<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Central da Augusta &#187; Crônicas</title>
	<atom:link href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/category/para-ler/cronicas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 23:48:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Arrastão na Baixa Augusta?</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/21/arrastao-na-baixa-augusta/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/21/arrastao-na-baixa-augusta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 21:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[arrastão]]></category>
		<category><![CDATA[problema]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=2530</guid>
		<description><![CDATA[[São Paulo] Se você estava pelas bandas da baixa Augusta, próximo da Rua Fernando de Albuquerque na última terça-feira por volta das 23 horas, então você viu&#8230; Cerca de seis crianças e adolescentes (meninos e meninas também) desceram a Augusta promovendo um arrastão e roubando geral. Quem é da região, mesmo diante da dita &#8216;revitalização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2531" title="kids_violence" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/07/kids_violence.gif" alt="" width="460" height="316" /></p>
<p>[São Paulo] Se você estava pelas bandas da baixa Augusta, próximo da Rua Fernando de Albuquerque na última terça-feira por volta das 23 horas, então você viu&#8230;</p>
<p>Cerca de seis crianças e adolescentes <em>(meninos e meninas também)</em> desceram a Augusta promovendo um arrastão e roubando geral. Quem é da região, mesmo diante da dita &#8216;revitalização do centro&#8217;, já viu isso acontecer um bom punhado de vezes. Segundo os comerciantes e locais a coisa tem degringolado a ponto de ir além de apenas &#8216;incomodar&#8217; quando um ou outro celular pula da sua mão para dentro da cara louca do moleque correndo rua abaixo. A coisa não melhorou, pelo contrário.</p>
<p><em>&#8220;Sempre teve confusão por aqui, mas hoje foi pior&#8221;</em> disse o garçom de um dos bares da região. Dessa vez, haviam jovens utilizando lâmpadas fluorescentes quebradas para ameaçar os pedestres. André Ramos (28) segurança da Temakeria disse que os tais arrastões começaram a aumentar no mesmo tempo em que a prefeitura começou a remover moradores de rua de ficarem na região da Praça da Sé. Ou seja, nada de resolver nada, tira daqui e vai para lá.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;É uma questão delicada, às vezes aparecem meninas pequenas, de seis, sete anos, querendo roubar&#8221;</em>, contou.</p></blockquote>
<p>E assim vai&#8230;</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Toda semana eles passam tentando roubar os clientes que ficam na calçada&#8221;</em>, André Valau (19) caixa de uma pizzaria.</p></blockquote>
<p>A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Civil não conseguiram (claro) prender ninguém &#8211; tarefa que beira o impossível, com todas as falhas grotescas em nosso estatuto da criança e do adolescente &#8211; e não se registrou nenhum aumento da segurança na região.</p>
<p>O mais indigesto é que na própria Rua Fernando de Albuquerque (número 93) fica a <strong>Associação de Apoio à Meninas e Meninos da Região da Sé</strong>. O que teriam eles a dizer a respeito? <em>(não há qualquer comunicado oficial do organismo)</em>.</p>
<p>Digo indigesto porque até uma associação fora criada para cuidar de meninos da região da Praça da Sé &#8211; o fim do mundo do absurdo. É como criar um mecanismo-problema dentro do próprio problema, para cuidar do problema. Ao invés de converter o moleque de rua em um indivíduo, já se parte para solucionar o problema rotulando-o como moleque tal, da região tal e não se passa disso.</p>
<p>Pensemos: se não houvessem meninos e meninas da região da Sé, não haveria porque associações como esta existir, certo? Para que existam, é necessário que eles continuem lá, ou seja, para quê tirá-los da rua? Honestamente, não entendo a toogada&#8230;</p>
<p>É osso dizer isso mas, se estiver pela baixa, olho aberto&#8230;</p>
<p style="text-align: right;">Mas e aí, o que fazer? Opine.</p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/07/21/arrastao-na-baixa-augusta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“São Paulista”</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/04/18/%e2%80%9csao-paulista%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/04/18/%e2%80%9csao-paulista%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 06:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/04/18/%e2%80%9csao-paulista%e2%80%9d/</guid>
		<description><![CDATA[As via; mas não enxergava&#8230; Mesmo que não haja motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes, pelas venosas ruas e avenidas dispostas na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/04/augusta-thumb.jpg" height="365" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" />
<div style="text-align: justify;">As via;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">mas não enxergava&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Mesmo que não haja motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes, pelas venosas ruas e avenidas dispostas na imensidão da divisão e dos caminhos, para que caiamos voluntariamente no mínimo geo‐métrico de nossos próprios descaminhos.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">A nascente líquida e férrida de linhas e contornos, feita os trilhos de uma locomotiva a todo o vapor, com perca umidade relativa e rasa liquidez sensorial, simplesmente, nos descarrila.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Não daquele que vê a via, dentro de nós mesmos, auto‐absorvido pelo ódio ocioso da nossa intemperança. Mas daquele que via o caminho, do lado de dentro do outro. Que nos cerca daquele modo tão não‐intencional, sobremaneira inocente e ainda assim, emocionalmente carnívoro.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Há luz por entre as frestas, há o café quente e o rebuscado carbônico dos escapamentos. Não há escapatória. Há muitas válvulas, de escape, que escapam&#8230;</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Mas a ordem, não há.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">As esquinas não mais guardam a poesia dos tempos e os seus cantos escuros, cada vez mais escuros, já não mais dependem da espreita ou da escapada da sorte para atrair a captura dos vitimados e dos voláteis.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">A sua acolhida nem sequer se ruboriza e o seu convidatorismo não é menor que o seu descaramento.</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">E dali, do meio da sua cara suja brotam os germinais mais pueris, das suas entranhas, brutalmente preparados para tudo, totalmente despreparados para nós. Poderiam ser os nossos filhos&#8230;</p>
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">E de nem sequer conhecimento, sequer percepção, horrorizamo‐nos copiosamente, quase que disciplinarmente, para que assim não nos envolvamos.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">É melhor por esta via&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">É mais segura essa sorte&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">A vergonha e a anestesia moral.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Eu e</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">As vias.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/04/18/%e2%80%9csao-paulista%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Off</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/26/off/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/26/off/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 23:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/26/off/</guid>
		<description><![CDATA[Desço a Augusta Crivo sem paciênciaMeticulosa menteDesencaixo o dia Mordo a fatiaCaminho sãoQuadra ao ladoImagino a lira Abraço a esquinaReencontro a luzGente fácil e tez De vários ângulos A noite é bruscaA carne é tenraA possibilidade jazzA vida é linda]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/off.jpg" class="image-link" rel="lightbox[2032]" title="Off"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/off-thumb.jpg" height="330" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>Desço a Augusta <br />Crivo sem paciência<br />Meticulosa mente<br />Desencaixo o dia</p>
<p style="clear: both">Mordo a fatia<br />Caminho são<br />Quadra ao lado<br />Imagino a lira</p>
<p style="clear: both">Abraço a esquina<br />Reencontro a luz<br />Gente fácil e tez <br />De vários ângulos</p>
<p style="clear: both">A noite é brusca<br />A carne é tenra<br />A possibilidade jazz<br />A vida é linda</p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/26/off/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O velho e o punk&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/24/o-velho-e-o-punk/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/24/o-velho-e-o-punk/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 18:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[historietas]]></category>
		<category><![CDATA[urbano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/24/o-velho-e-o-punk/</guid>
		<description><![CDATA[Sábio era ele que virava a Luis Coelho e seguia em direção à baixa para o seu café da tarde. Lá, do recosto de sua cadeira cativa (compartilhada com tantas outras bundas), o velho cruza os olhares com um punk de poucos tratos: - Nossa &#8211; disse ele- Que foi porra? - Seu cabelo.. sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/oldpunk1.jpg" class="image-link" rel="lightbox[2000]" title="O velho e o punk..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/oldpunk-thumb11.jpg" height="344" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>Sábio era ele que virava a Luis Coelho e seguia em direção à baixa para o seu café da tarde. </p>
<p style="clear: both">Lá, do recosto de sua cadeira cativa (compartilhada com tantas outras bundas), o velho cruza os olhares com um punk de poucos tratos:</p>
<p>- Nossa &#8211; disse ele<br />- Que foi porra? <br />- Seu cabelo.. sua aparência&#8230; &#8211; arriscava-se.<br />- Mas que merda você hein vovô? Nunca fez nada de diferente na vida não?</p>
<p style="clear: both">Meditabundo, dois goles de café depois, disse o velho de dentro de sua camisa xadrez:</p>
<p style="clear: both">- Fiz sim, querido. Quando era novo trepei com uma arara num festival hippie. Estava aqui pensando se você não era meu filho.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;">(.)<br />SanP.</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/24/o-velho-e-o-punk/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Líquidade</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/03/liquidade/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/03/liquidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 23:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[baixa]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/03/liquidade/</guid>
		<description><![CDATA[fonte: http://megustaaugusta.blogspot.com Estas ruas que se contorcem por entre as suas próprias eiras, buscam senão evitar o inevitável. Evaporando a sua paciência desde dentro das lamúrias de todos nós, a ladeira segue a si própria e escarnece os nossos piores perfumes. As veias transbordam sujeira. A noite é azul. O cheiro é farto. A impossibilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/CarolinaPaschoal_augusta_7.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1978]" title="Líquidade"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/02/CarolinaPaschoal_augusta_7-thumb1.jpg" height="499" width="333" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a><em>fonte: http://megustaaugusta.blogspot.com</em></p>
<div style="text-align: justify;">Estas ruas que se contorcem por entre as suas próprias eiras, buscam senão evitar o inevitável. Evaporando a sua paciência desde dentro das lamúrias de todos nós, a ladeira segue a si própria e escarnece os nossos piores perfumes. As veias transbordam sujeira. A noite é azul. O cheiro é farto. A impossibilidade de tudo é tão doce e tão linda.</div>
</p>
<p style="text-align: justify;">Não fosse a sábia bengala que apoiava os seus costumes, a bela senhora chegaria um verão depois do café estar pronto. E se nem por desdobrar o papel suado dos fanzines, nem mesmo que se descolassem todos os seus beijos encardidos e escondidos na cola dos lambe-lambes, nem que chova o dilúvio dos desavisados: nada demove o a identidade do seu trecho. </p>
<p style="clear: both; text-align: center;"><em>Nem mesmo os deuses passam por aqui, </em><br /><em>pois que aqui apenas dormem.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura aqui é a hora e ninguém se reconhece como inocente. Nem mesmo o pueril. Nem mesmo o alienígena geo-esquecido às portas e aos batentes. Nem mesmo a enxurrada é capaz destingir o cromo-concreto dos seus quotidianos. A sua tintura forte está nas fibras de todos nós, na grande trama da sua saia rodada. Mas e quem se atreve&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Horas atrás a cicatriz enrubescida no termômetro avisava que o segundo fora o dia mais quente do ano. Até parece que eles não freqüentam a baixa&#8230; Por aqui, a temperatura não se manca nem mesmo com o cair do dia. Nem mesmo que o próprio dia tropece. Nem mesmo que a chuva se desabe de si. </p>
<p style="text-align: justify;">Mais fácil é medir a hora mais quente do dia. E que se defina hora como aquele compasso, circadiano, que marca a sua pulsacão flébil e pungente. E que se defina dia como sendo, liquidamente, de seu primeiro ao último batimento. </p>
<p style="text-align: justify;">Aqui há tanta luz à noite quanto em qualquer outro instante. Em embate, um brilho escorrido, quase pegajoso, se esparramada das retinas alheias até a tênue luminosidade das suas lâmpadas cor de carne.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez o único canto em que aquelas espécies do tipo escura de luz se inventam. Seguramente a razão pela qual os afogamentos encanados do descuido pouco efeito têm por aqui. Em frente ao teatro, às margens do mercado ou namorando com carinho as portas perigosas dos salões das putas, tudo se afoga em luz.</p>
<p style="text-align: justify;">E combalida apenas pela falta de idéias sobre o que se pode ser feito com tantas idéias, a água serve senão para coroar o labor escrito nas ranhuras das mãos às tortas de Dona Maria. </p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura é alta, mas isso não é novidade. Assim ela é, como um Cáucaso desvairado a céu aberto no Ave-Marias da latino-américa&#8230; quando não morna.</p>
<p style="text-align: justify;">A gravidade é constante e leva água e tudo em seu meio para a garganta mais genital da praça. Mas isso também não é novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um pequeno gafanhoto, que em todo o seu direito augusto, se inquilinou na companhia da minha xícara.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse sinal em particular eu não conhecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Baixa &#8211; pelos deuses &#8211; vai chover de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/02/03/liquidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dá menina&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/26/da-menina/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/26/da-menina/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 10:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/26/da-menina/</guid>
		<description><![CDATA[fonte: Reuters Blog &#8230; Ela nem tem temaE tal qual poemaArranha ladeira e cadeiraFazendo esquema &#8230;Ela não lhe contariaQue como a sua tiaJá foi muito baladeiraFazendo fornicaria &#8230;Ela não abre o segredoNem se lhe cortar o dedoPorque assim, sem eiraA vida corre sem medo &#8230;Ela jamais se desajustaNem dentro da saia justaD&#8217;onde brota a suadeiraDe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both; text-align: center;clear: both; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/prostitute11.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1967]" title="Dá menina..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/prostitute1-thumb1.jpg" height="463" width="300" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>fonte: Reuters Blog</p>
<p style="clear: both">&#8230;</p>
<p style="clear: both">Ela nem tem tema<br />E tal qual poema<br />Arranha ladeira e cadeira<br />Fazendo esquema</p>
<p style="clear: both">
<div>&#8230;<br />Ela não lhe contaria<br />Que como a sua tia<br />Já foi muito baladeira<br />Fazendo fornicaria</div>
</p>
<p style="clear: both">
<div>&#8230;<br />Ela não abre o segredo<br />Nem se lhe cortar o dedo<br />Porque assim, sem eira<br />A vida corre sem medo</div>
</p>
<p style="clear: both">
<div>&#8230;<br />Ela jamais se desajusta<br />Nem dentro da saia justa<br />D&#8217;onde brota a suadeira<br />De descer e subir a Augusta<br />&#8230;</div>
</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/26/da-menina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Trecho Cão</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/20/trecho-cao/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/20/trecho-cao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 17:36:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>
		<category><![CDATA[visão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/20/trecho-cao/</guid>
		<description><![CDATA[Na vida pouco útil das esquinas altas da baixa, não há. E só o digo como um cachorro. Da Praça Roosevelt ao Conjunto Nacional se há de todas as utilidades da vida, mas praticamente nada pelas esquinas. A vida pára no ângulo das ruas apenas quando fecha o sinal&#8230; E não dura muito. As bocas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both">
<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-dog1.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1951]" title="Trecho Cão"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-dog1_bw-thumb.jpg" height="361" width="300" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>
<div style="text-align: justify;">Na vida pouco útil das esquinas altas da baixa, não há. E só o digo como um cachorro.</p>
</div>
<p><span id="more-1951"></span>
<p style="clear: both">Da Praça Roosevelt ao Conjunto Nacional se há de todas as utilidades da vida, mas praticamente nada pelas esquinas. A vida pára no ângulo das ruas apenas quando fecha o sinal&#8230; E não dura muito.</p>
<p style="text-align: justify;">As bocas de lobo próximas demais da boca, revelam os segredos lavados à enxurrada, primavera a primavera: não há senão raro o perfume do dia, palmo e meio do chão acima. Mas passa rápido o vento, sim senhor. E há também o som, sub-tonado tão obviamente pelo bafo emborrachado dos calçados ao redor, pois que a verdadeira sorte da rua pertence a aquele que tem os pés mais próximos do chão.</p>
<p style="text-align: justify;">É dali, somente dali que se pode ver que a senhora de roupas puídas anda mesmo sem as suas calcinhas. Só se você for um cachorro. Outro eixo, dois postes. Noutras horas nada tão decadente assim. (&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes é a menina da madrugada. Ou a distraída passageira que sai do taxi. Talvez então a delicadeza descolada que se agacha para o batom que despencou de si. Bem melhor e mais útil que o olfato de um cachorro urbano é o seu olhar. </p>
<p style="text-align: justify;">O velho e sua vassoura. A gravata e seus estrangulamentos. O segurança e a insegurança. A porta e a entrada. O afago e o afano. O pleite e o deleite. A diferença&#8230; Só um cão enxerga no mundo, o mundo que ninguém mais pode ver.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;"><em>Nas praças, pulgas e fugas.</em></div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both"><em>Nas marquises, alento e contentamento.</em></p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;"><em>Pipoca. Manteiga queimada.</em></div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;"><em>Olhos esbugalhados e pão aos bugalhos.</em></div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">Sem dono senão o próprio focinho, cantarolo minhas disputas pelos cantos como minha mais fuçada epítome. E de cara para o meio da rua, lado a lado com as esquinas (nú em pêlo) paro pernada e outra para poder ouvir todos os apelos. Cinco rosnadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Insensatez. Romance, quirela, fardo, fado e tecnopunk&#8230; Do meio, uma curva mais bem delgada indica que o perfume a identifica como gênero imediatamente oposto ao meu. No instante, adianto-me. Feromônio. <em>Ah, feral hormones&#8230;</em> Quatro voltas.</p>
<p style="text-align: justify;">E na confusão quase amônica da rua, lá do outro lado da esquina, nossos bigodes se endurecem por entrem as pernas do mundo paradas e à escapada de que a trilha fique verde. Eu com cara de pet, ela com visual de shop.</p>
<p>Dois latidos agudos, uma dúvida grave.<br />Ela olha, pela via.<br />E eu a via.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/20/trecho-cao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rumado</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/19/rumado/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/19/rumado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 12:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/19/rumado/</guid>
		<description><![CDATA[Photo: Dirty City, (http://www.uppernine.com) Pelos corredores da cidade o rumo é o centro. Nosso destino hora é o labor da hora ou do retorno. A nossa passagem é o meio. No núcleo da cidade, tal qual o miolo do peito intoxicado de fumo e brita do São, respiramos em direção a mais batimentos e batidas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-city.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1934]" title="Rumado"><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/dirty-city-thumb.jpg" height="248" width="330" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>Photo: Dirty City, (http://www.uppernine.com)</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Pelos corredores da cidade o rumo é o centro.</div>
</p>
<p style="clear: both">Nosso destino hora é o labor da hora ou do retorno.</p>
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">A nossa passagem é o meio.</p>
</div>
<p><span id="more-1934"></span>
</p>
<p style="text-align: justify;background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial;">No núcleo da cidade, tal qual o miolo do peito intoxicado de fumo e brita do São, respiramos em direção a mais batimentos e batidas.</p>
<p style="text-align: justify;">O miocárdio concreto de sons está. A luz embala. O milho com manteiga pisoteia com toda a gentileza os fanzines lapidados pela criação. </p>
<p style="text-align: justify;">Côco verde e chá mate batem o melhor papo do dia, mastigados por tatuagens férteis em sua plenitude e congeneridade. </p>
<p style="text-align: justify;">O assunto é a orbita dos pequenos mundos. A vida se esbugalha por entre as frestas deixadas pelo semi-círculo fecundado, às médias, por dores e odores. </p>
<p style="text-align: justify;">Magneticamente, o centro atrai com força repulsa. O esforço é reverso&#8230; e não há volta.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Exceto quando uma modalidade do seu dia é finda, </div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">E você </div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Ou retorna do centro, </div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Ou volta para ele.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="text-align: justify;">Pelos corredores da cidade o rumo é o centro.</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/19/rumado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Abraço&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/18/o-abraco/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/18/o-abraco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 10:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[abraço]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/18/o-abraco/</guid>
		<description><![CDATA[O abraço. Coisa gratuita. Coisa. De todos os gestos humanos, talvez o de maior proximidade física disponível. Não precisamos ser íntimos de alguém para trocar um. Porém, um abraço pode ser até mais profundo do que um beijo. No beijo os lábios se encontram. Em um abraço são os corações dentro do peito que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/hug.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1920]" title="O Abraço..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2010/01/hug-thumb.jpg" height="220" width="330" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a>O abraço.</p>
<p style="text-align: justify;">Coisa gratuita. Coisa.</p>
<p><span id="more-1920"></span>
<p style="text-align: justify;">De todos os gestos humanos, talvez o de maior proximidade física disponível. Não precisamos ser íntimos de alguém para trocar um. Porém, um abraço pode ser até mais profundo do que um beijo. No beijo os lábios se encontram. Em um abraço são os corações dentro do peito que se tocam. No abraço é peito com peito e laço de braços. Estes podem estar apertados ou frouxos. </p>
<p style="text-align: justify;">Inventamos o tempo e como nos mensurar dentro do espaço. Ainda bem que não inventamos o abraço&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine o primeiro? Como se não houvesse outro por onde, um avance na direção do outro, uma trombada, uma pegada&#8230; paz. Tal qual mastigar, o abraço digere quase qualquer coisa. O abraço ribomba.</p>
<p style="text-align: justify;">Até quando meio bruto, não se reclama quando uma vértebra estala, uma costela ou duas se contorcem. Se acorda. Agradece-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob a forma de amor humanizado na carne, a mecânica do abraço é simples, direta, eficiente. Em sua contramedida o abraço obtém exatamente aquilo que oferece, com o mesmo peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um se-entrelaça cheio de si, podemos aquietar o desafio do isolamento via o caminho do abraço. Já não somos assim tão maneiros naquela hora negra daquele dia, imagine se não soubéssemos abraçar? Imagine se não soubéssemos como ser abraçados&#8230;?</p>
<p style="text-align: justify;">Da ira térmica que se desaquece nas pulsações da nossa colisão, é no impacto de praticamente qualquer abraço que a temperatura de nossa moral regula-se de uma maneira quase homeostática. Abraço não tem estática. Abraço é interferência. </p>
<p style="text-align: justify;">É importante que o abraço se desenvolva, ou estamos fadados a um esfriamento global. Fardo pesado, roupas quentes demais essas nossas peles. O abraço é ecologicamente correto. Não desperdiça nada, recicla tudo. É nos dialetos misteriosos do abraço que a égide do cessar temporário de nossas dúvidas se agiganta e se rende. </p>
<p style="text-align: justify;">O abraço despenca-se em si próprio, enquanto nos apertamos para nos segurar.</p>
<p style="text-align: justify;">O exercício da válvula cardíaca, a transmissão do neuro-impulso, o chacoalhar do espírito dentro do contorno que nos desenha. Lá de dentro, mais uma imensidão particular de universos plenos em elemento, limitada em seus dramas e cores, nasce o desejo do abraço. Um pouco mais ao lado, na área oca, a necessidade do abraço.</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">Na vida, pois que a vida é pulso, contraímos e expandimos.</div>
</p>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<div style="text-align: justify;">E no abraço, que bombeia e nos bambeia, explodimos. </p>
</div>
<p style="clear: both">
<p style="clear: both">
<p style="clear: both; text-align: right;">por San Picciarelli</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2010/01/18/o-abraco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pulso Fraco.</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/11/14/pulso-fraco/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/11/14/pulso-fraco/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 07:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[atual]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=1655</guid>
		<description><![CDATA[Qual é a melhor maneira de definir o amor? Muitos já tentaram. Poucos, muito poucos tiveram êxito. Como toda e qualquer coisa que existe, se é real, então pulsa. O amor para existir, também precisa pulsar. Um pulso é um estado de expansão seguido de uma contração. Pulsação são vários pulsos, sucessivamente. A vida está, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/galss.jpg"></a><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/gals.jpg" rel="lightbox[1655]" title="gals"><img class="size-full wp-image-1682 aligncenter" title="gals" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/gals.jpg" alt="gals" width="270" height="330" /></a><span id="more-1655"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Qual é a melhor maneira de definir o amor? Muitos já tentaram. Poucos, muito poucos tiveram êxito.</p>
<p align="justify">Como toda e qualquer coisa que existe, se é real, então pulsa. O amor para existir, também precisa pulsar. Um pulso é um estado de expansão seguido de uma contração. Pulsação são vários pulsos, sucessivamente. A vida está, de fato, em um único pulso e repete-se para poder ser, ao fechamento de cada ciclo.</p>
<p align="justify">Expande, contrai. Pulsação. Verbo. Vida. Há. Se cessar, então não mais há. Não pulsa, não vive. Não é. Amor não é uma mistura de outras coisas. Cada coisa é o que é. O amor é outra coisa&#8230;</p>
<p align="justify">Se tomarmos o amor como algo que se amplifica, contagia, abraça.. cresce, é muito mais próvavel que o amor seja uma expansão do que o contrário. Sendo assim, como algo que nasce do indefinível, externiza a si próprio no movimento de sua própria natureza e define-se por esse mesmo movimento, o amor só pode atingir o ápice de sua definição quando atinge o ponto que o obriga ao caminho de volta: o caminho da contração.</p>
<p style="text-align: center;">Se expandir demais, explode. Se contrair demais, implode.</p>
<p align="justify">Pulsação é equilíbrio. Viver é equilíbrio. O bem e o mal são partes do mesmo pulso. Sem pulso, é morto.</p>
<p align="justify">Expande, contrai. Dia, noite. Vida, morte. Prazer, dor. Só é possível bem definir o positivo, se pudermos ao menos contemplar até onde vai nossa compreensão do negativo, em nós, no outro, e em tudo entre ambos.</p>
<p align="justify">E por falar em nós&#8230;</p>
<p align="justify">O que dizer de nossa capacidade definir a nós mesmos? Vivemos em um país onde as mínimas milimetragens do fio dental dentro do ônibus público não despertam a mesma ira imbeotizada dos 700 e tantos contra um vestido justo agarrado às coxas brasileiras de mais uma estrangeira entre os nacionais.</p>
<p align="justify">É nesse mesmo país que contemplamos a bigodada amarrada às suas gravatas pseudo sacro-sacras à caça de vaginas baratas e acolhedoras da baixa-augusta. No mesmo canto onde mais uma fêmea de ambições pueris é desonrada, enquanto o riso alheio cobre sua vergonha pelos corredores da academia de imortais mais baratos que um diploma comprado. Como homem, às vezes não entendo como chegamos a certos extremos&#8230;</p>
<p align="justify">Nas mesmas eiras em que, à beira de nossos próprios abismos, driblamos a lei com a arte bioenergética do nosso talento. Expulsamos para calar à cárie moral das bocas cínicamente abertas e voltamos atrás em tudo, como se nossa palavra fosse tão torpe quanto as caras de merda por detrás das retinas verdes de mofo, amarelas com a hepatite do cinismo e da contradição.</p>
<p align="justify">
<p align="center">Dizia aquela boa ela (boa mesmo!)&#8230; sobre os<em> <strong>&#8220;Votos de submissão&#8221;</strong></em></p>
<p class="style1 style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Costuro as suas meias para o longo inverno&#8230;</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Use capa de chuva, não quero ter você molhado.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda &#8211; Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas &#8211; Depois olantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Os meus desejos ireie ver nos teus olhos refletidos.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">(Nem vou deixar &#8211; mesmo querendo &#8211; nehuma fotografia.</span></strong></p>
<p class="style1" align="center"><strong><span style="color: #a5e0fc;">Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)</span></strong></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="333" align="center">
<tbody></tbody>
</table>
<p align="justify">Quem disse?</p>
<p align="justify">O contorno letra-tatuado por todos os seus cantos, que saiu nú na Playboy ao mesmo tempo em que de frente para seus quatro filhos e mais de 9 livros publicados mandou o dedo do meio para o homem com H de hipocrisia&#8230; Quem escreveu esse voto poético leva o nome de Fernanda Young. <em>(um beijo sincero para você)</em></p>
<p align="justify">Escadalosamente, como em uma contração abissal do olhar, todo mundo olhou. Mas o esdândalo mesmo é não sermos capazes de franquear sua linha corporal para além da fronteira do bunda enorme, nome de fruta e o demi-gozo de uma punheta arrítimica, ao som de uma clara mensagem rumo ao porra nenhuma. Não é permitido a uma fêmea escrever, pensar, provocar&#8230; queira com a caneta, a imagem ou a barra curta do vestido rosa apertado.</p>
<p align="justify">Sob tamanha escassez de algo legítimo, os bons não têm escolha senão tornarem-se traficantes de realidade. Se movimentar a sua ação na direção de apoiar a quem precise, certamente terá de pedir &#8216;autorização&#8217; para o &#8216;dono do <em><span style="text-decoration: line-through;">morre</span></em>&#8216; para levar as migalhas do positivo, para dentro da enormidade de contrações comandadas pelo absurdo do negativo. Traficar o bem, para dentro do bem, através da fronteira do mal&#8230; é ridículo. É pior que isso. Como numa pulsação disformemente impossível, teórica e praticamente, não existe. Mas está lá.</p>
<p align="justify">Está lá tal qual o processo que começa a ser redigido no tribunal das indenizações pró-bunda. Falo da bunda da instituição e da nossa própria, e não da moça, o falso algoz de si mesma. Pobre menina Geisy, que já toda embriagada por litros e litros de celebritismo envelhecidos em tonéis merchandise mixo, sai TV afora de programa em programa para falar sobre o que todos nós já deveriamos estar cansados de saber:</p>
<p align="justify">O poder não é só meu, mas também não é só seu.</p>
<p align="justify">Ficou mais uma vez bastante claro o quanto amamos mulheres assim&#8230; Isso é, verdadeiramente, lamentável.</p>
<p align="justify">Se amar é atrair, odiar é repelir&#8230; Como é possível que se &#8216;leia&#8221; revistas de imagem com os olhos fechados no ostracismo? Como perdemos a piada? Como é possível que se grite &#8216;puta&#8217; pelos corredores do questionamento com a boca costurada no cinismo? Como fazer piada quando somos nós na verdade a perder?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Como se define o amor?</strong></p>
<p style="text-align: center;">Amor é ausência de ódio (e vice-versa). Ponto.</p>
<p align="justify">Até nos permitirmos ousar para além dos limites de nossos próprios opostos, tão parca será nossa capacidade de definir quem somos, tão amiúde se manterá nossa habilidade de recriarmos a nós mesmos. E que fique bem claro: recriar não é copiar. Pelo menos, não deve ser&#8230; Mas de que vale isso no país do pirata, da pizza, da dissimulação, e da inatividade sobre todas as outras coisas fabulosas que temos, mas que sempre vem depois?</p>
<p align="justify">Crescidos ou encolhidos, bem feitos ou só bonitos, nus ou nem tão por isso, estamos mesmo é fodidos em nosso próprio non-sense&#8230; de verde e amarelo.</p>
<p align="justify">À puta que o pariu&#8230; pátria amada Brasil!</p>
<p style="text-align: right;" align="justify"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>crônica/montagem photo</em></p>
<h6>Obs: os direitos sob as imagens compiladas pertencem a seus respectivos proprietários.</h6>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/11/14/pulso-fraco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>São Paulista</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/09/sao-paulista-2/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/09/sao-paulista-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 22:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=1557</guid>
		<description><![CDATA[“São Paulista” (texto de Agosto/03-2008) As via, mas não enxergava&#8230; Mesmo que não hajam motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes pelas venosas ruas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="line-height: 18px; font: normal normal normal 21px/normal 'Times New Roman'; margin: 0px;"><a style="text-decoration: none;" href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/sppaulista.jpg" rel="lightbox[1557]" title="sppaulista"><img class="size-medium wp-image-1558 alignleft" title="sppaulista" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/10/sppaulista-205x300.jpg" alt="sppaulista" width="205" height="300" /></a></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; line-height: 18.0px; font: 21.0px Times New Roman;"><strong>“São Paulista”</strong></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;"><em>(texto de Agosto/03-2008)</em></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">As via, mas não enxergava&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">Mesmo que não hajam motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes pelas venosas ruas e avenidas dispostas na imensidão da divisão e dos caminhos, para que caiamos voluntariamente no mínimo geo-métrico de nossos próprios descaminhos.<span id="more-1557"></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">A nascente líquida e férrida de linhas e contornos, feita os trilhos de uma locomotiva a todo o vapor com perca umidade relativa e rasa liquidez sensorial, simplesmente, nos descarrila. Não daquele que vê a via, dentro de nós mesmos, auto-absorvido pelo ódio ocioso da nossa intemperança. Mas daquele que via o caminho, do lado de dentro do outro, que nos cerca daquele modo tão não-intencional, sobremaneira inocente e ainda assim, emocionalmente carnívoro.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">Há luz por entre as frestas, há o café quente e o rebuscado carbônico dos escapamentos. Não há escapatória. Há muitas válvulas, de escape, que escapam&#8230; Mas a ordem, não há.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">As esquinas não mais guardam a poesia dos tempos e os seus cantos escuros, cada vez mais escuros, já não mais dependem da espreita ou da escapada da sorte para atrair a captura dos vitimados e dos voláteis. A sua acolhida nem sequer se ruboriza e o seu convidatorismo não é menor que o seu descaramento.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">E dali, do meio da sua cara suja brotam os germinais mais pueris, das suas entranhas, brutalmente preparados para tudo, totalmente despreparados para nós. Poderiam ser os nossos filhos&#8230; E de nem sequer conhecimento, sequer percepção, horrorizamo-nos copiosamente, quase que disciplinarmente, para que assim não nos envolvamos.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">É melhor por esta via&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">É mais segura essa sorte&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman; min-height: 18.0px;">A vergonha e a anestesia moral.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">Eu e</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; line-height: 18.0px; font: 16.0px Times New Roman;">As vias.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: medium;"><span style="line-height: normal;"><br />
</span></span></div>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/10/09/sao-paulista-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De um leitor&#8230; Aranha</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/04/de-um-leitor/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/04/de-um-leitor/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 00:17:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[João Aranha]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[urbano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/04/de-um-leitor/</guid>
		<description><![CDATA[Inspirado em uma outros textos sobre a Augusta aqui da Central &#8211; como &#8220;Desça a Maria&#8221; e &#8220;Cortada em Duas&#8220; - o cumpadre João Aranha escreveu o texto abaixo, que re-publico com agradecimentos. Algo na Augusta No sobe e desce Ela cresce No vai e vem Ela tem Fecha, abre Se mantém Esquinas de gente Povo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both">Inspirado em uma outros textos sobre a Augusta aqui da Central &#8211; como &#8220;<a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/23/desca-a-maria/">Desça a Maria</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/12/cortada-em-duas/" target="_blank">Cortada em Duas</a>&#8220; - o cumpadre <a href="http://reverbera.zip.net/" target="_blank">João Aranha</a> escreveu o texto abaixo, que re-publico com agradecimentos.</p>
<p style="clear: both; text-align: center;"><strong>Algo na Augusta</strong></p>
<p style="clear: both"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/sidewalk1.jpg" rel="lightbox[1438]" title="sidewalk.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1445" style="margin-left: 22px; margin-right: 22px;" title="sidewalk.jpg" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/sidewalk1.jpg" alt="sidewalk.jpg" width="227" height="455" /></a>No sobe e desce<br />
Ela cresce<br />
No vai e vem<br />
Ela tem<br />
Fecha, abre<br />
Se mantém<br />
Esquinas de gente<br />
Povo, pessoas<br />
Lugar peculiar<br />
Local sem igual<br />
Sexo, raça<br />
Credo, cor<br />
Todos nela<br />
Riso ou dor<br />
Para lá e para cá<br />
Cruza a Paulista<br />
Sem temor<br />
Arte na rua<br />
Rua da arte<br />
Tem de tudo<br />
Tem de todos<br />
De Sampa<br />
Faz parte<br />
Parte dela muita gente<br />
Parte em dois<br />
Parte nossa<br />
E na bossa<br />
Rock, pop<br />
Tem swing, soul também<br />
Algo nela vibra, causa<br />
E por uma boa causa<br />
Caio dentro<br />
Vou também.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>João Aranha | 12/08/2009</strong></p>
<p>http://reverbera.zip.net/</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/04/de-um-leitor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cara de Augusta</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/01/cara-de-augusta/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/01/cara-de-augusta/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 06:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[careta]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/01/cara-de-augusta/</guid>
		<description><![CDATA[Cheia de preferências e gostos, não há pele em seu semblante desforme que não se enrugue diante das milhões de caras que faz. Com inúmeras facetas, mil faces, cada um dos rostos que se encerra em sua forma faz uma careta para olhar retina adentro daquele que ousar cruzar seu caminho. Seja uma careta rija [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><a class="image-link" href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/careta-full.jpg" rel="lightbox[1355]" title="Cara de Augusta"><img class="linked-to-original" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/09/careta-thumb1.jpg" alt="" width="300" height="435" align="left" /></a>Cheia de preferências e gostos, não há pele em seu semblante desforme que não se enrugue diante das milhões de caras que faz. Com inúmeras facetas, mil faces, cada um dos rostos que se encerra em sua forma faz uma careta para olhar retina adentro daquele que ousar cruzar seu caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja uma careta rija em dia de frio ou convidativa em todos-os-dias de calor, a língua de fora pode ser tanto um deboche como também um convite escrachado. Pode vir de qualquer um, para qualquer outro. Pode ser para alegrar ou para intimidar. Pode ser, pode nem sequer tentar ser&#8230;<span id="more-1355"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Se o traço do seu caminho pela Augusta for linear, não fará qualquer diferença cruzar a rua e trocar de calçadas. Você estará sempre muito longe de compreender os pormenores de cada ângulo e nem vai notar que ao lado da entrada do hotel para quem não é daqui, está a calçada de saída para quem daqui sairia se pudesse&#8230; se quisesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vai ser incomodado com a arte diferente que, se contemplada, lhe incomodará um bocado. Talvez a ponto de você se questionar se aquilo é mesmo, realmente, arte. Mas aqui até a arte não tem dublês.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o seu próprio compasso bater no mesmo tempo do relógio que tica abaixo do asfalto por mil vezes recoberto, que ruge por entre as rachaduras das calçadas bucólicas e imundas em toda a sua imaculada descaradez, é seguro que até o seu vocabulário mudará. Você torna-se inseguro, perde a palavra, rouba-se do próprio termo e perde o passo, parando para ver. Se decidir se perder de vez, até paga para ver. Leva um tempo não-turista para isso mudar e você ver &#8216;mais&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando foi a última vez que você comprou uma idéia? Por certo que há bem menos tempo do que a última vez em que a consumou depois de pagar por ela. Sem buscar criar em você qualquer fantasia de que existe algo por aqui que pode ser seu, sem que você pague por seu preço, a oferta do sublime e do espúrio é qualquer coisa, menos cínica. Tudo mostra seu valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem cara feia mas novamente, cheia de caras e bocas, Augusta não fará quaisquer esforços para se redimir da sua desvergonha. Se lhe oferecer jazz, será jazz genuíno e mais caras. Se lhe disser &#8216;carne&#8217;, será um mercado de carne real e mais muitas caras. Até se lhe vender os pensamentos logo de cara, via uma enorme cara escancarada para fora de seus próprios irrealismos, toda pintada, com voz impossível e cartões feitos e escritos à mão; será cara sobre cara e mais a sua cara, transformada. E é tudo real&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">De línguas para fora da sua careta multi-forme, peculiarmente única, trocará de você o seu vis-a-vis todo elaborado pela possibilidade de um mergulho obscuro no lindo indescoberto, no sujo sem qualquer cobertura, na música dôce, no som ardido, na certeza disso, na possibilidade daquilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente das outras eiras da cidade, nessa beira tudo por aqui pode permanecer o mesmo, com exceção da sua cara, pois é na gênese de sua própria expressão que habita o <em>pure-</em><em>visage</em> que dela se deprende.</p>
<p style="text-align: justify;">É da própria cara que a deidifica que nascem todas as outras, e jamais o contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tiver baixa tolerância cutânea, deixe-se então intoxicar pelo fumo e pelo brio raro de um sítio arqueológico-urbano a céu aberto e tente, se ousar, posar. Você já sabe que qualquer tribo tem livre trânsito e que o facto de não ser tão bem-vindo em qualquer outro canto não lhe restringe espaço por entre essas linhas esquálidas, baixa-Augusta abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tente fazer uma cara que não seja a sua, e note o ruído ao seu redor quando for encarado por ollhares reais, deformados ou magníficos, milidécimos ou eternos, aleatórios ou simplesmente ao léu&#8230; e sorria: você está na baixa-Augusta.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a sua cara é real, então você é bem-vindo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não é, foda-se.</p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/09/01/cara-de-augusta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Blitzes da Lei Anti-Fumo&#8230; Valendo!</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/11/blitzes-da-lei-anti-fumo-valendo/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/11/blitzes-da-lei-anti-fumo-valendo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 07:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo de Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Antifumo]]></category>
		<category><![CDATA[nova lei]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=1267</guid>
		<description><![CDATA[(fonte: &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;) Os 500 caça-fumaça saem às ruas no primeiro minuto desta sexta-feira, com bloco e caneta na mão, para multar estabelecimento que permitir o uso do cigarro em ambiente fechado. A lei antifumo prevê multa inicial de R$ 792,50 a R$ 1.585 dependendo do porte do estabelecimento, aos recintos que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>(fonte: &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;)<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os 500 caça-fumaça saem às ruas no primeiro minuto desta sexta-feira, com bloco e caneta na mão, para multar estabelecimento que permitir o uso do cigarro em ambiente fechado. A lei antifumo prevê multa inicial de R$ 792,50 a R$ 1.585 dependendo do porte do estabelecimento, aos recintos que não banirem fumo e fumódromo, deixarem de colocar avisos sobre a lei em local visível e não retirarem cinzeiros. O valor da sanção dobra em caso de reincidência. O terceiro flagrante rende suspensão das atividades por 48 horas e na quarta infração, o gancho para o estabelecimento é de 30 dias.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<div id="attachment_1270" class="wp-caption aligncenter" style="width: 552px"><a href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1270  " title="leiantifumo" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/08/leiantifumo.jpg" alt="Lei Anti-Fumo" width="542" height="145" /></a><p class="wp-caption-text">Lei Anti-Fumo</p></div>
<p style="text-align: center;"><em><strong>(Comenta Eduardo Carvalho)</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Sou fumante e, em nome da civilidade, não tenho como refutar a boa-intenção dessa lei. Preocupa-me, contudo, o detalhe do &#8220;dedodurismo&#8221; que a reveste: como a fiscalização se resume a 500 grupos e esta cidade é imensa, decerto serão os delatores aqueles que a poderão fazer funcionar. Delatar alguém para mim não tem justificativa e posso imaginar concorrentes &#8220;delatando&#8221; os outros para que estes sejam fechados. Também imagino brigas, discussões e gritarias entre usuários de bares, pubs, danceterias e outras casas do gênero, já que em restaurantes o convívio é geralmente mais sossegado.</p>
<p style="text-align: justify;">Funcionará? Não sei, mas acho que é ridículo e hipócrita controlar fumaça de cigarros em uma cidade cujos índices de poluição são altíssimos. A demagogia cresce quando se sabe que há uma lei de controle veicular que deixou de lado os veículos velhos e não há nenhuma previsão legal que obrigue a instalação de prosaicas chaminés em caminhões (que maior agressão pode haver que receber no rosto a descarga de fumaça advinda do escapamento de um caminhão parado ao seu lado num semáforo?). Entrementes, tratamento para viciados em nicotina não existem&#8230; e a fabricação de cigarros continua de vento em popa, para júbilo dos arrecadadores de impostos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Decerto, a Augusta será alvo preferencial desses smokebusters. Há comerciantes preocupados com o movimento. Enfim, um novo marco regulatório de nosso comportamento entra em vigor &#8211; e eu, por princípio, sou contra. Hoje, é isso; amanhã, pode ser a cor da camisa que se usa, ou o laço da gravata, e coisas assim.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><em><strong>(Comenta San Picciarelli)</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Não sou fumante e também em nome da civilidade, posso senão dizer &#8220;até que enfim&#8221; e também &#8220;lamento muito&#8221;. Até que enfim, pois as pessoas que não fumam (como eu) poderão re-popular os seus antigos lugares em ambientes fechados sem que condenem a si próprios sob a sentença inevitável de inalar a fumaça alheia. Dando um passo de cada vez, fico satisfeito com a iniciativa da sociedade em geral em aprovar a tal lei. Quem sabe o próximo seja elaborar sobre o eliminar da fumaça moral que nos cega à todos na grande São Paulo? Seria preciso uma lei ou apenas essa, como treinamento, engatilharia as primeiras reações, mais positivas, melhores, socialmente mais saudáveis para o grupo &#8211; ao invés de satisfatória para o indivíduo de &#8216;direito&#8217;? Por fim, devo dizer que &#8220;lamento muito&#8221; pois foi, de facto, necessária a criação de uma lei para onde bastaria apenas o bom-senso e a civilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Bastaria apenas se aquele que exige fazer uso de seu direito de fumar pensasse que, ao expelir a fumaça da sua decisão, obriga arbritariamente aquele outro, que não fuma, não quer fumar&#8230; mas acaba fumando. Lamento que a mensagem que passemos uns aos outros é a de que &#8220;primeiro eu e o meu direito, depois&#8230; foda-se o outro&#8221;. Fico contente que esta cínica bolha finalmente estourou e agora, quem não gosta terá &#8216;direitos&#8217; também. Um contra-senso indigesto, mas infelizmente necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">No final das contas penso que não será trabalho demais para quem fuma cumprir a lei &#8211; ou então iniciar individualmente um diferente estágio de compreensão e uso do senso social. Como se faz em hospitais e afins, quem quer fumar &#8220;dá uma saidinha&#8221;. Por experiência própria, muitas vezes nem fui à um certo lugar só para &#8220;não fumar&#8221;. Anti-tabagista declarado, estou convencido que é bem mais fácil &#8220;sair para fumar&#8221; do que simplesmente &#8220;nem ir&#8221;. Não ser obrigado a misturar meia-diversão com ataque à saúde é, enfim, um alívio do grande caralho&#8230; E para quem quiser mesmo fumar em locais fechados não se desespere, ainda há a sua chance. Tabacarias (e prisões, acredite!) estão liberadas. Ironicamente, a tal <em>saidinha</em> para fumar, pode ser uma grande oportunidade para se &#8216;tomar um ar&#8217; também.</p>
<p style="text-align: justify;">Por aqui, acredito que pode funcionar e muito. A baixa-Augusta, com seu olhar bucólico e imperdoável, tem o que mostrar a quem quer que venha às suas calçadas rabiscadas. E quem sabe agora dizer &#8220;não fede, nem cheira&#8221; seja adequadamente melhor para <em><strong>todos</strong></em>&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Serviço:</strong></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" target="_blank">Portal</a> da <a href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" target="_blank">Lei Antifumo</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/08/11/blitzes-da-lei-anti-fumo-valendo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aperte o Passo, ou Passe Aperto&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/17/aperte-o-passo-ou-passe-aperto/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/17/aperte-o-passo-ou-passe-aperto/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 20:09:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=1135</guid>
		<description><![CDATA[Aperte, para não ser Apertado&#8230; Durante uma caminhadazinha pouco apressada pelas calçadas da baixa-Augusta, uma jovem &#8216;bacanamente&#8217; arrumada em suas cores e acessórios &#8211; tipo agradável típico daqui da região &#8211; livra a orelha direita de poucos piercings de uma camada de cabelo azul-e-vermelho com mais uma presilha colorida. Escaneando a faixa de pedestres e o luminoso do farol, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Aperte, para não ser Apertado&#8230;</strong></p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Durante uma caminhadazinha pouco apressada pelas calçadas da baixa-Augusta, uma jovem &#8216;bacanamente&#8217; arrumada em suas cores e acessórios &#8211; tipo agradável típico daqui da região &#8211; livra a orelha direita de poucos piercings de uma camada de cabelo azul-e-vermelho com mais uma presilha colorida. Escaneando a faixa de pedestres e o luminoso do farol, ela tira o seu celular da bolsa e antes de regovernar seu olhar e marchar em direção à rua Peixoto Gomide, ali mesmo no final da tarde, abre o flip do aparelho e diz &#8220;Alô?&#8221;.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Assalto" src="http://1.bp.blogspot.com/_0qXJaA8W958/SJssNz3kBDI/AAAAAAAAApk/HiBGrUG-Xlc/s320/assalto.jpg" alt="Aperte-se" width="250" height="238" /><p class="wp-caption-text">Aperte-se</p></div>
<p>Do outro lado da linha, alguém deve ter estranhado um bocado ao ter ouvido &#8221;&#8230; ela não vai poder mais falar, valeu!&#8221;. E enquanto recuperava o fôlego afogado no susto que ainda estava mergulhado nos fundos do estômago, branca como a parede às suas costas, ela mal podia acreditar que acabara de ser assaltada por um garoto de bicicleta que ainda teve as manhas de concluir a chamada por ela, enquanto se re-equilibrava em alta velocidade Augusta abaixo&#8230;</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Que merda&#8230; Mas pior mesmo seria então se eu dissesse que não é dificil registrar momentos assim. Seria bem pior se eu falasse que isso já está ficando meio <em>comum </em>por aqui. Bem, se quiser eu digo. Ok, lá vai: o pior é que tem acontecido mesmo. Demais, eu diria. Como a própria Rua Augusta tem lá uma habilidade própria para deixar suas marcas, quem a frequenta mais contantemente aprendeu rápido que se dispor ao bate-papo caminhando junto ao meio-fio <em>(outras vezes até na calçada mesmo)</em> pode ser um risco.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><img class="   " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Rua_Augusta.svg/800px-Rua_Augusta.svg.png" alt="Maria Augusta" width="230" height="123" /><p class="wp-caption-text">&quot;Maria Augusta&quot;</p></div>
<p>Já falei isso antes n&#8217;outra crônica. Certo, mas por que parar se a coisa em si ainda persiste? Não basta a boca amiga avisar de ouvido a ouvido que os roubos e furtos só fazem crescer aqui e em todo canto, que não se pode desfrutar do privilégio de simplesmente caminhar à vontade sem todos os alarmes ligados&#8230; veja: não basta! Precisamos de algo mais.</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>A rua continua belíssima e terrível. Plena de ponta a ponta, movimentada, viva e cheia de verve. Os butecos ainda acolhedores e a engenharia de suas linhas ainda lindas entre a sujeira, misteriosas em seus grafites e lambe-lambes espalhados pelas eiras e beiras. A comida continua boa, o chopp geladinho e a conversa desdobrável.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Padaria" src="http://www.guiadasemana.com.br/photos/place/r-bellapaulista_r.jpg" alt="Padaria Bella Paulista" width="218" height="144" /><p class="wp-caption-text">Padaria &quot;Bella Paulista&quot;</p></div>
<p>O que incomoda é que a própria velocidade obrigatória, para a nossa própria proteção, nos vai impedindo pouco a pouco de perceber mais sobre este pedaço tão especial da cidade. Me diga quantos lugares de São Paulo você conhece onde tantas pessoas diferentes circulam no mesmo espaço? Quando eu digo diferentes, quero dizer bem distintos mesmo. Punk, padre, velhinha, ou um padre-punk-já-velhinho&#8230; no mesmo café.</p>
<p>Do contrário, seria impossível reconhecer os paralelos únicos entre a Dona Robertina e a própria rua. Ela mais uma que migrou de algum canto do país para tentar a sorte pelas bandas d&#8217;onde a regra é o azar açucarado com a criatividade e o bom-humor. No meio, milho salgado ou dôce. E enquanto eu ia pensando no assunto com o saco de pãezinhos quentes à tira-colo, distraído por dentro &#8211; mas bem atento por fora &#8211; acabei esbarrando no Seu Damião.</p>
<p>Poeticamente, minha leve cotovelada se estabacou no bom humor do cabra-senhor de um sonoro <em>&#8220;bater pode, mas num deixa o pão cair&#8230;!&#8221;</em>. Meia dúzia de risadas para frente, Seu Damião remenda um cômico<em> &#8220;só tem feladaputa nessa cidade&#8230; ô povo loco&#8230; vai com deus, meu cumpadrinho&#8221;</em> e lá ganhei eu mais um &#8216;com-padrinho&#8217; e vizinho, que nem sequer mora por aqui. Sem deixar cair o meu pãozinho &#8211; <em>é, aqui não se deixa cair o pão ao invés da peteca; ninguém tem tempo de jogar peteca por essas bandas </em>- retomei o rumo me desviando dos outros ternos e saias bem mais apressados que eu e Damião.</div>
<div style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><img class=" " src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/augusta-inferno.jpg" alt="Boate Inferno (letreiro)" width="280" height="186" /><p class="wp-caption-text">Boate &quot;Inferno&quot; (letreiro)</p></div>
<p>Mesmo com duas delegacias bem pregadas entre os dois pontos deste trecho da baixa-Augusta, ainda assim, se demora meio que de vinte a quarenta e cinco minutos para que meninas ofegantes e de olhos estatelados possam explicar porque não conseguiram ir além do &#8220;Alô?&#8221;.</p>
<p>E falando em voltar para casa<span style="font-size: x-small;">, </span>por volta das 10 e pouco da noite e com a rua ainda movimentada, uma moradora do prédio onde eu moro foi jogada no chão por dois menores e teve a sua bolsa subtraída sem dó. Não adiantou gritar nem correr e o salto alto, dessa vez, agiu como inimigo. Minha avó dizia que &#8220;&#8230; não demora nada e tudo virá pó de novo&#8221; e me pergunto: o que vai virar um pendrive cheio de documentos de pesquisa para um TCC, cartões de crédito e débito já cancelados e uns 45 reais? Sim, a Dona Olga tem razão: vai virar pó, e cola, e crack, ou qualquer outro sedativo.</p>
<p>Não se pára, praticamente, nem no farol. Se parar, a janela está fechada. E quem não tem pressa, tá sedado&#8230;</p>
<p>Mas olha só&#8230; Claro que o trabalho da polícia não é fácil&#8230; nem de longe. Sou daqueles que prefere depositar sua crença na máxima de que mesmo diante de todos os contratempos e pormenores, o buraco é mais embaixo quando o assunto é segurança pública. A política do medo nos converte em cínicos respeitadores.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 293px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Night Bikers" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ukfd6A64_mE/SedBCSbTBcI/AAAAAAAAAus/Ssdox48KGT8/s320/OgAAABV1plopXH8e0dzHQw2NFUlYt9xqvmQ18C25jkT3sWywggA0wmLyq8043oWsdoR94D5-TcIBdust436sNHsgnmoAm1T1UPe1PDeIcgfVIRnxRiaimiYkHo1K.jpg" alt="Night Bikers - Pedalada do Bem" width="283" height="288" /><p class="wp-caption-text">&quot;Night Bikers&quot; Pedalantes do Bem</p></div>
<p>Sim, você deve respeitar a arma, quer ela esteja na mão da lei para mantê-la, ou da rapaziada anestesiada e na busca de ter o que não conseguem ter sem colocar a própria lei em cheque. O problema é que o próprio instrumento da lei, desanda vez ou outra. No que confiar? Bons tempos eram aqueles em que eu pensava em ser bombeiro e achava a farda algo acima de qualquer suspeita. Nessa época eu corria para chegar em casa depois da escola e comer rabanada&#8230; Virei psicanalista, cronista e pesquisador e em quase 11 anos de prática, percebi que sonhar não dói mas confesso que ainda não entendi a piada. Não deveríamos ao menos <em>crer</em> que o mínimo seria estar acima de qualquer suspeita? E assim vamos sendo &#8216;apertados&#8217; a nos tornar cada vez mais cínicos&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Já hoje, fácil mesmo tem ficado cada vez mais o trabalho da malandragem, de bicicleta ou a pé mesmo&#8230; Demora tanto tempo, a organização desorganiza-se esquina a esquina, que é quase garantido que se você não apertar o passo, alguém acaba apertando você.</p>
<p>E eu não estou falando em ser apertado na frente daquela escadinha com a luz vermelha não&#8230;</p>
<p align="right"><strong>San Picciarelli </strong></p>
<p align="right">
</div>
<p style="text-align: justify;">
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/17/aperte-o-passo-ou-passe-aperto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jornal-esmo&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/06/jornal-esmo/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/06/jornal-esmo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 00:20:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[bairro]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[problema]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=1050</guid>
		<description><![CDATA[Independente de quantos jornais, revistas e canais de TV nós assistimos todos os dias, o broadcasting dos &#8220;fatos&#8221; mudou completamente de meios e formatos. Diariamente, vemos a prova de que o próprio cotidiano dos grandes aglomerados e a fusão dos veículos mais sociais de comunicação eletrônica/digital assumem a frente da informação. Ao invés de esperarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Independente de quantos jornais, revistas e canais de TV nós assistimos todos os dias, o broadcasting dos &#8220;fatos&#8221; mudou completamente de meios e formatos. Diariamente, vemos a prova de que o próprio cotidiano dos grandes aglomerados e a fusão dos veículos mais sociais de comunicação eletrônica/digital assumem a frente da informação.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao invés de esperarmos que um editor decida em sua sala o que deve ou não ser impresso e distribuído, antes (muito antes) a informação já correu muitas redes de pessoas, já foi verificada e até mesmo inventada.</p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><img class="size-medium wp-image-1053" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/zebra-300x195.png" height="195" align="left" width="300" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />Na semana em que, de facto, morreu Michael Jackson, várias outras celebridades &#8220;seriam&#8221; também assassinadas pelo novo jornalismo livre. E isso não é privilégio apenas do mais desinformados ou mal-intencionados. Sites grandes como a próprio UOL repassou a notícia de que a cantora pop juvenil Lady Gaga teria cometido suicídio ao saber que um de seus ídolos havia morrido. Aliás, enviei pessoalmente uma comunicação de errata à UOL notificando da não-verificação desta notícia até aquele momento. Algo que infelizmente não produziu qualquer resposta. O fato é que a notícia foi ao ar.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto foi que, excentricidades dos tempos modernos à parte, penso que o tema merece um pouco mais de atenção que roupas pretas, panelas apanhando de jovens com seus narizes pintados de vermelho aqui na cabeça da baixa-Augusta. Com o povo ligado à tudo (muitas vezes, também à nada) através de seus celulares e smartphones, não demorou muito e pude ver umas meninas lamentando &#8211; e repassando &#8211; a tal notícia de que aquela artista havia cometido suicídio diante da morte de Michael Jackson. Assim mesmo, enquanto mordia uma fatia de pizza de balcão e escrutinava a tela de seu celular&#8230; &#8220;Gente, a Lady Gaga se matou&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Desconfortavelmente, por exemplo, tem crescido o número assaltos e furtos de celular na região da Paulista e da Augusta. Na maioria das vezes basta apenas estar andando próximo ao meio-fio e falando ao celular ao mesmo tempo para ser alvo fácil da molecada de bicicleta &#8211; ou a pé mesmo &#8211; para dizer adeus ao seu aparelho favorito.</p>
<p style="text-align: justify;">Há algumas noites atrás, na semana passada, estava revendo textos tarde da noite quando ouvi quatro estampidos. Imediatamente, peguei a câmera e desci para a portaria do prédio. Cruzando ruas e procurando falar com quem por lá estava (já passava das 01hs00 da madrugada&#8230;), depois de filtrar a coisa toda, o resumo deu no seguinte: um suposto policial à paisana deu dois tiros para o alto e mais dois na direção de um sujeito suspeito que aparentemente não teve êxito em mais uma tentativa de assalto. Ninguém quer falar, ninguém quer aparecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, especialmente se você está transitando pela rua a essa hora&#8230; o anonimato pode ser um cobertor quente, ao mesmo tempo que pode ser uma boa ducha de água fria.</p>
<p style="clear: both"><img class="size-thumbnail wp-image-1059" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/news-150x150-thumb.jpg" height="150" align="left" width="150" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />
<div style="text-align: justify;">No dia seguinte pouco se comenta, exceto o &#8220;&#8230; isso já está ficando normal por aqui&#8221;, o que não passa de algo no mínimo inaceitável, tanto para quem trabalha e passa pela região todo os dias, como também (especialmente) para quem mora por aqui.</div>
</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma dessas é o &#8216;assunto&#8217; entre os moradores da região a respeito de um certo time de malandros que andava roubando os cabos de tv à cabo e de internet, vejam só, instalados sob as calçadas do bairro, em longos corredores subterrâneos que percorrem grandes distâncias abaixo do solo.</p>
<p style="text-align: justify;">A coisa de uns dois meses atrás, algum morador do bairro fez uma denúncia e a polícia apareceu. Sim, apareceu mas não porque os tais cabos e fios estavam sendo subtraidos debaixo da terra, mas sim porque corria a informação de que duas moradoras do bairro, uma senhora e uma moça mais jovem, haviam sido violentadas e mortas e estavam dentro dos tais túneis subterrâneos.</p>
<p style="text-align: justify;">Conversando com oficiais da polícia científica e da polícia militar na ocasião, pude constatar que haviam de facto evidências do tal roubo como ele havia sido inicialmente descrito. Eles fotografaram tênis, cobertores e outras traquitanas lá por baixo, dando conta de que havia mesmo pessoas transitando por ali. Felizmente, não foram encontradas as tais mulheres &#8211; que aos montes já ocupavam o assunto de diversas portarias e prédios da região. A polícia veio. Sim, fato. Isolou a área por um curto período, fotografou, partiu. Mas por que razão? Pelo tal roubo real ? Pelas tais mulheres fabricadas? Por ambos?</p>
<p style="clear: both"><img title="noticia" class="size-medium wp-image-1060" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/noticia-300x222.jpg" height="222" align="right" alt="fonte: WorldWideWeb" width="300" style=" display: inline; float: right; margin: 0 0 10px 10px;" />
<div style="text-align: justify;">Outro fato é que nada disso virou &#8216;notícia&#8217; nos meios de comunicação mais usuais. Lembro-me de ouvir uma repórter que, de dentro de sua unidade móvel com adesivos da RedeTV perguntou se era mesmo o caso das mulheres ou apenas de um roubo. Ao saber que felizmente não se encontrou nenhum corpo, e sem fazer qualquer anotação (claro, isso não dá &#8220;pauta&#8221;, apenas a miséria humana explorada até o osso dá), ligou o carro e tal qual todo mundo, também partiu.</div>
</p>
<p style="text-align: justify;">Fios de internet, cabos, celulares e aparelhos portáteis&#8230; No meio da desinformação, nem mesmo os próprios instrumentos de informação escapam. E como tem dito a propaganda do Jornal o Estado (Estadão) &#8220;Informação e Conhecimento são coisas diferentes&#8221;. Sim, correto.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o dia-a-dia de nossa cidadania precisa de mais, muito mais. Ambos, informação e conhecimento são indispensáveis para uma sociedade útil e ativa. O que ao meu ver ainda é parco e sua percepção e amplo em sua carência é a &#8220;transmissão&#8221; de ambos. Vou repetir a palavra&#8230; &#8220;trans-mis-são&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao retornarmos ao tempo em que o jornalismo não dependia de certificações institucionais para transmitir-se, voltamos à possibilidade de uma época mais susceptível ao avanço &#8220;via seu próprio povo&#8221; do que qualquer outro contrário. Penso que nem vale à pena comentar os já exaustos comparativos com médicos e advogados&#8230; mesmo sendo eu um jovem filho de uma ex-jornalista de carreira da Folha de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos afastamos dos padrões de países como Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia, que ainda também exigem o diploma para o exercício da profissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Em países como Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Costa Rica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia e Suíça &#8211; agora também o Brasil &#8211; não só é mais alto o nível e profundidade técnica da cobertura jornalísitica, como também é mínimo (senão quase inexistente) o número de profissionais sem qualquer formação direta ou indiretamente ligadas à TRANSMISSÃO da informação e do conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><img class="size-full wp-image-1061" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/jornalismo-thumb5.jpg" height="384" align="left" width="290" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" />E como nos disse via Twitter o comediante Rafinha Bastos, <em>&#8220;Estude para aprender, não para obter uma cela especial. Foda-se o diploma</em> (de jornalismo)&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">Quer manter seu celular? Será então que você quer continuar a usar sua internet ou assistir seus programas favoritos sem ter que ligar reclamando que ambos não estão funcionando porque alguém anda subtraindo os cabos nos túneis da rua? Ou talvez você queira resolver de uma vez por todas tantos outros problemas do seu bairro, sua cidade, seu país? Então, pare de re-clamar sem qualquer reflexão, arregace as mangas e&#8230; transmita!</p>
<p style="text-align: justify;">Transmita informação e conhecimento verificados, entretenedores, utilizáveis, úteis&#8230; enfim. Quando alguém lhe transmitir algo parecido com &#8220;vamos às ruas tirar um corrputo do poder&#8230; o local é o MASP (ou outro qualquer), as horas serão 19hs&#8221;, saia detrás de seu cômodo teclado e de seu cínico Copy-n-Paste e vá até lá. Noventa e poucos presentes AINDA ganham em transmitir a mensagem mais ideal, mesmo diante de centenas de milhares de<em>retweets</em> via internet. É boa a hora para dinstinguir a transmissão da contaminação e, aqui, o termo viral muito bem se aplica. Contaminar NÃO é o mesmo que Transmitir.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja tempo de remodelar o tal ditado de nossos avós &#8220;falar é fácil&#8221;.Transmitir algo ativamente poderoso é bem MENOS fácil que só falar.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro poder não é, nunca foi e jamais deve ser de quem está &#8216;franqueado&#8217; a transmitir.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse poder aí &#8211; o poder de transmitir &#8211; é nosso. Quem autoriza é você, sou eu.</p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/06/jornal-esmo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desça a Maria</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/23/desca-a-maria/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/23/desca-a-maria/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 23:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Achadas e Perdidas]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=998</guid>
		<description><![CDATA[Paulista, Cruzamento e luz caem Caos uníssono Romântico e surdo De mãos dadas com a noite Descida Letreiros e cafés Chapéus e bonés Música muda Mudança Curva e mais andança Impessoal, distúrbio Sensação, fagulhas de luz Retinas concêntricas Como a tela do cinema E às portas do teatro Atriz, cultura e seios Muita bunda Lindas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignleft size-full wp-image-1004" style="border: 20px solid black;" title="pinupgala2" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/06/pinupgala2.jpg" alt="pinupgala2" width="184" height="545" /></div>
<div></div>
<div>Paulista,</div>
<div>Cruzamento e luz caem</div>
<div>Caos uníssono</div>
<div>Romântico e surdo</div>
<div>De mãos dadas com a noite</div>
<div>Descida</div>
<div>Letreiros e cafés</div>
<div>Chapéus e bonés</div>
<div>Música muda</div>
<div>Mudança</div>
<div>Curva e mais andança</div>
<div>Impessoal, distúrbio</div>
<div>Sensação, fagulhas de luz</div>
<div>Retinas concêntricas</div>
<div>Como a tela do cinema</div>
<div>E às portas do teatro</div>
<div>Atriz, cultura e seios</div>
<div>Muita bunda</div>
<div>Lindas, horríveis</div>
<div>Um abraço inimaginável</div>
<div>Escadas deploráveis</div>
<div>Não-laváveis</div>
<div>Impossível</div>
<div>Escancarando probabilidades</div>
<div>Duas mãos na rua</div>
<div>Tudo a quatro mãos</div>
<div>Tatuagem</div>
<div>Frio na espinha pelos cantos</div>
<div>Eiras e beiras aos precipícios</div>
<div>Indício</div>
<div>Início</div>
<div>Praça Roosevelt</div>
<p style="text-align: right;">San Picciarelli</p>
<p style="text-align: right;">
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/23/desca-a-maria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Última Araucária</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/20/a-ultima-araucaria/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/20/a-ultima-araucaria/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 23:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Araucária]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=1006</guid>
		<description><![CDATA[A Última Araucária Todo dia a vejo pela janela de meu apartamento: linda, garbosa, orgulhosa, altaneira, a araucária da Rua Caio Prado está lá, solteira, única e, pelo que sei, última. Não sei a razão, mas, desde criança, araucárias me fascinam. Talvez por ser diferente, ou por esquista, talvez por obsoleta, essa árvore sempre me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">A Última Araucária</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Todo dia a vejo pela janela de meu apartamento: linda, garbosa, orgulhosa, altaneira, a araucária da Rua Caio Prado está lá, solteira, única e, pelo que sei, última.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Não sei a razão, mas, desde criança, araucárias me fascinam. Talvez por ser diferente, ou por esquista, talvez por obsoleta, essa árvore sempre me chamou a atenção.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Desde sempre, então, fixei na memória as araucárias de São Paulo. Nasci em 1962: de lá para cá, lembro &#8211; bem &#8211; das localizadas na av. Ricardo Jafet, em um grande terreno próximo á confluência com a Rua Vergueiro, àquela época trilha obrigatória para quem, como minha família, saía da Vila Mariana em direção à Via Anchieta. Aquela era grande; porém, inserta em área com vegetação concentrada, vivia obscurecida. Morreu, de morte matada, na década de 80.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Também por aí sumiu uma outra, a que dominava a inclinação na qual ergueu-se, no fechar da gestão Reynaldo de Barros na Prefeitura paulistana (como esquecer os tijolos afrontosamente marcados com &#8220;RB&#8221;? Eles ainda estão lá, como assombrações), o Centro Cultural São Paulo. Sumiu! Foise-, ao que consta, de morte morrida: não conseguiu sobreviver, suponho, em meio às radiações emanadas daquele tipo de &#8220;administração&#8221; da coisa pública.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Não lembro de outra. Juro, não lembro. Em vão ando por Pinheiros, onde pinheiros não há senão alguns alienígenas, importados, como os romanos, decerto mais chiques. Caminhar pela rua dos Pinheiros se trata do mais puro exercício de masoquismo: não há árvores, nenhuma, nada!, muito menmos pinheiros.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Acho que os tais pinheiros que deram nome ao bairro se tratavam, exatamente, das araucárias. Debret fixou-se numa, ao registrar, da Ladeira da Memória, a colina histórica, pondo-a em primeiro plano em soberba aquarela. O fez, é claro, para determinar a árvore que mais significava a Piratininga do Século XIX, aquela vila obscura e medíocre, mas fundamental para se alcançar o sertão: o Tietê estava lá.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">E só sobrou uma? Essa, a que vejo da janela com gosto e medo, temor de que o dono do terreno a ponha abaixo em nome do &#8220;progresso&#8221;, essa que está linda, copa cheia, 360 graus de verde intenso. Essa que, inexplicavelmente, subsiste bem ali, no centro, entre Caio Prado e Marquês de Paranaguá, eu a vejo da Augusta, dando costas àquele pesadelo que é o trânsito da Consolação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Ela está lá, resiste, e vem resistindo há quanto tempo? É autóctone, não tenho dúvidas, ela está lá desde antes de São Paulo, mas corre o risco de ser abatida pela mesma São Paulo cuja história deu-se e dá-se ao seu redor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Quantas mais existirão em São Paulo? Não sei, não conheço outra, e não me conformo com isso: trata-se de uma planta originária, das que sempre existiram aqui, mas que, por uma inapelável sentença humana, erradicou-se. Será por que é estranha? Ou feia? Ou diferente? Ou distinta? Ou por que não tem perfume, nem flores? Ou por que, sem parentalha, viceja numa diversidade tal que a pasmaceira social teria de liquidar?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Eu não sei; contudo, já que tantas há, e por causas tão ridículas quanto escusas, proponho uma ONG: a dos amigos da última araucária de São Paulo, a da Caio Prado. Que a defenda, lute contra sua eventual destruição, e que, com base nisso, pugne pelo replantio delas: a araucária não pode desaparecer!</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1012" style="border: 10px solid black;" title="araucaria" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/06/araucaria-300x234.jpg" alt="araucaria" width="300" height="234" />Todo dia a vejo pela janela de meu apartamento: linda, garbosa, orgulhosa, altaneira, a araucária da Rua Caio Prado está lá, solteira, única e, pelo que sei, última.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei a razão, mas, desde criança, araucárias me fascinam. Talvez por ser diferente, ou por esquista, talvez por obsoleta, essa árvore sempre me chamou a atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde sempre, então, fixei na memória as araucárias de São Paulo. Nasci em 1962: de lá para cá, lembro &#8211; bem &#8211; das localizadas na av. Ricardo Jafet, em um grande terreno próximo á confluência com a Rua Vergueiro, àquela época trilha obrigatória para quem, como minha família, saía da Vila Mariana em direção à Via Anchieta. Aquela era grande; porém, inserta em área com vegetação concentrada, vivia obscurecida. Morreu, de morte matada, na década de 80.</p>
<p style="text-align: justify;">Também por aí sumiu uma outra, a que dominava a inclinação na qual ergueu-se, no fechar da gestão Reynaldo de Barros na Prefeitura paulistana (como esquecer os tijolos afrontosamente marcados com &#8220;RB&#8221;? Eles ainda estão lá, como assombrações), o Centro Cultural São Paulo. Sumiu! Foise-, ao que consta, de morte morrida: não conseguiu sobreviver, suponho, em meio às radiações emanadas daquele tipo de &#8220;administração&#8221; da coisa pública.</p>
<p style="text-align: justify;">Não lembro de outra. Juro, não lembro. Em vão ando por Pinheiros, onde pinheiros não há senão alguns alienígenas, importados, como os romanos, decerto mais chiques. Caminhar pela rua dos Pinheiros se trata do mais puro exercício de masoquismo: não há árvores, nenhuma, nada!, muito menmos pinheiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que os tais pinheiros que deram nome ao bairro se tratavam, exatamente, das araucárias. Debret fixou-se numa, ao registrar, da Ladeira da Memória, a colina histórica, pondo-a em primeiro plano em soberba aquarela. O fez, é claro, para determinar a árvore que mais significava a Piratininga do Século XIX, aquela vila obscura e medíocre, mas fundamental para se alcançar o sertão: o Tietê estava lá.</p>
<p style="text-align: justify;">E só sobrou uma? Essa, a que vejo da janela com gosto e medo, temor de que o dono do terreno a ponha abaixo em nome do &#8220;progresso&#8221;, essa que está linda, copa cheia, 360 graus de verde intenso. Essa que, inexplicavelmente, subsiste bem ali, no centro, entre Caio Prado e Marquês de Paranaguá, eu a vejo da Augusta, dando costas àquele pesadelo que é o trânsito da Consolação.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela está lá, resiste, e vem resistindo há quanto tempo? É autóctone, não tenho dúvidas, ela está lá desde antes de São Paulo, mas corre o risco de ser abatida pela mesma São Paulo cuja história deu-se e dá-se ao seu redor.</p>
<p style="text-align: justify;">Quantas mais existirão em São Paulo? Não sei, não conheço outra, e não me conformo com isso: trata-se de uma planta originária, das que sempre existiram aqui, mas que, por uma inapelável sentença humana, erradicou-se. Será por que é estranha? Ou feia? Ou diferente? Ou distinta? Ou por que não tem perfume, nem flores? Ou por que, sem parentalha, viceja numa diversidade tal que a pasmaceira social teria de liquidar?</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não sei; contudo, já que tantas há, e por causas tão ridículas quanto escusas, proponho uma ONG: a dos amigos da última araucária de São Paulo, a da Caio Prado. Que a defenda, lute contra sua eventual destruição, e que, com base nisso, pugne pelo replantio delas: a araucária não pode desaparecer!</p>
<p style="text-align: right;">Eduardo De Carvalho</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: justify;">
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/06/20/a-ultima-araucaria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aqui é o Paraíso e o Inferno!</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/04/19/aqui-e-o-paraiso-e-o-inferno/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/04/19/aqui-e-o-paraiso-e-o-inferno/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 18:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Aqui é]]></category>
		<category><![CDATA[Conjunto Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Galeria da Caixa]]></category>
		<category><![CDATA[Livraria Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mix Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Paulista]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=638</guid>
		<description><![CDATA[Ou A Rua Augusta Direção Centro Não é para ser partidário. Não é para escolher. Não é para defender. Não para lutar contra. Não é para achar que&#8230; Não é uma questão de moral. Não é nada de religioso. Não é papal. Não é o Ying e o Yang. Mas é o bom dos dois. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ou A Rua Augusta Direção Centro</strong><br />
<img class="alignright" title="Z Carniceria" src="http://farm4.static.flickr.com/3547/3455809593_3765617189.jpg" alt="" width="350" height="234" /></p>
<p>Não é para ser partidário.<br />
Não é para escolher.<br />
Não é para defender.<br />
Não para lutar contra.<br />
Não é para achar que&#8230;<br />
Não é uma questão de moral.<br />
Não é nada de religioso.<br />
Não é papal.<br />
Não é o Ying e o Yang.<br />
Mas é o bom dos dois.</p>
<p>O bom de uma balada na Lôca (luxúria, tentação, gula&#8230;) onde vários pecados estão à disposição. Dançar até falar chega, ou até o faxineiro da boate expulsar você varrendo a pista.</p>
<p>Isso faz parte da Augusta.</p>
<p>De um outro lado, aqui também é o paraíso&#8230; de quem gosta de cultura.</p>
<p>Livrarias, cafés, loja de CDs, sebos formam um cenário propício a qualquer amante de informações culturais. Bem na esquina da Augusta com a Paulista, saindo do metrô, você já se encontra com das uma melhores livrarias do mundo, a Livraria Cultura, que, além dos livros, abriga um teatro e um café. Dentro do Conjunto Nacional há também a Galeria da Caixa Econômica Federal, com ótimas exposições.</p>
<p>Você acha que acabou! Que nada. Apenas saia do Conjunto que você se depara com uma das inúmeras bancas de jornal da Avenida (Paulista).</p>
<p>Algumas são verdadeiras janelas abertas para o mundo (pois, mesmo se a Internet desenvolve cada vez mais esse papel, nada substitui o prazer de tocar, folhear, respirar as páginas de uma hiper conceituada tudo de bom internacional glamorosa chic revista de moda, de fotografia, ou de qualquer outro tema).</p>
<p>Vamos continuar o nosso périplo atravessando a Paulista e pegando a Rua Augusta direção Centro. No passeio do lado direito tem os camelôs da cultura que vendem livros, filmes raros e de arte por um bom preço.</p>
<p>É só para você entrar no clima. Agora, imagine você andar por aí quando houver uma manifestação cultural como o Festival Internacional de Cinema de São Paulo, ou ainda o Mix Brasil (o Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual). Aí é uma loucura.</p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/04/19/aqui-e-o-paraiso-e-o-inferno/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ergue-se&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/04/08/ergue-se/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/04/08/ergue-se/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 02:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Noite]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=432</guid>
		<description><![CDATA[Pouco mais que a sexta badalada e o dia de Maria Augusta inclina suas p&#225;lpebras para baixo, roubando o amarelo ultravioleta reflectido janelas e portarias abaixo. Seus produtos parecem esgotados. Pois parecem. E sob o efeito do caminhar de tantas subidas em descidas, desde o nascer da manh&#227; feita em breve mem&#243;ria, at&#233; o ponto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco mais que a sexta badalada e o dia de Maria Augusta inclina suas p&aacute;lpebras para baixo, roubando o amarelo ultravioleta reflectido janelas e portarias abaixo. Seus produtos parecem esgotados. Pois parecem. E sob o efeito do caminhar de tantas subidas em descidas, desde o nascer da manh&atilde; feita em breve mem&oacute;ria, at&eacute; o ponto mais baixo de toda a sua impaci&ecirc;ncia, inicia-se um conhecido ritual de encerramento.</p>
<p>Reconhecendo-se na trama de um instante da tarde, noutro da noite, praticamente tudo de si fora vendido, observado, transferido ou cobi&ccedil;ado por entre as rugas de suas travessas. E de l&aacute; de cima, acomodados na geometria de suas constru&ccedil;&otilde;es, prop&oacute;sitos il&oacute;gicos de todos os cantos da cidade executaram-se dentro de suas pr&oacute;prias buscas. As recep&ccedil;&otilde;es come&ccedil;am a se despedir ao inv&eacute;s de receber. O dia sai e a ordem, como na sua normalidade, n&atilde;o mais h&aacute;. </p>
<p>O ch&aacute; sorvido pela senhora ao lado, caminha em seu ventre em direc&ccedil;&atilde;o ao supermercado. A lata de spray colorido agita-se dentro da mochila d&rsquo;outro moicano urbano, jovem na nobreza de seu sangue desconhecido, mas antigo na repeti&ccedil;&atilde;o de suas inten&ccedil;&otilde;es. A l&aacute;grima dos muros escorre para dentro das bocas-de-lobo, lavando as cal&ccedil;adas para os r&aacute;pidos p&eacute;s encoura&ccedil;ados que se encaminham de volta, e aqueles outros desnudos que buscam se desencaminhar esta noite, sem volta.  </p>
<p>Hoje cedo os bares serviam o caf&eacute; feito na combust&atilde;o mais satisfat&oacute;ria para todas as urg&ecirc;ncias do dia que se seguiria. J&aacute; agora os caf&eacute;s aquecem os maquinistas e suas locomotivas com &aacute;lcool e petiscos, a lenha et&iacute;lica perfeita para uma reuni&atilde;o de fogueiras e inc&ocirc;modos suspiciosos. As cal&ccedil;adas cedem-se de todas as suas fren&eacute;ticas passadas e acomodam cadeiras sujas para as bundas nem t&atilde;o mais sujas assim. O som &eacute; o de vidro barato, pleno em celebra&ccedil;&otilde;es liquefeitas. Muda a temperatura&#8230;</p>
<p>O suor fermenta junto a um copo fino de al&iacute;vio e que misturado &agrave; levedura de suas salivas, escorre para dentro do esp&iacute;rito com mais uma nota sobre os ru&iacute;dos que se encerram ao seu redor. Torna-se imediatamente menos imposs&iacute;vel se esbarrar com o acaso e com os amigos, que na inevitabilidade de se esborracharem entre si, abra&ccedil;am-se em pequenos encontros l&iacute;quidos, imprevis&iacute;veis e deliciosamente acolhedores. </p>
<p>A veia cinza da cidade pulsa duas verves mais forte como &eacute; seu costume para o hor&aacute;rio e as cores fosforescentes das imposs&iacute;veis ofertas ribombam junto com a maior parte das expectativas. A promessa do &lsquo;ave-marias&rsquo; citadino se acimenta nas unhas pintadas e nas comandas gotejadas pelo perspirar das garrafas. O esqu&aacute;lido congelante dos refrigeradores abaixo dos balc&otilde;es une-se milagrosamente ao calor e ao abra&ccedil;o de goladas bem-vindas para a noite. </p>
<p>A intemp&eacute;rie do concreto confuso em sua temperatura, encerra-se nas linhas noturnas que v&atilde;o acomodando novas sortes. O conhecido perfume feminino das repetidas possibilidades ajuda a inebriar aquilo que j&aacute; &eacute; anest&eacute;sico em sua mais c&acirc;ndida ess&ecirc;ncia e os amigos misturam-se aos inimigos, e ningu&eacute;m mais se reconhece. Entretanto, irresponsavelmente, tudo est&aacute; conectado.</p>
<p>Exactamente no momento em que dona Maria Augusta d&aacute; a boa-acolhida aos seus desencontrados, que &agrave; procura de se des-anestesiarem, encerram o ciclo do Sol do dia sob o sal de sua acidez, e traspassam portal da noite adentro rumo ao seu seio morno, quase sujo, cheio de marcas e ausente de quaisquer julgamentos.</p>
<p>Aqui a noite n&atilde;o cai, mas sim ergue-se&#8230;</p>
<p>San Picciarelli</p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/04/08/ergue-se/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aqui é NY</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/03/30/aqui-e-ny-2/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/03/30/aqui-e-ny-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 19:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Aqui é]]></category>
		<category><![CDATA[Bossa Nova Café]]></category>
		<category><![CDATA[Consolação]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[NY]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=402</guid>
		<description><![CDATA[Estou aqui no Bossa Nova Café, lá embaixo instalado numa confortável cadeira azul! O espaço é aconchegante e bem tranquilo nesta hora (18h40), só basta pedir ao garçom desligar a televisão, única coisa cafona do lugar. Essa epidemia de monitores LCD em toda parte, já contei 20 desses num mesmo bar, é de arrepiar! Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3563/3444980800_090188ff6d.jpg" alt="" width="400" height="267" /></p>
<p>Estou aqui no Bossa Nova Café, lá embaixo instalado numa confortável cadeira azul! O espaço é aconchegante e bem tranquilo nesta hora (18h40), só basta pedir ao garçom desligar a televisão, única coisa cafona do lugar.</p>
<p>Essa epidemia de monitores LCD em toda parte, já contei 20 desses num mesmo bar, é de arrepiar! Não combina com a Rua Augusta e esse televisor no Bossa Nova é um estranho no ninho. Melhor um DVD da Elis Regina ou então nada. Será que precisamos ficar conectados o tempo todo com o “plim plim” da Globo?</p>
<p>Estou aqui para escrever esta crônica, não para ver ou ouvir propaganda da expansão do metrô, que passará, aliás, perto daqui, pois terá uma estação com o nome de “Paulista” na futura linha 4 (bem ao lado do cinema HSBC Belas Artes). Vai ser tão bom ter mais metrô nesta cidade. Poderia também ter mais ciclovias, mais ruas exclusivas para pedestres.  Mas vamos parar de reclamar&#8230; por enquanto.</p>
<p>Pois aqui é NY. Esse outro centro nevrálgico da Metrópole está bem aqui na Rua Augusta entre a Paulista e a rua Fernando de Albuquerque, que a liga à Bela Cintra. Aqui tudo se concentra, as tribos, as diversões, as atividades culturais e comerciais&#8230;</p>
<p>Essa Augusta já tão famosa pelo seu glamour passado continua linda! Não! Não é de Beleza que se trata, mas de energia, de acontecimentos permanentes, de mistura inexplicável que só existia em NY. Basta andar, observar e ver esse espetáculo ao céu aberto que essa rua oferece.</p>
<p>Nada melhor que “flâner” (passear sem destino preciso em francês) de dia ou de noite na Augusta. Dois mundos, numa mesma rua. São Paulo é assim, não sou a Rua Augusta como também a boêmia Vila Madalena, que possui essa capacidade de se transformar ao pôr do Sol.</p>
<p>A peculiaridade da Augusta é mesmo a concentração de tanta energia em pouco espaço (são, afinal, pouco mais de três quarteirões). Como se fosse um átomo concentrado, uma energia fora do comum. Para os céticos, os convido a passear por aqui numa sexta ou sábado por volta das oito, nove da noite. Tudo começa na saída do metrô “Consolação”, aí você sente que está no meio de onde tudo acontece!</p>
<p>Bom passeio!</p>
<p>DICA &#8211; Bossa Nova Café e Bar (Rua Augusta, 1526 &#8211; Loja 1A)</p>
<p>Buffet de café da manhã &#8211; seg. a sex., das 7h às 12h; sáb., das 9h às 12h. R$ 6,00.</p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/03/30/aqui-e-ny-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>São Paulista, Santa Augusta</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/03/05/sao-paulista/</link>
		<comments>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/03/05/sao-paulista/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 20:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://centraldaaugusta.com.br/theblog/?p=129</guid>
		<description><![CDATA[  Mesmo que não haja motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes, pelas venosas ruas e avenidas dispostas na imensidão da divisão e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: center;"> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><a href="http://www.jessicatrotter.com/"><img class="  " title="City Hands" src="http://www.jessicatrotter.com/html/images/print/creations/cityHands.jpg" alt="source: Jessica Trotter Photography" width="454" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Jessica Trotter Photography</p></div>
<p style="text-align: left;">Mesmo que não haja motivos suficientes para que as crenças tomem agora o lugar das razões, ainda assim, subjaz uma cínica e acinzentada sensação de paz, de arredor, entre os largos e vácuos cômodos da cidade. Basta que caminhemos desarmados de nossas inquietudes, pelas venosas ruas e avenidas dispostas na imensidão da divisão e dos caminhos, para que caiamos voluntariamente no mínimo geo-métrico de nossos próprios descaminhos.</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">A nascente líquida e férrida de linhas e contornos, feita os trilhos de uma locomotiva a todo o vapor, com perca umidade relativa e rasa liquidez sensorial, simplesmente, nos descarrila. Não daquele que vê a via, dentro de nós mesmos, auto-absorvido pelo ódio ocioso da nossa intemperança. Mas daquele que via o caminho, do lado de dentro do outro, que nos cerca daquele modo tão não-intencional, sobremaneira inocente e ainda assim, emocionalmente carnívoro.</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">Há luz por entre as frestas, há o café quente e o rebuscado carbônico dos escapamentos. Não há escapatória. Há muitas válvulas, de escape, que escapam&#8230; Mas a ordem, não há.</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">As esquinas não mais guardam a poesia dos tempos e os seus cantos escuros, cada vez mais escuros, já não mais dependem da espreita ou da escapada da sorte para atrair a captura dos vitimados e dos voláteis. A sua acolhida nem sequer se ruboriza e o seu convidatorismo não é menor que o seu descaramento. E dali, do meio da sua cara suja brotam os germinais mais pueris, das suas entranhas, brutalmente preparados para tudo, totalmente despreparados para nós. Poderiam ser os nossos filhos&#8230;</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">E de nem sequer conhecimento, sequer percepção, horrorizamo-nos copiosamente, quase que disciplinarmente, para que assim não nos envolvamos.</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">É melhor por esta via&#8230;</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">É mais segura essa sorte&#8230;</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">A vergonha e a anestesia moral.</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">Eu e</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;">As vias.</p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;"> </p>
<p style="line-height: 150%; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: left;"> </p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/03/05/sao-paulista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
