia fora melhor que&#8217;a perdição</p>
<p style="clear: both">Não adianta descer rumo ao calabouço<br />O primeiro suspiro não é de relaxamento<br />Como se fora do corpo um poço<br />A realidade lúgubre do teu sem alento</p>
<p style="clear: both">Vai sozinha envolver a larga calçada <br />Dôce, imunda, flébil, esquálida</p>
<p style="clear: both">Sinaliza-nos teu torpor e a mirada<br />Na trama, à noite, uma, válida.</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Rua Augusta</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 05:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana C.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Aqui é]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem dera o mundo inteiro fosse como os quarteirões da rua Augusta, ali da avenida Paulista até a praça Roosevelt! Desde os engravatados que a descem até os boêmios que a sobem, passando pelas suas tão famosas moças e também pelos modernos e antenados, gente de todos os tipos e com todos os gostos convivem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/augusta.jpg" rel="lightbox[1693]" title="augusta"><img class="alignnone size-medium wp-image-1698" title="augusta" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/augusta-300x231.jpg" alt="augusta" width="300" height="231" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quem dera o mundo inteiro fosse como os quarteirões da rua Augusta, ali da avenida Paulista até a praça Roosevelt! Desde os engravatados que a descem até os boêmios que a sobem, passando pelas suas tão famosas moças e também pelos modernos e antenados, gente de todos os tipos e com todos os gostos convivem, se divertem e são felizes (ou ao menos tentam).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1693"></span>Esse pedaço é uma síntese de São Paulo, perfeito para quem pretende conhecer e experimentar de forma intensa o que ela tem a oferecer. Tenho certeza de que Manuel Antonio Vieira, ao abrir uma trilha no meio da sua chácara no finalzinho do século 19, não podia imaginar quão simbólica, múltipla e diversa ela se tornaria.</p>
<p style="text-align: justify;">O caminho de terra, que hoje é uma das principais vias de acesso que liga o centro da cidade ao coração econômico da capital, ficou mesmo famosa graças à turma da Jovem Guarda e seus calhambeques que desfilavam por ela a 120 por hora. Mas foi mais ou menos na década de 50 que a Augusta ganhou o título de “a rua da moda” da Paulicéia.</p>
<p style="text-align: justify;">Na época, comprar em suas boutiques, frequentar as tradicionais docerias ou tomar um chá no final da tarde por ali era sinônimo de riqueza. Alguns espaços, como o Pirandello, viraram ponto de encontro de intelectuais e artistas e, apesar da novidade dos frequentes congestionamentos, suas discotecas embalavam animadamente as noites de sábado.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o crescimento do número de inferninhos, a expansão das “casas de entretenimento para homens” e a migração dos principais pontos comerciais para os shoppings, também chegaram nos anos 80 as pensões, os cortiços e a decadência. Felizmente, o renascimento aconteceu no final da década passada, quando espaços culturais e cinemas foram inaugurados em prédios antes abandonados e trouxeram novo ânimo à região.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, a rua Augusta é sinônimo da contemporaneidade paulistana e, com todos os seus contrastes e as suas contradições, um exemplo do que é ser cosmopolita atualmente. Para mim, é impossível pensar no futuro de Sampa sem me lembrar de que tudo acontece primeiro por aqui. E é um pouquinho desse tudo que pretendo dividir com você.</p>
<p style="text-align: right;">Muito prazer!</p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>Pulso Fraco.</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 07:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[atual]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual é a melhor maneira de definir o amor? Muitos já tentaram. Poucos, muito poucos tiveram êxito. Como toda e qualquer coisa que existe, se é real, então pulsa. O amor para existir, também precisa pulsar. Um pulso é um estado de expansão seguido de uma contração. Pulsação são vários pulsos, sucessivamente. A vida está, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/galss.jpg"></a><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/gals.jpg" rel="lightbox[1655]" title="gals"><img class="size-full wp-image-1682 aligncenter" title="gals" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/gals.jpg" alt="gals" width="270" height="330" /></a><span id="more-1655"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Qual é a melhor maneira de definir o amor? Muitos já tentaram. Poucos, muito poucos tiveram êxito.</p>
<p align="justify">Como toda e qualquer coisa que existe, se é real, então pulsa. O amor para existir, também precisa pulsar. Um pulso é um estado de expansão seguido de uma contração. Pulsação são vários pulsos, sucessivamente. A vida está, de fato, em um único pulso e repete-se para poder ser, ao fechamento de cada ciclo.</p>
<p align="justify">Expande, contrai. Pulsação. Verbo. Vida. Há. Se cessar, então não mais há. Não pulsa, não vive. Não é. Amor não é uma mistura de outras coisas. Cada coisa é o que é. O amor é outra coisa&#8230;</p>
<p align="justify">Se tomarmos o amor como algo que se amplifica, contagia, abraça.. cresce, é muito mais próvavel que o amor seja uma expansão do que o contrário. Sendo assim, como algo que nasce do indefinível, externiza a si próprio no movimento de sua própria natureza e define-se por esse mesmo movimento, o amor só pode atingir o ápice de sua definição quando atinge o ponto que o obriga ao caminho de volta: o caminho da contração.</p>
<p style="text-align: center;">Se expandir demais, explode. Se contrair demais, implode.</p>
<p align="justify">Pulsação é equilíbrio. Viver é equilíbrio. O bem e o mal são partes do mesmo pulso. Sem pulso, é morto.</p>
<p align="justify">Expande, contrai. Dia, noite. Vida, morte. Prazer, dor. Só é possível bem definir o positivo, se pudermos ao menos contemplar até onde vai nossa compreensão do negativo, em nós, no outro, e em tudo entre ambos.</p>
<p align="justify">E por falar em nós&#8230;</p>
<p align="justify">O que dizer de nossa capacidade definir a nós mesmos? Vivemos em um país onde as mínimas milimetragens do fio dental dentro do ônibus público não despertam a mesma ira imbeotizada dos 700 e tantos contra um vestido justo agarrado às coxas brasileiras de mais uma estrangeira entre os nacionais.</p>
<p align="justify">É nesse mesmo país que contemplamos a bigodada amarrada às suas gravatas pseudo sacro-sacras à caça de vaginas baratas e acolhedoras da baixa-augusta. No mesmo canto onde mais uma fêmea de ambições pueris é desonrada, enquanto o riso alheio cobre sua vergonha pelos corredores da academia de imortais mais baratos que um diploma comprado. Como homem, às vezes não entendo como chegamos a certos extremos&#8230;</p>
<p align="justify">Nas mesmas eiras em que, à beira de nossos próprios abismos, driblamos a lei com a arte bioenergética do nosso talento. Expulsamos para calar à cárie moral das bocas cínicamente abertas e voltamos atrás em tudo, como se nossa palavra fosse tão torpe quanto as caras de merda por detrás das retinas verdes de mofo, amarelas com a hepatite do cinismo e da contradição.</p>
<p align="justify">
<p align="center">Dizia aquela boa ela (boa mesmo!)&#8230; sobre os<em> <strong>&#8220;Votos de submissão&#8221;</strong></em></p>
<p class="style1 style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Costuro as suas meias para o longo inverno&#8230;</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Use capa de chuva, não quero ter você molhado.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda &#8211; Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas &#8211; Depois olantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Os meus desejos ireie ver nos teus olhos refletidos.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">(Nem vou deixar &#8211; mesmo querendo &#8211; nehuma fotografia.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)</span></strong></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="333" align="center">
<tbody></tbody>
</table>
<p align="justify">Quem disse?</p>
<p align="justify">O contorno letra-tatuado por todos os seus cantos, que saiu nú na Playboy ao mesmo tempo em que de frente para seus quatro filhos e mais de 9 livros publicados mandou o dedo do meio para o homem com H de hipocrisia&#8230; Quem escreveu esse voto poético leva o nome de Fernanda Young. <em>(um beijo sincero para você)</em></p>
<p align="justify">Escadalosamente, como em uma contração abissal do olhar, todo mundo olhou. Mas o esdândalo mesmo é não sermos capazes de franquear sua linha corporal para além da fronteira do bunda enorme, nome de fruta e o demi-gozo de uma punheta arrítimica, ao som de uma clara mensagem rumo ao porra nenhuma. Não é permitido a uma fêmea escrever, pensar, provocar&#8230; queira com a caneta, a imagem ou a barra curta do vestido rosa apertado.</p>
<p align="justify">Sob tamanha escassez de algo legítimo, os bons não têm escolha senão tornarem-se traficantes de realidade. Se movimentar a sua ação na direção de apoiar a quem precise, certamente terá de pedir &#8216;autorização&#8217; para o &#8216;dono do <em><span style="text-decoration: line-through;">morre</span></em>&#8216; para levar as migalhas do positivo, para dentro da enormidade de contrações comandadas pelo absurdo do negativo. Traficar o bem, para dentro do bem, através da fronteira do mal&#8230; é ridículo. É pior que isso. Como numa pulsação disformemente impossível, teórica e praticamente, não existe. Mas está lá.</p>
<p align="justify">Está lá tal qual o processo que começa a ser redigido no tribunal das indenizações pró-bunda. Falo da bunda da instituição e da nossa própria, e não da moça, o falso algoz de si mesma. Pobre menina Geisy, que já toda embriagada por litros e litros de celebritismo envelhecidos em tonéis merchandise mixo, sai TV afora de programa em programa para falar sobre o que todos nós já deveriamos estar cansados de saber:</p>
<p align="justify">O poder não é só meu, mas também não é só seu.</p>
<p align="justify">Ficou mais uma vez bastante claro o quanto amamos mulheres assim&#8230; Isso é, verdadeiramente, lamentável.</p>
<p align="justify">Se amar é atrair, odiar é repelir&#8230; Como é possível que se &#8216;leia&#8221; revistas de imagem com os olhos fechados no ostracismo? Como perdemos a piada? Como é possível que se grite &#8216;puta&#8217; pelos corredores do questionamento com a boca costurada no cinismo? Como fazer piada quando somos nós na verdade a perder?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Como se define o amor?</strong></p>
<p style="text-align: center;">Amor é ausência de ódio (e vice-versa). Ponto.</p>
<p align="justify">Até nos permitirmos ousar para além dos limites de nossos próprios opostos, tão parca será nossa capacidade de definir quem somos, tão amiúde se manterá nossa habilidade de recriarmos a nós mesmos. E que fique bem claro: recriar não é copiar. Pelo menos, não deve ser&#8230; Mas de que vale isso no país do pirata, da pizza, da dissimulação, e da inatividade sobre todas as outras coisas fabulosas que temos, mas que sempre vem depois?</p>
<p align="justify">Crescidos ou encolhidos, bem feitos ou só bonitos, nus ou nem tão por isso, estamos mesmo é fodidos em nosso próprio non-sense&#8230; de verde e amarelo.</p>
<p align="justify">À puta que o pariu&#8230; pátria amada Brasil!</p>
<p style="text-align: right;" align="justify"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>crônica/montagem photo</em></p>
<h6>Obs: os direitos sob as imagens compiladas pertencem a seus respectivos proprietários.</h6>
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		<title>Mojitos à Noite</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 16:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[barcardi]]></category>
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		<description><![CDATA[Semana passada a Central da Augusta deu o ar da graça lá no Sonique, pronto pra se estrupiar no Mojita-se, uma festinha exclusiva da Bacardi que rolou a fim de ensinar de uma vez por todas como se faz um verdadeiro mojito cubano, com o tradicional rum Bacardi Superior. Pra não ter erro todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><img src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/PB070224II-thumb.JPG" height="150" align="left" width="200" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />Semana passada a Central da Augusta deu o ar da graça lá no Sonique, pronto pra se estrupiar no Mojita-se, uma festinha exclusiva da Bacardi que rolou a fim de ensinar de uma vez por todas como se faz um verdadeiro mojito cubano, com o tradicional rum Bacardi Superior.</p>
<p style="text-align: justify">Pra não ter erro todos os participantes passaram primeiro por uma demonstração que mostrava como tudo devia ser feito do jeito tradicional cubado. Tudo de primeira, nada comparado a aqueles drinks duvidosos que você bebe por aí com um guardachuvinha “on top”. Suco de limão no copo, umas folhinhas de hortelã, açúcar, daí amassa, amassa, amassa, gelo, rum, tudo na coqueteleira. Sacode, sacode, sacode, manda tudo pro copo, completa com club soda e pronto. Na mão do barmen a coisa toda não demorou mais do que trinta segundos, o que foi bem diferente quando nós fomos convidados a preparar nossos próprios mojitos.</p>
<p><span id="more-1621"></span>
<p style="text-align: justify;background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial;">Cada um dos convidados foi entrando aos poucos no bar e preparando o seu. O barmen ficava de lado vendo se você por erro não estava se envenenando, mas fora era com você. O meu mandei só com um pouco de gelo, bastante hortelã, um nada de açúcar, carregado no Rum um dedo de club soda. Um cruzado de esquerda na cabeça, mas daqueles bons mesmo. Bem geladinho e gosto gritante de rum.</p>
<p style="text-align: justify;">Dalí pra frente à enxurrada de mojitos não parou de sair do bar, mas de um jeito que todo mundo começou a falar um “espanhol”, que parece que veio embutido dentro do rum. Não sei se você daí já tomou algum mojito antes, mas em tempos de calor, vou lhe contar que é uma coisa perigosa de boa. Como foi o resto da noite.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"></span></p>
<p style="clear: both"><img src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/PB050180II.JPG" height="242" align="left" alt="PB050180II.JPG" width="182" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />
<div style="text-align: justify;"></div>
</p>
<p style="clear: both"><img src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/PB060186II.JPG" height="226" align="left" alt="PB060186II.JPG" width="302" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /></p>
<p style="clear: both"><img src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/PB060189II.JPG" height="226" align="left" alt="PB060189II.JPG" width="303" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /></p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/PB050175II.JPG" height="242" align="left" width="182" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /><br style="clear: both" /><br style="clear: both" />Bacardi Mojito</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify">Ingredientes:</p>
<p style="text-align: justify">- 50 ml de Bacardi Superior</p>
<p style="text-align: justify">- 7 folhas de hortelã</p>
<p style="text-align: justify">- 1 colher de sopa de açúcar</p>
<p style="text-align: justify">- 15 ml de suco de limão</p>
<p style="text-align: justify">- Club Soda</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify">Modo de Preparo:</p>
<p style="text-align: justify">Coloque a hortelã e o açúcar em um copo alto. Macere sem deixar moer a hortelã. Complete o copo com gelo, adicione o Bacardi Superior e o suco de limão. Mexa até diluir o açúcar. Complete com o club soda e decore com ramos de hortelã.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: right">Voltei pra casa cantarolando uma rumba.</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>Lambe-Lambe e 2D Art</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 15:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[2D]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[graffiti]]></category>
		<category><![CDATA[lambe-lambe]]></category>
		<category><![CDATA[Noite]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa terça fui conferir uma exposição de street art que começou a rolar no jardim do clube Vegas. Pra você que pergunta “que jardim?”, é aquela área mais conhecida com “el silencio”, aonde existem diversos sofás e poltronas pra você dar uma pausa entre um drink e outro e conversar com seus amigos sem ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font: normal normal normal 12px/normal Times; text-align: justify; margin: 0px;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210032-s1.JPG" rel="lightbox[1599]" title="PA210032-s"><img class="size-medium wp-image-1600 alignleft" title="PA210032-s" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210032-s1-224x300.jpg" alt="PA210032-s" width="224" height="300" /></a>Nessa terça fui conferir uma exposição de street art que começou a rolar no jardim do clube Vegas. Pra você que pergunta “que jardim?”, é aquela área mais conhecida com “el silencio”, aonde existem diversos sofás e poltronas pra você dar uma pausa entre um drink e outro e conversar com seus amigos sem ter que ficar gritando que nem louco na pista.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Times; text-align: justify; margin: 0px;">
<p style="text-align: justify;">Lá está a exposição do coletivo 2D Crew, formado pelos artistas plásticos Ronaldo Cazuza e Fabiano Coelho, com organização de Susan Togashi. As obras que podem ser vistas em paredes pela cidade, dessa vez aparecem nas paredes do clube, mostrando uma astreet art onde elementos da cultura musical e abstrações das mais variadas formam as obras.<span id="more-1599"></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Times; text-align: justify; margin: 0px;">
<p style="text-align: justify;">O grupo faz parte do projeto Street Art Sem Fronteiras, criado pelo fotografo francês Eric Marechal, um conhecido antigo da galera do graffiti no Brasil. Eric faz um intercâmbio de lambes de diferentes partes do mundo, trazendo o colando por aqui grafites de artistas europeus e levando e colando na Europa trabalhos de diferentes grupos brasileiros, com a idéia de influenciar e se deixar influenciar pelo que se vê nas ruas.<span style="font-family: Arial, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span> </span></span>Quem fala mais sobre o projeto é Ronaldo Cazuza:</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: justify; margin: 0px;">
<p><strong>Como o projeto 2D crew começou? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>O projeto começou em 2007. Como sempre trabalhei com arte e o meu estúdio é em casa, convidei o Fabiano para iniciarmos sem pretensão trabalhos de stencil e para explorarmos o universo da street art.</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: justify; margin: 0px;">
<p><strong>Quais são as suas influências em street art?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>As influências são muitas, pois sempre me inspirei em trabalhos diversos desde sempre. Creio que nomes como Banksy, C215, Shepard Farey e WK são grandes influências em nossos trabalhos, seja na atitude, seja na técnica.</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: justify; margin: 0px;">
<p><strong>O que o projeto tenta capturar e passar? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong> O projeto tem como objetivo levar a nossa arte às ruas em pontos estratégicos para que o máximo de pessoas vejam e se encantem.Também é uma forma de nos juntarmos para reuniões construtivas, pintando, conversando e progredindo.</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: justify; margin: 0px;">
<p><strong>Qual a técnica utilizada? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>A técnica é essencialmente o stencil aplicado sobre jornais chineses</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: justify; margin: 0px;">
<p><strong>Como é a cultura de street art no Brasil? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>A cultura de street art no Brasil alcançou uma fase interessante na técnica e atitude, porém o mercado ainda é amador e não valoriza os talentos fora do mainstream, glorificando os tais &#8220;medalhões do graffiti&#8221; em excesso. O boom da cena que houve graças à artistas como OS GÊMEOS e outros é louvável, porém o acesso ao mercado internacional está nas mãos de meia dúzia de supostos merchants desse tipo de arte, o que é uma pena, pois há grandes talentos à serem lapidados por aí.</p>
<p><strong>E o que a 2D crew quer? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Nós não somos pretensiosos e nem temos um passado na historia do graffiti, porém oferecemos novo ânimo e novas possibilidades, sem esse papinho de que a cidade está toda pintada de cinza e que as pessoas não têm acesso às galerias de arte. Essa conversa fiada já deu. Galerias permeadas de burguezetes tatuados(as), adolescentes travestidos de American Pimp já deu!</p>
<p style="text-align: justify;">Vive la Art ! O trabalho do 2D Crew também pode ser conferido nas paredes do Z Carniceria, outro daqueles lugares louváveis da Augusta pra se ouvir um rockabilly e beber cerveja gelada.</p>

<a href='http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/24/lambe-lambe-e-2d-art/pa210032-s-2/' title='PA210032-s'><img width="150" height="150" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210032-s1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="PA210032-s" title="PA210032-s" /></a>
<a href='http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/24/lambe-lambe-e-2d-art/pa210030-s-3/' title='PA210030-s'><img width="150" height="150" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210030-s2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="PA210030-s" title="PA210030-s" /></a>
<a href='http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/24/lambe-lambe-e-2d-art/pa210033-s-2/' title='PA210033-s'><img width="150" height="150" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210033-s1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="PA210033-s" title="PA210033-s" /></a>
<a href='http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/24/lambe-lambe-e-2d-art/pa210034-s-2/' title='PA210034-s'><img width="150" height="150" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210034-s1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="PA210034-s" title="PA210034-s" /></a>
<a href='http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/24/lambe-lambe-e-2d-art/pa210037-s-2/' title='PA210037-s'><img width="150" height="150" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210037-s1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="PA210037-s" title="PA210037-s" /></a>
<a href='http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/24/lambe-lambe-e-2d-art/pa210040-s-2/' title='PA210040-s'><img width="150" height="150" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/PA210040-s1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="PA210040-s" title="PA210040-s" /></a>

<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; min-height: 11px; text-align: justify; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;"><strong>Serviço</strong></p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">Z Carniceria</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">Rua Augusta, 934</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">www.zcarniceria.com.br</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; min-height: 11px; text-align: right; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">Vegas Club</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">Rua Augusta, 765</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">www.vegasclub.com.br</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; text-align: right; margin: 0px;">Entrevista/Photo: Gus Rigueiral</p>
<p style="font: normal normal normal 10px/normal Arial; min-height: 11px; text-align: right; margin: 0px;">
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>Barão de Itararé com Martini</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/19/barao-de-itarare-com-martini/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 15:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[bar]]></category>
		<category><![CDATA[barão de itararé]]></category>
		<category><![CDATA[jazz]]></category>
		<category><![CDATA[martini]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra começar as atividades aqui na Central da Augusta, vou mostrar um lugar que gosto de ir pra acabar com a minha semana.  Não pense em nada ruim, por favor, não é desse tipo de fim que estou falando, mas sim de um que envolve um bar, música e claro, bebida. Vou confessar que quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pra começar as atividades aqui na Central da Augusta, vou mostrar um lugar que gosto de ir pra acabar com a minha semana.  Não pense em nada ruim, por favor, não é desse tipo de fim que estou falando, mas sim de um que envolve um bar, música e claro, bebida. Vou confessar que quase sempre vou sozinho, pois não faço muita questão de companhia nessa parte do meu dia e principalmente da semana, quando prefiro amarrar tudo que aconteceu e ver qual vai ser o caminho que vou seguir naquela já desalentada segunda-feira.<span id="more-1573"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O que faço é ir no Barão da Itararé.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é só de uma boa carta de drinks clássicos e um ambiente com jeito de casa de amigo que esse bar é feito, mas daqueles detalhes invisíveis que preenchem todos os espaços vazios, que cria uma vida natural e espontânea ao lugar. Pessoas conversando, garçons pra lá e pra cá, amigos que se encontram, namorados que se beijam&#8230;tem de tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem todos os requisitos que acho saudáveis e um bar: você não paga NADA pra entrar, é sempre bem tratado, os garçons são educados, a bebida é de primeira e eles até chamam um taxi pra você caso não esteja muito legal pra dirigir. Se você é mal-educado com alguém ou fica fazendo escândalo vai ouvir do gerente – o que acho mais do que razoável – e as pessoas que freqüentam vão para a atividade mais básica e deliciosa de todas: Beber e bater papo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos domingos sempre rola um showzinho de Jazz de músicos que tocam com a alma, olhando um nos olhos dos outros e dando risada. Dá até pra pedir uma música caso você saiba o que pedir, o que nunca consegui fazer porque ninguém nunca apareceu com um sax pra tocar “everytime we say goodbye” do Coltrane pra mim.</p>
<p>Tomo só um drink à noite toda. Sempre peço o Dry Martini, que vem na medida certa de gim, um susto de vermute e não aguado, que é o mais importante. Um espetáculo.</p>
<div id="attachment_1574" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/Fim-do-Domingo....JPG" rel="lightbox[1573]" title="Fim do Domingo..."><img class="size-medium wp-image-1574 " title="Fim do Domingo..." src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/Fim-do-Domingo...-225x300.jpg" alt="Fim de Domingo: Martini no Itararé... com Jazz" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Domingo: Martini no Itararé... com Jazz</p></div>
<p>O barman –  com quem eu converso uma coisa ou outra – é o Eddie, grande sujeito que encontro sempre no mesmo lugar, com o mesmo humor e observações ricas pra ilustrar minhas idéias. Outro ponto pra um bar completamente incrível, na região onde tudo se resume a viver.</p>
<div id="attachment_1575" class="wp-caption aligncenter" style="width: 190px"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/eddiebarman.JPG" rel="lightbox[1573]" title="eddiebarman"><img class="size-medium wp-image-1575 " title="eddiebarman" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/eddiebarman-300x225.jpg" alt="Eddie, the Barmen" width="180" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Eddie, the Barman</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Serviço:</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Barão de Itararé</strong></p>
<p style="text-align: right;">Rua Peixoto Gomide, 155 esquina com a rua Itararé, não tem como errar.</p>
<p style="text-align: right;">De segunda a quarta, das 18h até o último cliente</p>
<p style="text-align: right;">Quintas e Sextas das 18h às 5h da manhã</p>
<p style="text-align: right;">Sábado das 12h às 5h da manhã</p>
<p style="text-align: right;">Domingo das 18h até o último clientes (que em não raras exceções, sou eu)</p>
<p style="text-align: right;">Aceita todos os cartões</p>
<p><em>Editor: para deixar a justa remarca de boas-vindas ao Gus, um cara nota 11 que decidiu nos honrar escrevendo para a Central. Que o bom e velho vento encanado das calçadas da baixa refresque teus pés por aqui mano. Abração e super boas-vindas. (San Picciarelli)</em></p>
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		<title>São Paulista</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 22:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[“São Paulista” (texto de Agosto/03-2008) As via, mas não enxergava&#8230; Mesmo que não hajam motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes pelas venosas ruas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="line-height: 18px; font: normal normal normal 21px/normal 'Times New Roman'; margin: 0px;"><a style="text-decoration: none;" href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/sppaulista.jpg" rel="lightbox[1557]" title="sppaulista"><img class="size-medium wp-image-1558 alignleft" title="sppaulista" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/sppaulista-205x300.jpg" alt="sppaulista" width="205" height="300" /></a></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; line-height: 18.0px; font: 21.0px Times New Roman;"><strong>“São Paulista”</strong></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;"><em>(texto de Agosto/03-2008)</em></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">As via, mas não enxergava&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">Mesmo que não hajam motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes pelas venosas ruas e avenidas dispostas na imensidão da divisão e dos caminhos, para que caiamos voluntariamente no mínimo geo-métrico de nossos próprios descaminhos.<span id="more-1557"></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">A nascente líquida e férrida de linhas e contornos, feita os trilhos de uma locomotiva a todo o vapor com perca umidade relativa e rasa liquidez sensorial, simplesmente, nos descarrila. Não daquele que vê a via, dentro de nós mesmos, auto-absorvido pelo ódio ocioso da nossa intemperança. Mas daquele que via o caminho, do lado de dentro do outro, que nos cerca daquele modo tão não-intencional, sobremaneira inocente e ainda assim, emocionalmente carnívoro.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">Há luz por entre as frestas, há o café quente e o rebuscado carbônico dos escapamentos. Não há escapatória. Há muitas válvulas, de escape, que escapam&#8230; Mas a ordem, não há.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">As esquinas não mais guardam a poesia dos tempos e os seus cantos escuros, cada vez mais escuros, já não mais dependem da espreita ou da escapada da sorte para atrair a captura dos vitimados e dos voláteis. A sua acolhida nem sequer se ruboriza e o seu convidatorismo não é menor que o seu descaramento.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">E dali, do meio da sua cara suja brotam os germinais mais pueris, das suas entranhas, brutalmente preparados para tudo, totalmente despreparados para nós. Poderiam ser os nossos filhos&#8230; E de nem sequer conhecimento, sequer percepção, horrorizamo-nos copiosamente, quase que disciplinarmente, para que assim não nos envolvamos.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">É melhor por esta via&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">É mais segura essa sorte&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">A vergonha e a anestesia moral.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">Eu e</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">As vias.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: medium;"><span style="line-height: normal;"><br />
</span></span></div>
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		<title>De um leitor&#8230; Aranha</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 00:17:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[João Aranha]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[Inspirado em uma outros textos sobre a Augusta aqui da Central &#8211; como &#8220;Desça a Maria&#8221; e &#8220;Cortada em Duas&#8220; - o cumpadre João Aranha escreveu o texto abaixo, que re-publico com agradecimentos. Algo na Augusta No sobe e desce Ela cresce No vai e vem Ela tem Fecha, abre Se mantém Esquinas de gente Povo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both">Inspirado em uma outros textos sobre a Augusta aqui da Central &#8211; como &#8220;<a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/23/desca-a-maria/">Desça a Maria</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/12/cortada-em-duas/" target="_blank">Cortada em Duas</a>&#8220; - o cumpadre <a href="http://reverbera.zip.net/" target="_blank">João Aranha</a> escreveu o texto abaixo, que re-publico com agradecimentos.</p>
<p style="clear: both; text-align: center;"><strong>Algo na Augusta</strong></p>
<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/sidewalk1.jpg" rel="lightbox[1438]" title="sidewalk.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1445" style="margin-left: 22px; margin-right: 22px;" title="sidewalk.jpg" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/sidewalk1.jpg" alt="sidewalk.jpg" width="227" height="455" /></a>No sobe e desce<br />
Ela cresce<br />
No vai e vem<br />
Ela tem<br />
Fecha, abre<br />
Se mantém<br />
Esquinas de gente<br />
Povo, pessoas<br />
Lugar peculiar<br />
Local sem igual<br />
Sexo, raça<br />
Credo, cor<br />
Todos nela<br />
Riso ou dor<br />
Para lá e para cá<br />
Cruza a Paulista<br />
Sem temor<br />
Arte na rua<br />
Rua da arte<br />
Tem de tudo<br />
Tem de todos<br />
De Sampa<br />
Faz parte<br />
Parte dela muita gente<br />
Parte em dois<br />
Parte nossa<br />
E na bossa<br />
Rock, pop<br />
Tem swing, soul também<br />
Algo nela vibra, causa<br />
E por uma boa causa<br />
Caio dentro<br />
Vou também.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>João Aranha | 12/08/2009</strong></p>
<p>http://reverbera.zip.net/</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Cara de Augusta</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 06:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[careta]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheia de preferências e gostos, não há pele em seu semblante desforme que não se enrugue diante das milhões de caras que faz. Com inúmeras facetas, mil faces, cada um dos rostos que se encerra em sua forma faz uma careta para olhar retina adentro daquele que ousar cruzar seu caminho. Seja uma careta rija [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><a class="image-link" href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/careta-full.jpg" rel="lightbox[1355]" title="Cara de Augusta"><img class="linked-to-original" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/careta-thumb1.jpg" alt="" width="300" height="435" align="left" /></a>Cheia de preferências e gostos, não há pele em seu semblante desforme que não se enrugue diante das milhões de caras que faz. Com inúmeras facetas, mil faces, cada um dos rostos que se encerra em sua forma faz uma careta para olhar retina adentro daquele que ousar cruzar seu caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja uma careta rija em dia de frio ou convidativa em todos-os-dias de calor, a língua de fora pode ser tanto um deboche como também um convite escrachado. Pode vir de qualquer um, para qualquer outro. Pode ser para alegrar ou para intimidar. Pode ser, pode nem sequer tentar ser&#8230;<span id="more-1355"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Se o traço do seu caminho pela Augusta for linear, não fará qualquer diferença cruzar a rua e trocar de calçadas. Você estará sempre muito longe de compreender os pormenores de cada ângulo e nem vai notar que ao lado da entrada do hotel para quem não é daqui, está a calçada de saída para quem daqui sairia se pudesse&#8230; se quisesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vai ser incomodado com a arte diferente que, se contemplada, lhe incomodará um bocado. Talvez a ponto de você se questionar se aquilo é mesmo, realmente, arte. Mas aqui até a arte não tem dublês.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o seu próprio compasso bater no mesmo tempo do relógio que tica abaixo do asfalto por mil vezes recoberto, que ruge por entre as rachaduras das calçadas bucólicas e imundas em toda a sua imaculada descaradez, é seguro que até o seu vocabulário mudará. Você torna-se inseguro, perde a palavra, rouba-se do próprio termo e perde o passo, parando para ver. Se decidir se perder de vez, até paga para ver. Leva um tempo não-turista para isso mudar e você ver &#8216;mais&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando foi a última vez que você comprou uma idéia? Por certo que há bem menos tempo do que a última vez em que a consumou depois de pagar por ela. Sem buscar criar em você qualquer fantasia de que existe algo por aqui que pode ser seu, sem que você pague por seu preço, a oferta do sublime e do espúrio é qualquer coisa, menos cínica. Tudo mostra seu valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem cara feia mas novamente, cheia de caras e bocas, Augusta não fará quaisquer esforços para se redimir da sua desvergonha. Se lhe oferecer jazz, será jazz genuíno e mais caras. Se lhe disser &#8216;carne&#8217;, será um mercado de carne real e mais muitas caras. Até se lhe vender os pensamentos logo de cara, via uma enorme cara escancarada para fora de seus próprios irrealismos, toda pintada, com voz impossível e cartões feitos e escritos à mão; será cara sobre cara e mais a sua cara, transformada. E é tudo real&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">De línguas para fora da sua careta multi-forme, peculiarmente única, trocará de você o seu vis-a-vis todo elaborado pela possibilidade de um mergulho obscuro no lindo indescoberto, no sujo sem qualquer cobertura, na música dôce, no som ardido, na certeza disso, na possibilidade daquilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente das outras eiras da cidade, nessa beira tudo por aqui pode permanecer o mesmo, com exceção da sua cara, pois é na gênese de sua própria expressão que habita o <em>pure-</em><em>visage</em> que dela se deprende.</p>
<p style="text-align: justify;">É da própria cara que a deidifica que nascem todas as outras, e jamais o contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tiver baixa tolerância cutânea, deixe-se então intoxicar pelo fumo e pelo brio raro de um sítio arqueológico-urbano a céu aberto e tente, se ousar, posar. Você já sabe que qualquer tribo tem livre trânsito e que o facto de não ser tão bem-vindo em qualquer outro canto não lhe restringe espaço por entre essas linhas esquálidas, baixa-Augusta abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tente fazer uma cara que não seja a sua, e note o ruído ao seu redor quando for encarado por ollhares reais, deformados ou magníficos, milidécimos ou eternos, aleatórios ou simplesmente ao léu&#8230; e sorria: você está na baixa-Augusta.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a sua cara é real, então você é bem-vindo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não é, foda-se.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Fora Sarney São Paulo, Ago-2009</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/15/fora-sarney-sao-paulo-ago-2009/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 21:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[#forasarney]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto 2009]]></category>
		<category><![CDATA[avenida paulista]]></category>
		<category><![CDATA[paulistas]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[SP]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem muitas palavras, clique na imagem abaixo:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Sem muitas palavras, clique na imagem abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/centraldaaugusta/sets/72157621922797711/show/with/3824250570/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1341   " title="forasarney2009" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/08/forasarney2009.jpg" alt="Pelo gesto, deveriam ser milhões..." width="300" height="510" /></a></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;&#8230; o seu nome em cada um dos meus blues&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/13/o-seu-nome-em-cada-um-dos-meus-blues/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 00:55:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Desirée do Carmo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[Noite]]></category>
		<category><![CDATA[outs]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8221; Meu amor&#8230; o seu nome em cada um dos meus blues cheios de dor &#8220; Esqueça o fato de que sou uma romântica incurável. O Título é o trecho de uma música chamada Segredo, e antes de começar a pensar que vou falar sobre amor, já logo adianto que é rock &#8216;n&#8217; roll (!). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><em>&#8221; Meu amor&#8230; o seu nome em cada um dos meus blues cheios de dor &#8220;</em></p>
<p style="text-align: justify; ">Esqueça o fato de que sou uma romântica incurável. O Título é o trecho de uma música chamada Segredo, e antes de começar a pensar que vou falar sobre amor, já logo adianto que é rock &#8216;n&#8217; roll (!).</p>
<p style="text-align: justify; ">Sem rodeios logo digo que os donos da bela melodia é a banda Circo Motel. Em meio a tantas novidades no cenário musical, pouco se aproveita. E o que sobrou do lixo tóxico para nossos ouvidos, são músicas que seguem a linha desses meninos. É underground e original, não copiam e não reinventam. Talvez tenham misturado um pouco de suas influências com as loucuras poéticas de suas mentes.</p>
<p style="text-align: justify; "><em>Rafael Gregorio</em> (voz) e <em>Rodrigo Machado</em> (guitarra) são amigos há mais de 10 anos, e sempre quiseram ter uma banda juntos. Quase virou em 2002, quando abriram um show dos Titãs com o nome de Imagem Vaga, mas só foi acontecer de verdade em 2005, ano em que conheceram <em>Felipe Seabra</em> (baixo). Passaram então alguns anos batendo cabeça até agosto de 2008, quando encontraram <em>Thiago Coiote</em> (bateria). Ali nasceu de verdade o Circo Motel. Em outubro daquele ano a banda gravou seu primeiro EP, lançado em março de 2009. Em abril, <em>Rafael Charnet</em> (guitarra) passou a fazer parte da banda, e a sonoridade seguiu seu fluxo natural de enlouquecimento.</p>
<p style="text-align: justify; ">Atualmente divulgam seu trabalho em redes socias como o <strong><a href="http://www.myspace.com/circomotel" target="_blank">MySpace.com</a></strong> e o <strong><a href="http://twitter.com/circomotel" target="_blank">Twitter</a></strong>. Vale a pena conferir, pois é possível ouvir algumas de suas canções e se manter atualizado na agenda de shows.</p>
<p style="text-align: justify; ">ENTREVISTA:</p>
<p style="text-align: justify; ">Excêntrico e com uma personalidade marcante, a banda é a cara da velha e nova São Paulo juntas, em uma única entidade. Rafael Gregorio respondeu algumas de minhas perguntas para a Central:</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Central da Augusta [Desirée] &#8211; Circo Motel, onde estão as dançarinas exóticas?</strong><br />
<em>Rafael Gregório &#8211; Normalmente elas ficam atrás do Rodrigão. hum.</em></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Central &#8211; Rock transcendental e eu escuto pura poesia. Afinal, qual é a mágica? Não fale em Segredo!</strong><br />
<em>Rafael &#8211; Tocar cores, dançar cheiros. Pensar e fazer tudo buscando enlouquecer e surpreender a nós mesmos. A missão da arte é ser completamente ensandecida.</em></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Central &#8211; Cada vez que pisam no picadeiro (palco) qual a sensação?</strong><br />
<em>Rafael &#8211; A mesma de quando a montanha-russa trava antes de despencar inevitável, e ao mesmo tempo um feeling de comunhão astral gigantesco.</em></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Central &#8211; Sempre temos um objetivo, um sonho. E sendo compositor, o que você e seus companheiros de banda buscam passar com sua música?</strong><br />
<em>Rafael &#8211; Pra mim é pensar na beleza que existe em tocar as pessoas. Quem vê o show e sorri ou chora ou dança ou quer trepar ou faz um mosh, e seja o que for, foi causado por uma música sua&#8230;é poder alcançar o mundo inteiro. Como banda buscamos atingir mais e mais pessoas, não só pela sobrevivência material, mas principalmente pela espiritual. As músicas que fazemos podem durar mais que as nossas vidas.</em></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Central &#8211; Não fazem a linha de bons garotos, e fogem do &#8216;Rock Comercial&#8217; que temos em Top Ten&#8217;s por aí. Foi ensaiado ou improvisado?</strong><br />
<em>Rafael &#8211; Bandas como o Circo Motel pagam um certo preço por não ensaiar nada além das notas&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>- Qual o recado para quem ainda não conhece o trabalho da banda? Não vale propaganda! (risos)</strong><br />
<em>Rafael &#8211; Subvertam algo careta, de preferência hoje. E apareçam nos shows! (oh fuck..rs!)</em></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Central &#8211; Um verso e uma nota musical que defina &#8220;Circo Motel&#8221; (!) </strong><br />
<em>Rafael &#8211; &#8216;tudo em ordem fora do lugar&#8217;, ou &#8216;just as long as the guitar plays let it steal your heart away&#8217; (stones &#8211; torn and frayed). Mi com sétima e nona aumentada (o do jimihendrix), todo suingado. </em></p>
<p style="text-align: justify; "><em><span style="font-style: normal;">Notas que cantam e palavras melodiosas, darão o ar da graça dia 14 de Agosto nos palcos do Outs com mais duas bandas. A casa noturna abre espaço para novas e já conhecidas bandas, atraindo um público diversificado e frequentador da região da Augusta, sempre atrás de boa música e alguma diversão. Com as férias que terminam na Segunda dia 17 devido a já comentada gripe suína, nada como deixar-se contaminar por boa música e curtir o final de semana.</span></em></p>
<p style="text-align: justify; ">
<p><img class="alignleft" src="http://img406.imageshack.us/img406/239/flyerouts14ago09powloci.jpg" alt="Flyer - Show dia 14 de Agosto no Outs." width="237" height="298" /></p>
<p style="text-align: justify; ">E lembrem-se, Lei Anti-Fumo em ação. Bebam com responsabilidade e divirtam-se sem moderação!</p>
<p style="text-align: justify; "><a href="http://www.outs.com.br">www.outs.com.br</a><br />
<a href="http://www.myspace.com/circomotel">www.myspace.com/circomotel</a></p>
<p style="text-align: justify; ">
<p style="text-align: justify; "><em>Agradecimentos: Rafael Gregorio &#8211; Circo Motel.</em></p>
<p style="text-align: justify; ">
<p style="text-align: right;"><em>Serviço:</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://www.myspace.com/circomotel" target="_blank">MySpace.com</a></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://twitter.com/circomotel" target="_blank">Twitter</a></em></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Blitzes da Lei Anti-Fumo&#8230; Valendo!</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/11/blitzes-da-lei-anti-fumo-valendo/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/11/blitzes-da-lei-anti-fumo-valendo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 07:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo de Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Antifumo]]></category>
		<category><![CDATA[nova lei]]></category>

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		<description><![CDATA[(fonte: &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;) Os 500 caça-fumaça saem às ruas no primeiro minuto desta sexta-feira, com bloco e caneta na mão, para multar estabelecimento que permitir o uso do cigarro em ambiente fechado. A lei antifumo prevê multa inicial de R$ 792,50 a R$ 1.585 dependendo do porte do estabelecimento, aos recintos que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>(fonte: &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;)<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os 500 caça-fumaça saem às ruas no primeiro minuto desta sexta-feira, com bloco e caneta na mão, para multar estabelecimento que permitir o uso do cigarro em ambiente fechado. A lei antifumo prevê multa inicial de R$ 792,50 a R$ 1.585 dependendo do porte do estabelecimento, aos recintos que não banirem fumo e fumódromo, deixarem de colocar avisos sobre a lei em local visível e não retirarem cinzeiros. O valor da sanção dobra em caso de reincidência. O terceiro flagrante rende suspensão das atividades por 48 horas e na quarta infração, o gancho para o estabelecimento é de 30 dias.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<div id="attachment_1270" class="wp-caption aligncenter" style="width: 552px"><a href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1270  " title="leiantifumo" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/08/leiantifumo.jpg" alt="Lei Anti-Fumo" width="542" height="145" /></a><p class="wp-caption-text">Lei Anti-Fumo</p></div>
<p style="text-align: center;"><em><strong>(Comenta Eduardo Carvalho)</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Sou fumante e, em nome da civilidade, não tenho como refutar a boa-intenção dessa lei. Preocupa-me, contudo, o detalhe do &#8220;dedodurismo&#8221; que a reveste: como a fiscalização se resume a 500 grupos e esta cidade é imensa, decerto serão os delatores aqueles que a poderão fazer funcionar. Delatar alguém para mim não tem justificativa e posso imaginar concorrentes &#8220;delatando&#8221; os outros para que estes sejam fechados. Também imagino brigas, discussões e gritarias entre usuários de bares, pubs, danceterias e outras casas do gênero, já que em restaurantes o convívio é geralmente mais sossegado.</p>
<p style="text-align: justify;">Funcionará? Não sei, mas acho que é ridículo e hipócrita controlar fumaça de cigarros em uma cidade cujos índices de poluição são altíssimos. A demagogia cresce quando se sabe que há uma lei de controle veicular que deixou de lado os veículos velhos e não há nenhuma previsão legal que obrigue a instalação de prosaicas chaminés em caminhões (que maior agressão pode haver que receber no rosto a descarga de fumaça advinda do escapamento de um caminhão parado ao seu lado num semáforo?). Entrementes, tratamento para viciados em nicotina não existem&#8230; e a fabricação de cigarros continua de vento em popa, para júbilo dos arrecadadores de impostos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Decerto, a Augusta será alvo preferencial desses smokebusters. Há comerciantes preocupados com o movimento. Enfim, um novo marco regulatório de nosso comportamento entra em vigor &#8211; e eu, por princípio, sou contra. Hoje, é isso; amanhã, pode ser a cor da camisa que se usa, ou o laço da gravata, e coisas assim.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><em><strong>(Comenta San Picciarelli)</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Não sou fumante e também em nome da civilidade, posso senão dizer &#8220;até que enfim&#8221; e também &#8220;lamento muito&#8221;. Até que enfim, pois as pessoas que não fumam (como eu) poderão re-popular os seus antigos lugares em ambientes fechados sem que condenem a si próprios sob a sentença inevitável de inalar a fumaça alheia. Dando um passo de cada vez, fico satisfeito com a iniciativa da sociedade em geral em aprovar a tal lei. Quem sabe o próximo seja elaborar sobre o eliminar da fumaça moral que nos cega à todos na grande São Paulo? Seria preciso uma lei ou apenas essa, como treinamento, engatilharia as primeiras reações, mais positivas, melhores, socialmente mais saudáveis para o grupo &#8211; ao invés de satisfatória para o indivíduo de &#8216;direito&#8217;? Por fim, devo dizer que &#8220;lamento muito&#8221; pois foi, de facto, necessária a criação de uma lei para onde bastaria apenas o bom-senso e a civilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Bastaria apenas se aquele que exige fazer uso de seu direito de fumar pensasse que, ao expelir a fumaça da sua decisão, obriga arbritariamente aquele outro, que não fuma, não quer fumar&#8230; mas acaba fumando. Lamento que a mensagem que passemos uns aos outros é a de que &#8220;primeiro eu e o meu direito, depois&#8230; foda-se o outro&#8221;. Fico contente que esta cínica bolha finalmente estourou e agora, quem não gosta terá &#8216;direitos&#8217; também. Um contra-senso indigesto, mas infelizmente necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">No final das contas penso que não será trabalho demais para quem fuma cumprir a lei &#8211; ou então iniciar individualmente um diferente estágio de compreensão e uso do senso social. Como se faz em hospitais e afins, quem quer fumar &#8220;dá uma saidinha&#8221;. Por experiência própria, muitas vezes nem fui à um certo lugar só para &#8220;não fumar&#8221;. Anti-tabagista declarado, estou convencido que é bem mais fácil &#8220;sair para fumar&#8221; do que simplesmente &#8220;nem ir&#8221;. Não ser obrigado a misturar meia-diversão com ataque à saúde é, enfim, um alívio do grande caralho&#8230; E para quem quiser mesmo fumar em locais fechados não se desespere, ainda há a sua chance. Tabacarias (e prisões, acredite!) estão liberadas. Ironicamente, a tal <em>saidinha</em> para fumar, pode ser uma grande oportunidade para se &#8216;tomar um ar&#8217; também.</p>
<p style="text-align: justify;">Por aqui, acredito que pode funcionar e muito. A baixa-Augusta, com seu olhar bucólico e imperdoável, tem o que mostrar a quem quer que venha às suas calçadas rabiscadas. E quem sabe agora dizer &#8220;não fede, nem cheira&#8221; seja adequadamente melhor para <em><strong>todos</strong></em>&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Serviço:</strong></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" target="_blank">Portal</a> da <a href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" target="_blank">Lei Antifumo</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<title>Caguetar ou não Caguetar? Heis a questão&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/28/cagoetar-ou-nao-cagoetar-heis-a-questao/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 01:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um blog que acompanho e admiro muito, o Knight Center for Journalism/Texas University, foi publicado uma matéria sobre uma suposta insegurança jurídica criada a partir da desregulamentação da profissão jornalística em prol de seu exercício. Transcorrendo sobre o tema, interpreto o assunto da seguinte maneira: (publicado em comentário à referida matéria no próprio site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em um blog que acompanho e admiro muito, o <a href="http://knightcenter.utexas.edu/blog" target="_blank">Knight Center for Journalism</a>/Texas University, foi publicado uma matéria sobre uma suposta <a href="http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=pt-br/node/4726#comment-1323" target="_blank">insegurança jurídica criada a partir da desregulamentação da profissão jornalística</a> em prol de seu exercício.<em><br /></em></p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/journalism1.gif" class="image-link" rel="lightbox[1227]" title="Caguetar ou não Caguetar? Heis a questão..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/journalism1-thumb3.gif" height="224" align="left" width="230" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /></a>Transcorrendo sobre o tema, interpreto o assunto da seguinte maneira: <br /><em>(publicado em comentário à referida matéria no próprio site da KCJ)</em>. </p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">O exercício da profissão de jornalista conforme roga a nova lelgislação deve proteger os mesmos direitos de sigilo em relação à fonte. Num cenário construído onde fonte e jornalista trocam informações e, mediante o acordo de confidencialidade firmado entre ambos <em>(mesmo que informalmente)</em> AINDA assim se mantém como peça de informação à descrição do jornalista, quer formado ou em exercício.</p>
<p style="clear: both; text-align: center;">Era assim antes da exigência do diploma no Brasil, sempre foi assim em países que não o exigem. </p>
<p style="text-align: justify;">O ato de se formar em jornalismo e adquirir o diploma tem uma natureza técnico-preparatória e não absorve-se de macanismos legais que vão além daqueles oferecidos em igual teor e forma ao cidadão comum. Ou seja, qualquer pessoa têm o direito de informar e re-transmitir desde que se responsabilize por isso. Se a coisa informada é de utilidade pública e social e a sua origem deseja permanecer anônima, é seu direito preservar essa fonte. </p>
<p style="text-align: justify;">É óbvio que existem diferentes camadas para aquilo que é permitido ou não quando o assunto é preservar uma fonte. Mas isso não se limita exclusivamente ao jornalismo, uma vez que profissões como médicos, psicólogos (principalmente) e até mesmo consultores usam do mesmo mecanismo moral/legal. Toda a questão se dissolve com um simples contrato livre de confidencialidade, mesmo que escrito à mão, em papel de pão. Se uma pessoa atesta que não revelará a origem da informação a outrem sem o seu consentimento, já está (desde que seja legal, etc etc etc&#8230;) </p>
<p style="text-align: justify;">Para que valide-se esta matéria, basta observar a legislação em países como EUA, Inglaterra, Suécia e tantos outros que não exigem o diploma e asseguram via convenção nacional em seus respectivos regimes legais o direito de proteção à origem de informações jornalísticas ou de caráter público.</p>
<p style="text-align: justify;">Observe um trecho da Primeira Emenda da constituição norte-americana:</p>
<blockquote style="clear: both"><p><em>&#8220;Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<blockquote style="clear: both"><p><em>Traduzo&#8230;: &#8220;O congresso não deverá legislar com respeito ao estabelecimento religioso, sequer portanto proibir seu livre-exercício; tampouco abreviar a liberdade de expressão, ou da imprensa, ou dos direitos civis de organização pacífica, bem como peticionar ao Governo em prol do remediar de injustiças&#8221; </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/stop_snitchin1.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1227]" title="Caguetar ou não Caguetar? Heis a questão..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/stop_snitchin1-thumb1.jpg" height="100" align="left" width="100" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /></a><strong>Basta que compreendamos que a &#8216;não abreviação/supressão da liberdade expressão&#8217; também implica no não-violar dos direitos daquele que, através de outrem profissionalmente posicionado como seu veículo, expressa-se sob o desejo de permanecer anônimo. </strong></p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">Com exceção da obrigatoriedade moral e legal de se revelar atos contra a ordem e a segurança pública, nenhum mecanismo pode obrigar nem a um jornalista formado, nem não formado, nem mesmo a qualquer cidadão que optar livremente por proteger a fonte de uma informação de natureza pública e informativa. Essa é, em si, a linha nada tênue que explica em sua totalidade o que significa &#8220;direito à liberdade de expressão&#8221;. </p>
<p style="clear: both; text-align: right;">Recomendo à todos o site do Knight Center for Journalism. Clique <a href="http://knightcenter.utexas.edu/blog" title="" target="_blank">AQUI</a></p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Parque da Augusta &#8211; A Central Entrevista</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 08:22:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Persona]]></category>
		<category><![CDATA[ações do bairro]]></category>
		<category><![CDATA[meio-ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Parque da Augusta]]></category>
		<category><![CDATA[preservação]]></category>

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		<description><![CDATA[A maioria das pessoas se relaciona imediatamente com &#8220;vida noturna&#8221; quando ouve a palavra Augusta. Diferentemente das pessoas que só passam por aqui a trabalho ou diversão, fazemos um grande esforço para que a identidade da região não desapareça. Aliás, tive a grata oportunidade de entrevistar uma super &#8220;Persona Augustina&#8221; que muito tem feito para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">
<p style="text-align: justify;">A maioria das pessoas se relaciona imediatamente com &#8220;vida noturna&#8221; quando ouve a palavra Augusta. Diferentemente das pessoas que só passam por aqui a trabalho ou diversão, fazemos um grande esforço para que a identidade da região não desapareça. Aliás, tive a grata oportunidade de entrevistar uma super &#8220;Persona Augustina&#8221; que muito tem feito para que a única área verde da baixa-Augusta não seja tomada de seus moradores e visitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1221" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1221" title="greenaugusto" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/greenaugusto-300x211.jpg" alt="&quot;The Green Augusto&quot; by San Picciarelli" width="300" height="211" /><p class="wp-caption-text">&quot;The Green Augusto&quot; by San Picciarelli</p></div>
<p style="text-align: justify; ">Sim, estou falando mesmo do Parque da Augusta. Uma peça fundamental no processo de revitalização do centro da cidade &#8211; em especial, a região da baixa-Augusta. A luta é constante. Ah&#8230; Você nunca ouviu falar do parque? Então preste atenção na letra de Sérgio Carrera. Além de fundador de um movimento em defesa do Parque Augusta, Sérgio é um estabelecido residente e também a mola propulsora de diversas ações por aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Só para encaminhar corretamente a entrevista, o Comitê Aliados do Parque Augusta se formou pela união de pessoas (uma maioria de síndicos da região) que frequentam o parque e que têm a mesma visão em relação à preservação ambiental. Tudo começou com uma feroz defesa desta última área verde na região central de São Paulo, uma verdadeira jóia em meio ao grande caos urbano que orbita ao seu redor. Com sucesso, a construção de um hipermercado, um museu da música e 4 torres de edifícios foram embargados entre 4 e 5 anos de luta, algo que soterraria todas aquelas árvores e plantas. Foram várias audiências públicas, atos públicos, abraços ao parque, abaixo assinado etc.</p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">A entrevista, por sua natureza de memória, é um pouquinho mais longa &#8211; mas vale a pena&#8230;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-thumbnail wp-image-1204 aligncenter" title="sergiocarrera4" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/sergiocarrera4-150x150.jpg" alt="sergiocarrera4" width="150" height="150" /><img class="size-thumbnail wp-image-1202 aligncenter" title="sergiocarrera2" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/sergiocarrera2-150x150.jpg" alt="sergiocarrera2" width="150" height="150" /><img class="size-thumbnail wp-image-1201 aligncenter" title="sergiocarrera1" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/sergiocarrera1-150x150.jpg" alt="sergiocarrera1" width="150" height="150" /><img class="size-thumbnail wp-image-1203 aligncenter" title="sergiocarrera3" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/sergiocarrera3-150x150.jpg" alt="sergiocarrera3" width="150" height="150" /></p>
<p style="clear: both;">
<p style="clear: both; text-align: center;"><strong>A CENTRAL ENTREVISTA SÉRGIO CARRERA</strong></p>
<p style="clear: both; text-align: center;">por San Picciarelli</p>
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">
<ul style="clear: both">
<li><strong>San Picciarelli (Central da Augusta): De onde surgiu a idéia (ou vocação) para que você fundasse o &#8220;Aliados do Parque&#8221; Sérgio?</strong></li>
</ul>
<p><strong><em>Sergio Carrera</em></strong><em> <strong>(Amigos do Parque Augusta) </strong>- Somos frequentadores do Parque há alguns anos e de repente, fomos impedidos de entrar, sem explicações. Começamos então a vasculhar o histórico do parque, pois já circulavam informações de que ali seria uma área em processo de tombamento. Logo em seguida surgiu nos jornais a notícia de que no terreno do parque seria construído um hipermercado. Foi então que formamos os Aliados do Parque Augusta e o Movimento SOS Parque Augusta com o objetivo de protegê-lo da destruição.</em></div>
<div style="text-align: justify;">
<ul style="clear: both">
<li><strong>Central: Fale um pouco sobre as batalhas que tem enfrentado ao longo do tempo.</strong></li>
</ul>
<p><em><strong>Sérgio:</strong> A primeira ação que fizemos foi um abraço ao parque e tinha o propósito de chamar a atenção da opinião pública e da imprensa para o absurdo que estaria prestes a acontecer: a destruição de 24 mil m2 de área verde, com árvores centenárias e uma diversidade de pássaros&#8230; a última área verde do Centro. Buscamos o apoio de escolas da Região, principalmente do Caetano de Campos, associações de moradores da região e começamos a nossa jornada. Marcamos presença em diversas audiências públicas levando alunos com cartazes de protesto; realizamos vários atos públicos para sensibilar as autoridades responsáveis, caminhadas até a câmara dos Deputados e passeatas até a Prefeitura. Repetimos alguns abraços ao parque em ocasiões comemorativas ao meio ambiente e criamos um abaixo assinado que hoje contém mais de 8.000 assinaturas de apoio ao Movimento.</em></div>
<div>
<div style="text-align: justify;">
<ul style="clear: both">
<li><strong>Central: Existem outras pessoas ou organizações envolvidas na causa?</strong></li>
</ul>
<p><em><strong>Sérgio:</strong> Existem sim. Como disse, algumas associações de moradores nos apoiam, como a SAMORCC, as Escolas Caetano de Campos e Ana Cintra. Porém, temos uma preocupação muito grande de manter o movimento apartidário. Esta é uma ação de cidadania, de pessoas lutando pelos seus direitos constitucionais e temos direito ao bem estar e ao meio ambiente&#8230; E isso que é muito bacana, precisamos resgatar e valorizar o poder de conquista do cidadão.</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div>
<div style="text-align: justify;">
<ul style="clear: both">
<li><strong>Central: A área do parque (entre a Caio Prado e a Marquês de Paranaguá) foi tombada em 2004 e a desapropriação algo próximo de R$ 30 milhões, certo? Você pode nos resumir como ocorreu o processo de tombamento?</strong></li>
</ul>
<p><em><strong>Sérgio:</strong> Então, esta área pertencia ao Colégio de Freiras De Oiseaux até 1967, que doou o terreno para a Prefeitura sob diversas condições: manter a servidão de passagem; não mexer nas árvores, mesmo que caídas; a construção apenas de um hotel de 10 andares, no máximo. Todas estas exigências sumiram das escrituras ao longo do tempo por interesses escusos.Com todos estes movimentos que fizemos e com o levantamento de toda esta documentação referente ao Parque. Criamos um dossiê e o entregamos numa destas reinvindicações à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, cobrando medidas enérgicas contra a destruição do Parque e pela agilização do processo de tombamento. Conseguimos também o apoio de alguns deputados e senadores que criaram o Projeto de Lei 345/06 que prevê a criação do Parque Augusta. Já foram realizadas diversas audiências na Câmara dos Deputados para votação deste projeto nas quais estivemos presentes. A última foi para aprovação pela Comissão de Finanças da Câmara e obtivemos um parecer favorável ao projeto. A votação final do Projeto está prestes a acontecer e já estamos nos mobilizando para estarmos lá. Este valor de R$ 30 milhões é um valor suposto pelo proprietário do terreno, mas estes cálculos reais deverão ser feitos pela própria Prefeitura e existem outras formas de adquirir o terreno; como trocando por outro de igual potencial construtivo, em outra região.</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
</div>
<div>
<div style="text-align: justify;">
<ul style="clear: both">
<li><strong>Central: Certo. O que você considera emergente e o que considera decadente por aqui?</strong></li>
</ul>
<p><em><strong>Sérgio:</strong> Infelizmente, pela especulação imobiliária e pelo desinteresse político dos governantes a região central tem mais decadência que coisa emergente. As calçadas esburacadas, construções de prédios em áreas como a Frei Caneca, onde resido, sem planejamentos e estratégias para impedir o transtorno do trânsito que já é caótico. Falta de policiamento para garantir a segurança dos traseuntes é um outro problema. São diversos assaltos à luz do dia nas redondezas sem nenhuma providência das autoridades policiais. Cada vez mais a região está ficando des-arborizada pela própria Prefeitura que poda as árvores com a desculpa de que estão cheias de &#8216;cupins&#8217;. O que vejo de positivo na região é a revitalização da Rua Augusta em si. Estão surgindo uns bares e restaurantes bacanas, alguns supermercados, um público diferente vai se misturando com o ambiente underground da Augusta. Eu gosto disso e isso é bom para a região. O centro tem que ter alegria.</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div>
<div style="text-align: justify;">
<ul style="clear: both">
<li><strong>Central: Sem dúvida. E quais são as previsões e elementos reais sobre uma entrega do Parque Augusta?</strong></li>
</ul>
<p><em><strong>Sérgio:</strong> É uma incógnita. Por isso, estamos sempre atentos e antenados para entramos em ação na defesa do Parque. Alguns fatos nos deixam otimistas como o próprio tombamento, o encaminhamento favorável do Projeto de Lei 345/06, na Câmara e há algumas semanas temos nos deparado com pessoas fazendo medições no parque que afirmam ser da Prefeitura e que já é certo ali a criação de um Parque. O que nos deixa muito felizes, porém, sempre com um pé atrás. Acho também que a entrega do Parque seria uma primeira batalha, pois a idéia é criar lá um parque diferenciado; o espaço de integração do homem com a natureza. Algo que fosse uma referência de preservação ambiental nos grandes centros e um espaço onde o homem possa conviver, se integrar e estar em contato permanente com a natureza. Espaços para convivência e lazer dos idosos, playground ecológico, trilhas para meditação, áreas para atividades físicas ao ar livre, cursos de reaproveitamento de alimentos e um Centro de Informações de Preservação Ambiental, com informações sobre os locais onde se pode adquirir objetos, móveis e vestuários feitos de material reciclado. Também uma relação de ONGs que trabalham com a preservação do meio ambiente; informações sobre oficinas e cursos de re-aproveitamento do lixo; informações sobre locais onde podemos descartar pilhas e baterias etc.</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div>
<div style="text-align: justify;">
<ul style="clear: both">
<li><strong>Central: Tanto que podemos sugerir e fazer, não? Agora, seguinte, desce a lenha&#8230; O espaço agora é para manifestação política: qual é o seu recado para as autoridades, organismos e seus representantes?</strong></li>
</ul>
<p><em><strong>Sérgio:</strong></em><em> Que esta é a hora. Não podemos andar na contramão com relação às ações de preservação ambiental. Está aíestampado diariamente nos meios de comunicação todos os transtornos climáticos, a escassez de alimentos e a previsão de falta de água potável em muito pouco tempo. Cobro das autoridades responsabilidade e consciência. O Planeta Terra está agonizando e pedindo socorro. Se não o ajudarmos agora, nós mesmos sofreremos as consequências. Aos organismos e seus representantes solicito que se disponham a ajudar, se mobilizando de alguma maneira nestas pequenas, mas valiosas ações. Como a nossa: o MOVIMENTO SOS PARQUE AUGUSTA. São muitas destas pequenas ações que salvarão o Homem da extinção.</em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div style="text-align: justify;"><em> </em></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sérgio Carrera, muito obrigado. </strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Somos, pelo Parque! </strong></p>
<h6>Sérgio Carrera, além de meu vizinho de rua, é o atual síndico do Edifício Netuno na Frei Caneca. Formou-se em medicina pela UFRJ mas abandonou o sacro ofício pela sagrada arte: o teatro. Atualmente, dirige a sua própria companhia teatral (a Pompacomica) e tem diversos projetos em andamento. Um deles, destaca-se pela sua natureza social: o Projeto &#8220;Arte Saúde &amp; Cidadania na sua Cidade&#8221;, patrocinado pela empresa Prensas Jundiaí. O objetivo principal do projeto é levar os espetáculos da cia que falam sobre drogas, prevenção às DSTs/AIDS, segurança no trânsito, terceira idade e preservação ambiental e outros temas aos setores mais carentes da sociedade. Também, através do Projetovoraz, já de cunho mais artístico e experimental, coloca em cartaz na cidade o espetáculo &#8220;Sete Palmos&#8221;, no Espaço do Satyros 1 e &#8220;Estão Voltando as Flores&#8221;, no Teatro Sérgio Cardoso &#8211; com estréia marcada para 07/08. Não perca! A Central recomenda&#8230;</h6>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
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		<title>São Paulo Congelada</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 17:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[esquina]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[frio]]></category>
		<category><![CDATA[influenza]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã bem cedinho saiu no jornal que provavelmente a cidade teria hoje o dia mais frio do ano. Dessa vez, os noticiários não estavam brincando. Não falo somente das roupas pesadas e dos passos um pouco mais apressados que a urgência normal da cidade. Mas sim, de outros tipos distintos de baixa temperatura&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje pela manhã bem cedinho saiu no jornal que provavelmente a cidade teria hoje o dia mais frio do ano. Dessa vez, os noticiários não estavam brincando. Não falo somente das roupas pesadas e dos passos um pouco mais apressados que a urgência normal da cidade. Mas sim, de outros tipos distintos de baixa temperatura&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A sensação térmica do ar é ainda mais baixa quando faz par com a sucessão de spots no rádio e na tv, dando conta de uma incômoda sensação de despreparo do sistema de saúde do estado. Números são corrigidos, alarmes são soados e desculpados, um pai chora a perda de sua filhinha em São Paulo à frente dos microfones e câmeras &#8211; a única coisa a se fazer após ir de hospital a hospital, posto a posto e ouvir apenas &#8220;isso não é nada&#8221;. Outro marido faz o mesmo no Rio de Janeiro, após dizer o adeus forçado à sua mulher e filho (ainda para nascer). A dor é deles, mas o medo é todo nosso.</p>
<p style="text-align: justify;">Problema? Sim, e como&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Influenza A H1N1, esse é apenas um dos seus nomes. Enquanto as autoridades passam-nos o discurso que &#8220;tudo está sob controle&#8221; e que &#8220;estamos preparados&#8221;, velamos nosso rosto com máscaras cirúrgicas, antecipamos e adiamos prazos escolares ou profissionais, olhamos para dentro de nossas blusas pelos metrôs e ônibus e nem sequer devemos dar as mãos nos cultos e encontros pelas igrejas e butecos da cidade. Não importa a religião ou ocupação, hoje, no dia provavelmente mais frio do ano, estamos um bocadinho mais separados.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o problema não é apenas o frio centígrado. Para que não me estenda muito nessa breve crônica, darei apenas um endereço e anexarei a ele uma imagem. Se o amigo leitor estiver bem acomodado, aquecido e protegido, talvez lhe seja possível &#8220;ignorar ao contrário&#8221; e fazer o não-óbvio: deletar a pressa enquanto pensamos juntos num outro tipo de frio &#8211; talvez bem pior que a baixa temperatura: o frio moral.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1179" class="wp-caption aligncenter" style="width: 580px"><img class="size-full wp-image-1179" title="coldsaopaulo-" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/coldsaopaulo-.jpg" alt="Esq. da R. Antonio Carlos com R. Frei Caneca, as 12hs47 - by San Picciarelli" width="570" height="570" /><p class="wp-caption-text">Esq. da R. Antonio Carlos com R. Frei Caneca, as 12hs47, Julho/2009, dia 24 - by SP</p></div>
<p>Com a câmera na mão &#8211; armamento imediatamente disponível &#8211; ajustei a lente&#8230; velocidade&#8230; iso&#8230; abertura&#8230; não fechei os olhos.</p>
<p>Uma pontada surpreendente. Meu coração doeu.</p>
<p>De frio.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Aperte o Passo, ou Passe Aperto&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 20:09:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Aperte, para não ser Apertado&#8230; Durante uma caminhadazinha pouco apressada pelas calçadas da baixa-Augusta, uma jovem &#8216;bacanamente&#8217; arrumada em suas cores e acessórios &#8211; tipo agradável típico daqui da região &#8211; livra a orelha direita de poucos piercings de uma camada de cabelo azul-e-vermelho com mais uma presilha colorida. Escaneando a faixa de pedestres e o luminoso do farol, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Aperte, para não ser Apertado&#8230;</strong></p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Durante uma caminhadazinha pouco apressada pelas calçadas da baixa-Augusta, uma jovem &#8216;bacanamente&#8217; arrumada em suas cores e acessórios &#8211; tipo agradável típico daqui da região &#8211; livra a orelha direita de poucos piercings de uma camada de cabelo azul-e-vermelho com mais uma presilha colorida. Escaneando a faixa de pedestres e o luminoso do farol, ela tira o seu celular da bolsa e antes de regovernar seu olhar e marchar em direção à rua Peixoto Gomide, ali mesmo no final da tarde, abre o flip do aparelho e diz &#8220;Alô?&#8221;.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Assalto" src="http://1.bp.blogspot.com/_0qXJaA8W958/SJssNz3kBDI/AAAAAAAAApk/HiBGrUG-Xlc/s320/assalto.jpg" alt="Aperte-se" width="250" height="238" /><p class="wp-caption-text">Aperte-se</p></div>
<p>Do outro lado da linha, alguém deve ter estranhado um bocado ao ter ouvido &#8221;&#8230; ela não vai poder mais falar, valeu!&#8221;. E enquanto recuperava o fôlego afogado no susto que ainda estava mergulhado nos fundos do estômago, branca como a parede às suas costas, ela mal podia acreditar que acabara de ser assaltada por um garoto de bicicleta que ainda teve as manhas de concluir a chamada por ela, enquanto se re-equilibrava em alta velocidade Augusta abaixo&#8230;</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Que merda&#8230; Mas pior mesmo seria então se eu dissesse que não é dificil registrar momentos assim. Seria bem pior se eu falasse que isso já está ficando meio <em>comum </em>por aqui. Bem, se quiser eu digo. Ok, lá vai: o pior é que tem acontecido mesmo. Demais, eu diria. Como a própria Rua Augusta tem lá uma habilidade própria para deixar suas marcas, quem a frequenta mais contantemente aprendeu rápido que se dispor ao bate-papo caminhando junto ao meio-fio <em>(outras vezes até na calçada mesmo)</em> pode ser um risco.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><img class="   " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Rua_Augusta.svg/800px-Rua_Augusta.svg.png" alt="Maria Augusta" width="230" height="123" /><p class="wp-caption-text">&quot;Maria Augusta&quot;</p></div>
<p>Já falei isso antes n&#8217;outra crônica. Certo, mas por que parar se a coisa em si ainda persiste? Não basta a boca amiga avisar de ouvido a ouvido que os roubos e furtos só fazem crescer aqui e em todo canto, que não se pode desfrutar do privilégio de simplesmente caminhar à vontade sem todos os alarmes ligados&#8230; veja: não basta! Precisamos de algo mais.</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>A rua continua belíssima e terrível. Plena de ponta a ponta, movimentada, viva e cheia de verve. Os butecos ainda acolhedores e a engenharia de suas linhas ainda lindas entre a sujeira, misteriosas em seus grafites e lambe-lambes espalhados pelas eiras e beiras. A comida continua boa, o chopp geladinho e a conversa desdobrável.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Padaria" src="http://www.guiadasemana.com.br/photos/place/r-bellapaulista_r.jpg" alt="Padaria Bella Paulista" width="218" height="144" /><p class="wp-caption-text">Padaria &quot;Bella Paulista&quot;</p></div>
<p>O que incomoda é que a própria velocidade obrigatória, para a nossa própria proteção, nos vai impedindo pouco a pouco de perceber mais sobre este pedaço tão especial da cidade. Me diga quantos lugares de São Paulo você conhece onde tantas pessoas diferentes circulam no mesmo espaço? Quando eu digo diferentes, quero dizer bem distintos mesmo. Punk, padre, velhinha, ou um padre-punk-já-velhinho&#8230; no mesmo café.</p>
<p>Do contrário, seria impossível reconhecer os paralelos únicos entre a Dona Robertina e a própria rua. Ela mais uma que migrou de algum canto do país para tentar a sorte pelas bandas d&#8217;onde a regra é o azar açucarado com a criatividade e o bom-humor. No meio, milho salgado ou dôce. E enquanto eu ia pensando no assunto com o saco de pãezinhos quentes à tira-colo, distraído por dentro &#8211; mas bem atento por fora &#8211; acabei esbarrando no Seu Damião.</p>
<p>Poeticamente, minha leve cotovelada se estabacou no bom humor do cabra-senhor de um sonoro <em>&#8220;bater pode, mas num deixa o pão cair&#8230;!&#8221;</em>. Meia dúzia de risadas para frente, Seu Damião remenda um cômico<em> &#8220;só tem feladaputa nessa cidade&#8230; ô povo loco&#8230; vai com deus, meu cumpadrinho&#8221;</em> e lá ganhei eu mais um &#8216;com-padrinho&#8217; e vizinho, que nem sequer mora por aqui. Sem deixar cair o meu pãozinho &#8211; <em>é, aqui não se deixa cair o pão ao invés da peteca; ninguém tem tempo de jogar peteca por essas bandas </em>- retomei o rumo me desviando dos outros ternos e saias bem mais apressados que eu e Damião.</div>
<div style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><img class=" " src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/augusta-inferno.jpg" alt="Boate Inferno (letreiro)" width="280" height="186" /><p class="wp-caption-text">Boate &quot;Inferno&quot; (letreiro)</p></div>
<p>Mesmo com duas delegacias bem pregadas entre os dois pontos deste trecho da baixa-Augusta, ainda assim, se demora meio que de vinte a quarenta e cinco minutos para que meninas ofegantes e de olhos estatelados possam explicar porque não conseguiram ir além do &#8220;Alô?&#8221;.</p>
<p>E falando em voltar para casa<span style="font-size: x-small;">, </span>por volta das 10 e pouco da noite e com a rua ainda movimentada, uma moradora do prédio onde eu moro foi jogada no chão por dois menores e teve a sua bolsa subtraída sem dó. Não adiantou gritar nem correr e o salto alto, dessa vez, agiu como inimigo. Minha avó dizia que &#8220;&#8230; não demora nada e tudo virá pó de novo&#8221; e me pergunto: o que vai virar um pendrive cheio de documentos de pesquisa para um TCC, cartões de crédito e débito já cancelados e uns 45 reais? Sim, a Dona Olga tem razão: vai virar pó, e cola, e crack, ou qualquer outro sedativo.</p>
<p>Não se pára, praticamente, nem no farol. Se parar, a janela está fechada. E quem não tem pressa, tá sedado&#8230;</p>
<p>Mas olha só&#8230; Claro que o trabalho da polícia não é fácil&#8230; nem de longe. Sou daqueles que prefere depositar sua crença na máxima de que mesmo diante de todos os contratempos e pormenores, o buraco é mais embaixo quando o assunto é segurança pública. A política do medo nos converte em cínicos respeitadores.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 293px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Night Bikers" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ukfd6A64_mE/SedBCSbTBcI/AAAAAAAAAus/Ssdox48KGT8/s320/OgAAABV1plopXH8e0dzHQw2NFUlYt9xqvmQ18C25jkT3sWywggA0wmLyq8043oWsdoR94D5-TcIBdust436sNHsgnmoAm1T1UPe1PDeIcgfVIRnxRiaimiYkHo1K.jpg" alt="Night Bikers - Pedalada do Bem" width="283" height="288" /><p class="wp-caption-text">&quot;Night Bikers&quot; Pedalantes do Bem</p></div>
<p>Sim, você deve respeitar a arma, quer ela esteja na mão da lei para mantê-la, ou da rapaziada anestesiada e na busca de ter o que não conseguem ter sem colocar a própria lei em cheque. O problema é que o próprio instrumento da lei, desanda vez ou outra. No que confiar? Bons tempos eram aqueles em que eu pensava em ser bombeiro e achava a farda algo acima de qualquer suspeita. Nessa época eu corria para chegar em casa depois da escola e comer rabanada&#8230; Virei psicanalista, cronista e pesquisador e em quase 11 anos de prática, percebi que sonhar não dói mas confesso que ainda não entendi a piada. Não deveríamos ao menos <em>crer</em> que o mínimo seria estar acima de qualquer suspeita? E assim vamos sendo &#8216;apertados&#8217; a nos tornar cada vez mais cínicos&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Já hoje, fácil mesmo tem ficado cada vez mais o trabalho da malandragem, de bicicleta ou a pé mesmo&#8230; Demora tanto tempo, a organização desorganiza-se esquina a esquina, que é quase garantido que se você não apertar o passo, alguém acaba apertando você.</p>
<p>E eu não estou falando em ser apertado na frente daquela escadinha com a luz vermelha não&#8230;</p>
<p align="right"><strong>San Picciarelli </strong></p>
<p align="right">
</div>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Jornal-esmo&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 00:20:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[bairro]]></category>
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		<description><![CDATA[Independente de quantos jornais, revistas e canais de TV nós assistimos todos os dias, o broadcasting dos &#8220;fatos&#8221; mudou completamente de meios e formatos. Diariamente, vemos a prova de que o próprio cotidiano dos grandes aglomerados e a fusão dos veículos mais sociais de comunicação eletrônica/digital assumem a frente da informação. Ao invés de esperarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Independente de quantos jornais, revistas e canais de TV nós assistimos todos os dias, o broadcasting dos &#8220;fatos&#8221; mudou completamente de meios e formatos. Diariamente, vemos a prova de que o próprio cotidiano dos grandes aglomerados e a fusão dos veículos mais sociais de comunicação eletrônica/digital assumem a frente da informação.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao invés de esperarmos que um editor decida em sua sala o que deve ou não ser impresso e distribuído, antes (muito antes) a informação já correu muitas redes de pessoas, já foi verificada e até mesmo inventada.</p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><img class="size-medium wp-image-1053" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/zebra-300x195.png" height="195" align="left" width="300" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />Na semana em que, de facto, morreu Michael Jackson, várias outras celebridades &#8220;seriam&#8221; também assassinadas pelo novo jornalismo livre. E isso não é privilégio apenas do mais desinformados ou mal-intencionados. Sites grandes como a próprio UOL repassou a notícia de que a cantora pop juvenil Lady Gaga teria cometido suicídio ao saber que um de seus ídolos havia morrido. Aliás, enviei pessoalmente uma comunicação de errata à UOL notificando da não-verificação desta notícia até aquele momento. Algo que infelizmente não produziu qualquer resposta. O fato é que a notícia foi ao ar.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto foi que, excentricidades dos tempos modernos à parte, penso que o tema merece um pouco mais de atenção que roupas pretas, panelas apanhando de jovens com seus narizes pintados de vermelho aqui na cabeça da baixa-Augusta. Com o povo ligado à tudo (muitas vezes, também à nada) através de seus celulares e smartphones, não demorou muito e pude ver umas meninas lamentando &#8211; e repassando &#8211; a tal notícia de que aquela artista havia cometido suicídio diante da morte de Michael Jackson. Assim mesmo, enquanto mordia uma fatia de pizza de balcão e escrutinava a tela de seu celular&#8230; &#8220;Gente, a Lady Gaga se matou&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Desconfortavelmente, por exemplo, tem crescido o número assaltos e furtos de celular na região da Paulista e da Augusta. Na maioria das vezes basta apenas estar andando próximo ao meio-fio e falando ao celular ao mesmo tempo para ser alvo fácil da molecada de bicicleta &#8211; ou a pé mesmo &#8211; para dizer adeus ao seu aparelho favorito.</p>
<p style="text-align: justify;">Há algumas noites atrás, na semana passada, estava revendo textos tarde da noite quando ouvi quatro estampidos. Imediatamente, peguei a câmera e desci para a portaria do prédio. Cruzando ruas e procurando falar com quem por lá estava (já passava das 01hs00 da madrugada&#8230;), depois de filtrar a coisa toda, o resumo deu no seguinte: um suposto policial à paisana deu dois tiros para o alto e mais dois na direção de um sujeito suspeito que aparentemente não teve êxito em mais uma tentativa de assalto. Ninguém quer falar, ninguém quer aparecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, especialmente se você está transitando pela rua a essa hora&#8230; o anonimato pode ser um cobertor quente, ao mesmo tempo que pode ser uma boa ducha de água fria.</p>
<p style="clear: both"><img class="size-thumbnail wp-image-1059" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/news-150x150-thumb.jpg" height="150" align="left" width="150" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />
<div style="text-align: justify;">No dia seguinte pouco se comenta, exceto o &#8220;&#8230; isso já está ficando normal por aqui&#8221;, o que não passa de algo no mínimo inaceitável, tanto para quem trabalha e passa pela região todo os dias, como também (especialmente) para quem mora por aqui.</div>
</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma dessas é o &#8216;assunto&#8217; entre os moradores da região a respeito de um certo time de malandros que andava roubando os cabos de tv à cabo e de internet, vejam só, instalados sob as calçadas do bairro, em longos corredores subterrâneos que percorrem grandes distâncias abaixo do solo.</p>
<p style="text-align: justify;">A coisa de uns dois meses atrás, algum morador do bairro fez uma denúncia e a polícia apareceu. Sim, apareceu mas não porque os tais cabos e fios estavam sendo subtraidos debaixo da terra, mas sim porque corria a informação de que duas moradoras do bairro, uma senhora e uma moça mais jovem, haviam sido violentadas e mortas e estavam dentro dos tais túneis subterrâneos.</p>
<p style="text-align: justify;">Conversando com oficiais da polícia científica e da polícia militar na ocasião, pude constatar que haviam de facto evidências do tal roubo como ele havia sido inicialmente descrito. Eles fotografaram tênis, cobertores e outras traquitanas lá por baixo, dando conta de que havia mesmo pessoas transitando por ali. Felizmente, não foram encontradas as tais mulheres &#8211; que aos montes já ocupavam o assunto de diversas portarias e prédios da região. A polícia veio. Sim, fato. Isolou a área por um curto período, fotografou, partiu. Mas por que razão? Pelo tal roubo real ? Pelas tais mulheres fabricadas? Por ambos?</p>
<p style="clear: both"><img title="noticia" class="size-medium wp-image-1060" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/noticia-300x222.jpg" height="222" align="right" alt="fonte: WorldWideWeb" width="300" style=" display: inline; float: right; margin: 0 0 10px 10px;" />
<div style="text-align: justify;">Outro fato é que nada disso virou &#8216;notícia&#8217; nos meios de comunicação mais usuais. Lembro-me de ouvir uma repórter que, de dentro de sua unidade móvel com adesivos da RedeTV perguntou se era mesmo o caso das mulheres ou apenas de um roubo. Ao saber que felizmente não se encontrou nenhum corpo, e sem fazer qualquer anotação (claro, isso não dá &#8220;pauta&#8221;, apenas a miséria humana explorada até o osso dá), ligou o carro e tal qual todo mundo, também partiu.</div>
</p>
<p style="text-align: justify;">Fios de internet, cabos, celulares e aparelhos portáteis&#8230; No meio da desinformação, nem mesmo os próprios instrumentos de informação escapam. E como tem dito a propaganda do Jornal o Estado (Estadão) &#8220;Informação e Conhecimento são coisas diferentes&#8221;. Sim, correto.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o dia-a-dia de nossa cidadania precisa de mais, muito mais. Ambos, informação e conhecimento são indispensáveis para uma sociedade útil e ativa. O que ao meu ver ainda é parco e sua percepção e amplo em sua carência é a &#8220;transmissão&#8221; de ambos. Vou repetir a palavra&#8230; &#8220;trans-mis-são&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao retornarmos ao tempo em que o jornalismo não dependia de certificações institucionais para transmitir-se, voltamos à possibilidade de uma época mais susceptível ao avanço &#8220;via seu próprio povo&#8221; do que qualquer outro contrário. Penso que nem vale à pena comentar os já exaustos comparativos com médicos e advogados&#8230; mesmo sendo eu um jovem filho de uma ex-jornalista de carreira da Folha de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos afastamos dos padrões de países como Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia, que ainda também exigem o diploma para o exercício da profissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Em países como Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Costa Rica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia e Suíça &#8211; agora também o Brasil &#8211; não só é mais alto o nível e profundidade técnica da cobertura jornalísitica, como também é mínimo (senão quase inexistente) o número de profissionais sem qualquer formação direta ou indiretamente ligadas à TRANSMISSÃO da informação e do conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><img class="size-full wp-image-1061" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/jornalismo-thumb5.jpg" height="384" align="left" width="290" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />E como nos disse via Twitter o comediante Rafinha Bastos, <em>&#8220;Estude para aprender, não para obter uma cela especial. Foda-se o diploma</em> (de jornalismo)&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">Quer manter seu celular? Será então que você quer continuar a usar sua internet ou assistir seus programas favoritos sem ter que ligar reclamando que ambos não estão funcionando porque alguém anda subtraindo os cabos nos túneis da rua? Ou talvez você queira resolver de uma vez por todas tantos outros problemas do seu bairro, sua cidade, seu país? Então, pare de re-clamar sem qualquer reflexão, arregace as mangas e&#8230; transmita!</p>
<p style="text-align: justify;">Transmita informação e conhecimento verificados, entretenedores, utilizáveis, úteis&#8230; enfim. Quando alguém lhe transmitir algo parecido com &#8220;vamos às ruas tirar um corrputo do poder&#8230; o local é o MASP (ou outro qualquer), as horas serão 19hs&#8221;, saia detrás de seu cômodo teclado e de seu cínico Copy-n-Paste e vá até lá. Noventa e poucos presentes AINDA ganham em transmitir a mensagem mais ideal, mesmo diante de centenas de milhares de<em>retweets</em> via internet. É boa a hora para dinstinguir a transmissão da contaminação e, aqui, o termo viral muito bem se aplica. Contaminar NÃO é o mesmo que Transmitir.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja tempo de remodelar o tal ditado de nossos avós &#8220;falar é fácil&#8221;.Transmitir algo ativamente poderoso é bem MENOS fácil que só falar.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro poder não é, nunca foi e jamais deve ser de quem está &#8216;franqueado&#8217; a transmitir.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse poder aí &#8211; o poder de transmitir &#8211; é nosso. Quem autoriza é você, sou eu.</p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Desça a Maria</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 23:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Achadas e Perdidas]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulista, Cruzamento e luz caem Caos uníssono Romântico e surdo De mãos dadas com a noite Descida Letreiros e cafés Chapéus e bonés Música muda Mudança Curva e mais andança Impessoal, distúrbio Sensação, fagulhas de luz Retinas concêntricas Como a tela do cinema E às portas do teatro Atriz, cultura e seios Muita bunda Lindas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignleft size-full wp-image-1004" style="border: 20px solid black;" title="pinupgala2" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/06/pinupgala2.jpg" alt="pinupgala2" width="184" height="545" /></div>
<div></div>
<div>Paulista,</div>
<div>Cruzamento e luz caem</div>
<div>Caos uníssono</div>
<div>Romântico e surdo</div>
<div>De mãos dadas com a noite</div>
<div>Descida</div>
<div>Letreiros e cafés</div>
<div>Chapéus e bonés</div>
<div>Música muda</div>
<div>Mudança</div>
<div>Curva e mais andança</div>
<div>Impessoal, distúrbio</div>
<div>Sensação, fagulhas de luz</div>
<div>Retinas concêntricas</div>
<div>Como a tela do cinema</div>
<div>E às portas do teatro</div>
<div>Atriz, cultura e seios</div>
<div>Muita bunda</div>
<div>Lindas, horríveis</div>
<div>Um abraço inimaginável</div>
<div>Escadas deploráveis</div>
<div>Não-laváveis</div>
<div>Impossível</div>
<div>Escancarando probabilidades</div>
<div>Duas mãos na rua</div>
<div>Tudo a quatro mãos</div>
<div>Tatuagem</div>
<div>Frio na espinha pelos cantos</div>
<div>Eiras e beiras aos precipícios</div>
<div>Indício</div>
<div>Início</div>
<div>Praça Roosevelt</div>
<p style="text-align: right;">San Picciarelli</p>
<p style="text-align: right;">
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