Arquivo: Crônicas

Off

// fevereiro 26th, 2010 // Feedback? » // Crônicas, San Picciarelli

Desço a Augusta
Crivo sem paciência
Meticulosa mente
Desencaixo o dia

Mordo a fatia
Caminho são
Quadra ao lado
Imagino a lira

Abraço a esquina
Reencontro a luz
Gente fácil e tez
De vários ângulos

A noite é brusca
A carne é tenra
A possibilidade jazz
A vida é linda


O velho e o punk…

// fevereiro 24th, 2010 // Feedback? » // Crônicas

Sábio era ele que virava a Luis Coelho e seguia em direção à baixa para o seu café da tarde.

Lá, do recosto de sua cadeira cativa (compartilhada com tantas outras bundas), o velho cruza os olhares com um punk de poucos tratos:

- Nossa – disse ele
- Que foi porra?
- Seu cabelo.. sua aparência… – arriscava-se.
- Mas que merda você hein vovô? Nunca fez nada de diferente na vida não?

Meditabundo, dois goles de café depois, disse o velho de dentro de sua camisa xadrez:

- Fiz sim, querido. Quando era novo trepei com uma arara num festival hippie. Estava aqui pensando se você não era meu filho.

(.)
SanP.


Líquidade

// fevereiro 3rd, 2010 // Feedback? » // Colunistas, Crônicas, San Picciarelli

fonte: http://megustaaugusta.blogspot.com

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Trecho Cão

// janeiro 20th, 2010 // Feedback? » // Colunistas, Crônicas, San Picciarelli

Na vida pouco útil das esquinas altas da baixa, não há. E só o digo como um cachorro.

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Rumado

// janeiro 19th, 2010 // Feedback? » // Colunistas, Crônicas, San Picciarelli

Photo: Dirty City, (http://www.uppernine.com)

Pelos corredores da cidade o rumo é o centro.

Nosso destino hora é o labor da hora ou do retorno.

A nossa passagem é o meio.

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O Abraço…

// janeiro 18th, 2010 // Feedback? » // Crônicas, San Picciarelli

O abraço.

Coisa gratuita. Coisa.

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São Paulista

// outubro 9th, 2009 // Feedback? » // Colunistas, Crônicas, Para Ler!, San Picciarelli

sppaulista

“São Paulista”

(texto de Agosto/03-2008)

As via, mas não enxergava…

Mesmo que não hajam motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes pelas venosas ruas e avenidas dispostas na imensidão da divisão e dos caminhos, para que caiamos voluntariamente no mínimo geo-métrico de nossos próprios descaminhos.

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De um leitor… Aranha

// setembro 4th, 2009 // Feedback? » // Crônicas, Para Ler!

Inspirado em uma outros textos sobre a Augusta aqui da Central – como “Desça a Maria” e “Cortada em Duas“ - o cumpadre João Aranha escreveu o texto abaixo, que re-publico com agradecimentos.

Algo na Augusta

sidewalk.jpgNo sobe e desce
Ela cresce
No vai e vem
Ela tem
Fecha, abre
Se mantém
Esquinas de gente
Povo, pessoas
Lugar peculiar
Local sem igual
Sexo, raça
Credo, cor
Todos nela
Riso ou dor
Para lá e para cá
Cruza a Paulista
Sem temor
Arte na rua
Rua da arte
Tem de tudo
Tem de todos
De Sampa
Faz parte
Parte dela muita gente
Parte em dois
Parte nossa
E na bossa
Rock, pop
Tem swing, soul também
Algo nela vibra, causa
E por uma boa causa
Caio dentro
Vou também.

João Aranha | 12/08/2009
http://reverbera.zip.net/