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	<title>Central da Augusta &#187; Histórias</title>
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		<title>Rua Augusta</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 05:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana C.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem dera o mundo inteiro fosse como os quarteirões da rua Augusta, ali da avenida Paulista até a praça Roosevelt! Desde os engravatados que a descem até os boêmios que a sobem, passando pelas suas tão famosas moças e também pelos modernos e antenados, gente de todos os tipos e com todos os gostos convivem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/augusta.jpg" rel="lightbox[1693]" title="augusta"><img class="alignnone size-medium wp-image-1698" title="augusta" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/11/augusta-300x231.jpg" alt="augusta" width="300" height="231" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quem dera o mundo inteiro fosse como os quarteirões da rua Augusta, ali da avenida Paulista até a praça Roosevelt! Desde os engravatados que a descem até os boêmios que a sobem, passando pelas suas tão famosas moças e também pelos modernos e antenados, gente de todos os tipos e com todos os gostos convivem, se divertem e são felizes (ou ao menos tentam).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1693"></span>Esse pedaço é uma síntese de São Paulo, perfeito para quem pretende conhecer e experimentar de forma intensa o que ela tem a oferecer. Tenho certeza de que Manuel Antonio Vieira, ao abrir uma trilha no meio da sua chácara no finalzinho do século 19, não podia imaginar quão simbólica, múltipla e diversa ela se tornaria.</p>
<p style="text-align: justify;">O caminho de terra, que hoje é uma das principais vias de acesso que liga o centro da cidade ao coração econômico da capital, ficou mesmo famosa graças à turma da Jovem Guarda e seus calhambeques que desfilavam por ela a 120 por hora. Mas foi mais ou menos na década de 50 que a Augusta ganhou o título de “a rua da moda” da Paulicéia.</p>
<p style="text-align: justify;">Na época, comprar em suas boutiques, frequentar as tradicionais docerias ou tomar um chá no final da tarde por ali era sinônimo de riqueza. Alguns espaços, como o Pirandello, viraram ponto de encontro de intelectuais e artistas e, apesar da novidade dos frequentes congestionamentos, suas discotecas embalavam animadamente as noites de sábado.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o crescimento do número de inferninhos, a expansão das “casas de entretenimento para homens” e a migração dos principais pontos comerciais para os shoppings, também chegaram nos anos 80 as pensões, os cortiços e a decadência. Felizmente, o renascimento aconteceu no final da década passada, quando espaços culturais e cinemas foram inaugurados em prédios antes abandonados e trouxeram novo ânimo à região.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, a rua Augusta é sinônimo da contemporaneidade paulistana e, com todos os seus contrastes e as suas contradições, um exemplo do que é ser cosmopolita atualmente. Para mim, é impossível pensar no futuro de Sampa sem me lembrar de que tudo acontece primeiro por aqui. E é um pouquinho desse tudo que pretendo dividir com você.</p>
<p style="text-align: right;">Muito prazer!</p>
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		<title>Aperte o Passo, ou Passe Aperto&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 20:09:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Aperte, para não ser Apertado&#8230; Durante uma caminhadazinha pouco apressada pelas calçadas da baixa-Augusta, uma jovem &#8216;bacanamente&#8217; arrumada em suas cores e acessórios &#8211; tipo agradável típico daqui da região &#8211; livra a orelha direita de poucos piercings de uma camada de cabelo azul-e-vermelho com mais uma presilha colorida. Escaneando a faixa de pedestres e o luminoso do farol, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Aperte, para não ser Apertado&#8230;</strong></p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Durante uma caminhadazinha pouco apressada pelas calçadas da baixa-Augusta, uma jovem &#8216;bacanamente&#8217; arrumada em suas cores e acessórios &#8211; tipo agradável típico daqui da região &#8211; livra a orelha direita de poucos piercings de uma camada de cabelo azul-e-vermelho com mais uma presilha colorida. Escaneando a faixa de pedestres e o luminoso do farol, ela tira o seu celular da bolsa e antes de regovernar seu olhar e marchar em direção à rua Peixoto Gomide, ali mesmo no final da tarde, abre o flip do aparelho e diz &#8220;Alô?&#8221;.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Assalto" src="http://1.bp.blogspot.com/_0qXJaA8W958/SJssNz3kBDI/AAAAAAAAApk/HiBGrUG-Xlc/s320/assalto.jpg" alt="Aperte-se" width="250" height="238" /><p class="wp-caption-text">Aperte-se</p></div>
<p>Do outro lado da linha, alguém deve ter estranhado um bocado ao ter ouvido &#8221;&#8230; ela não vai poder mais falar, valeu!&#8221;. E enquanto recuperava o fôlego afogado no susto que ainda estava mergulhado nos fundos do estômago, branca como a parede às suas costas, ela mal podia acreditar que acabara de ser assaltada por um garoto de bicicleta que ainda teve as manhas de concluir a chamada por ela, enquanto se re-equilibrava em alta velocidade Augusta abaixo&#8230;</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Que merda&#8230; Mas pior mesmo seria então se eu dissesse que não é dificil registrar momentos assim. Seria bem pior se eu falasse que isso já está ficando meio <em>comum </em>por aqui. Bem, se quiser eu digo. Ok, lá vai: o pior é que tem acontecido mesmo. Demais, eu diria. Como a própria Rua Augusta tem lá uma habilidade própria para deixar suas marcas, quem a frequenta mais contantemente aprendeu rápido que se dispor ao bate-papo caminhando junto ao meio-fio <em>(outras vezes até na calçada mesmo)</em> pode ser um risco.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><img class="   " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Rua_Augusta.svg/800px-Rua_Augusta.svg.png" alt="Maria Augusta" width="230" height="123" /><p class="wp-caption-text">&quot;Maria Augusta&quot;</p></div>
<p>Já falei isso antes n&#8217;outra crônica. Certo, mas por que parar se a coisa em si ainda persiste? Não basta a boca amiga avisar de ouvido a ouvido que os roubos e furtos só fazem crescer aqui e em todo canto, que não se pode desfrutar do privilégio de simplesmente caminhar à vontade sem todos os alarmes ligados&#8230; veja: não basta! Precisamos de algo mais.</p></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>A rua continua belíssima e terrível. Plena de ponta a ponta, movimentada, viva e cheia de verve. Os butecos ainda acolhedores e a engenharia de suas linhas ainda lindas entre a sujeira, misteriosas em seus grafites e lambe-lambes espalhados pelas eiras e beiras. A comida continua boa, o chopp geladinho e a conversa desdobrável.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Padaria" src="http://www.guiadasemana.com.br/photos/place/r-bellapaulista_r.jpg" alt="Padaria Bella Paulista" width="218" height="144" /><p class="wp-caption-text">Padaria &quot;Bella Paulista&quot;</p></div>
<p>O que incomoda é que a própria velocidade obrigatória, para a nossa própria proteção, nos vai impedindo pouco a pouco de perceber mais sobre este pedaço tão especial da cidade. Me diga quantos lugares de São Paulo você conhece onde tantas pessoas diferentes circulam no mesmo espaço? Quando eu digo diferentes, quero dizer bem distintos mesmo. Punk, padre, velhinha, ou um padre-punk-já-velhinho&#8230; no mesmo café.</p>
<p>Do contrário, seria impossível reconhecer os paralelos únicos entre a Dona Robertina e a própria rua. Ela mais uma que migrou de algum canto do país para tentar a sorte pelas bandas d&#8217;onde a regra é o azar açucarado com a criatividade e o bom-humor. No meio, milho salgado ou dôce. E enquanto eu ia pensando no assunto com o saco de pãezinhos quentes à tira-colo, distraído por dentro &#8211; mas bem atento por fora &#8211; acabei esbarrando no Seu Damião.</p>
<p>Poeticamente, minha leve cotovelada se estabacou no bom humor do cabra-senhor de um sonoro <em>&#8220;bater pode, mas num deixa o pão cair&#8230;!&#8221;</em>. Meia dúzia de risadas para frente, Seu Damião remenda um cômico<em> &#8220;só tem feladaputa nessa cidade&#8230; ô povo loco&#8230; vai com deus, meu cumpadrinho&#8221;</em> e lá ganhei eu mais um &#8216;com-padrinho&#8217; e vizinho, que nem sequer mora por aqui. Sem deixar cair o meu pãozinho &#8211; <em>é, aqui não se deixa cair o pão ao invés da peteca; ninguém tem tempo de jogar peteca por essas bandas </em>- retomei o rumo me desviando dos outros ternos e saias bem mais apressados que eu e Damião.</div>
<div style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><img class=" " src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/augusta-inferno.jpg" alt="Boate Inferno (letreiro)" width="280" height="186" /><p class="wp-caption-text">Boate &quot;Inferno&quot; (letreiro)</p></div>
<p>Mesmo com duas delegacias bem pregadas entre os dois pontos deste trecho da baixa-Augusta, ainda assim, se demora meio que de vinte a quarenta e cinco minutos para que meninas ofegantes e de olhos estatelados possam explicar porque não conseguiram ir além do &#8220;Alô?&#8221;.</p>
<p>E falando em voltar para casa<span style="font-size: x-small;">, </span>por volta das 10 e pouco da noite e com a rua ainda movimentada, uma moradora do prédio onde eu moro foi jogada no chão por dois menores e teve a sua bolsa subtraída sem dó. Não adiantou gritar nem correr e o salto alto, dessa vez, agiu como inimigo. Minha avó dizia que &#8220;&#8230; não demora nada e tudo virá pó de novo&#8221; e me pergunto: o que vai virar um pendrive cheio de documentos de pesquisa para um TCC, cartões de crédito e débito já cancelados e uns 45 reais? Sim, a Dona Olga tem razão: vai virar pó, e cola, e crack, ou qualquer outro sedativo.</p>
<p>Não se pára, praticamente, nem no farol. Se parar, a janela está fechada. E quem não tem pressa, tá sedado&#8230;</p>
<p>Mas olha só&#8230; Claro que o trabalho da polícia não é fácil&#8230; nem de longe. Sou daqueles que prefere depositar sua crença na máxima de que mesmo diante de todos os contratempos e pormenores, o buraco é mais embaixo quando o assunto é segurança pública. A política do medo nos converte em cínicos respeitadores.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 293px"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Night Bikers" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ukfd6A64_mE/SedBCSbTBcI/AAAAAAAAAus/Ssdox48KGT8/s320/OgAAABV1plopXH8e0dzHQw2NFUlYt9xqvmQ18C25jkT3sWywggA0wmLyq8043oWsdoR94D5-TcIBdust436sNHsgnmoAm1T1UPe1PDeIcgfVIRnxRiaimiYkHo1K.jpg" alt="Night Bikers - Pedalada do Bem" width="283" height="288" /><p class="wp-caption-text">&quot;Night Bikers&quot; Pedalantes do Bem</p></div>
<p>Sim, você deve respeitar a arma, quer ela esteja na mão da lei para mantê-la, ou da rapaziada anestesiada e na busca de ter o que não conseguem ter sem colocar a própria lei em cheque. O problema é que o próprio instrumento da lei, desanda vez ou outra. No que confiar? Bons tempos eram aqueles em que eu pensava em ser bombeiro e achava a farda algo acima de qualquer suspeita. Nessa época eu corria para chegar em casa depois da escola e comer rabanada&#8230; Virei psicanalista, cronista e pesquisador e em quase 11 anos de prática, percebi que sonhar não dói mas confesso que ainda não entendi a piada. Não deveríamos ao menos <em>crer</em> que o mínimo seria estar acima de qualquer suspeita? E assim vamos sendo &#8216;apertados&#8217; a nos tornar cada vez mais cínicos&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Já hoje, fácil mesmo tem ficado cada vez mais o trabalho da malandragem, de bicicleta ou a pé mesmo&#8230; Demora tanto tempo, a organização desorganiza-se esquina a esquina, que é quase garantido que se você não apertar o passo, alguém acaba apertando você.</p>
<p>E eu não estou falando em ser apertado na frente daquela escadinha com a luz vermelha não&#8230;</p>
<p align="right"><strong>San Picciarelli </strong></p>
<p align="right">
</div>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Desça a Maria</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 23:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Achadas e Perdidas]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulista, Cruzamento e luz caem Caos uníssono Romântico e surdo De mãos dadas com a noite Descida Letreiros e cafés Chapéus e bonés Música muda Mudança Curva e mais andança Impessoal, distúrbio Sensação, fagulhas de luz Retinas concêntricas Como a tela do cinema E às portas do teatro Atriz, cultura e seios Muita bunda Lindas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignleft size-full wp-image-1004" style="border: 20px solid black;" title="pinupgala2" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/06/pinupgala2.jpg" alt="pinupgala2" width="184" height="545" /></div>
<div></div>
<div>Paulista,</div>
<div>Cruzamento e luz caem</div>
<div>Caos uníssono</div>
<div>Romântico e surdo</div>
<div>De mãos dadas com a noite</div>
<div>Descida</div>
<div>Letreiros e cafés</div>
<div>Chapéus e bonés</div>
<div>Música muda</div>
<div>Mudança</div>
<div>Curva e mais andança</div>
<div>Impessoal, distúrbio</div>
<div>Sensação, fagulhas de luz</div>
<div>Retinas concêntricas</div>
<div>Como a tela do cinema</div>
<div>E às portas do teatro</div>
<div>Atriz, cultura e seios</div>
<div>Muita bunda</div>
<div>Lindas, horríveis</div>
<div>Um abraço inimaginável</div>
<div>Escadas deploráveis</div>
<div>Não-laváveis</div>
<div>Impossível</div>
<div>Escancarando probabilidades</div>
<div>Duas mãos na rua</div>
<div>Tudo a quatro mãos</div>
<div>Tatuagem</div>
<div>Frio na espinha pelos cantos</div>
<div>Eiras e beiras aos precipícios</div>
<div>Indício</div>
<div>Início</div>
<div>Praça Roosevelt</div>
<p style="text-align: right;">San Picciarelli</p>
<p style="text-align: right;">
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		</item>
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		<title>Frio&#8230; ótimo: Por que Não?</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 21:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[augusta]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[frio]]></category>
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		<description><![CDATA[O frio, apesar do que implica já no nome e em um lugar como São Paulo, ainda pode ser uma das &#8216;ferramentas&#8217; sociais das mais curiosas. É fácil notarmos como se arqueiam os corpos e as posturas quando se movimentam por uma esquina e outra, ruas afora. Paradoxalmente, me parece que as pessoas ficam um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img style="float:left; margin-right:10px; margin-bottom:10px;" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/06/city-cold.jpg" alt="city-cold.jpg" width="300" height="183" />O frio, apesar do que implica já no nome e em um lugar como São Paulo, ainda pode ser uma das <span style="font-style: italic;">&#8216;ferramentas&#8217;</span> sociais das mais curiosas. É fácil notarmos como se arqueiam os corpos e as posturas quando se movimentam por uma esquina e outra, ruas afora. Paradoxalmente, me parece que as pessoas ficam um bocado mais simpáticas no frio.</p>
<p style="text-align: justify;">É chegada mais uma vez a época de beber café e chocolate quente pelos coffee-shops e butecos da baixa-Augusta, trocar a cerveja pelo vinho, invadir o espaço de mesas cobertas&#8230; Na noite passada os termómetros diziam o que ninguém acreditaria se não pudesse sentir com os próprios ossos: 7ºC.</p>
<p style="text-align: justify;">Como temperatura, nada demais para essa época do ano, com excepção de que o tempo tem de facto se alterado mais bruscamente nos últimos tempos. Como um fenômeno de impacto no comportamento urbano, é algo de único, de se esperar&#8230; se desejar.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das coisas que me agradou imenso na Augusta desta fria quinta-feira foi a quantidade de vezes em que vi e ouvi as pessoas dizendo &#8220;pois não&#8221;, &#8220;depois de você&#8221; e um festival discreto de abrir de portas e dar-se passagens para o fulano e também o sicrano. Seria isso o frio? Será que sem a possibilidade de nos mexermos tão rápida ou flexivelmente, nos convertemos em pessoas mais&#8230; flexíveis?</p>
<p style="text-align: justify;">Que se lotem os cafés por todo esse frio final de semana que nos espera. Que se aconcheguem os bons modos em detrimento da ausência tão esperada de pressa e pseudo-rapidez.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, o cinza é boa cor e está belo aqui por estas bandas.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Frase do Dia, por um Twitterer</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/05/15/frase-do-dia-por-um-twitterer/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 23:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Zeral]]></category>
		<category><![CDATA[achado]]></category>

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		<description><![CDATA[  Frase by @murilocardoso (twitterer): &#8220;90 pegaram a gripe e todo mundo quer usar máscara. 10 milhões têm AIDS e ninguém quer usar camisinha&#8221;.   Fecha a semana com essa então&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--:en--> </p>
<div id="attachment_902" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px">  </p>
<p><img class="size-full wp-image-902" title="maskcondom.jpg" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/05/maskcondom1.jpg" alt="Photo Compo: San Picciarelli" width="400" height="180" /></p>
<p> </p>
<p><p class="wp-caption-text">Photo Compo: San Picciarelli</p></div>
<p style="text-align: center;">Frase by @murilocardoso <em>(twitterer):</em></p>
<p style="text-align: center;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font: 11px 'Lucida Grande'; font-size: 13px;"><strong><span style="font-style: italic;"><span style="color: white;">&#8220;90 pegaram a gripe e todo mundo quer usar máscara.</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font: 11px 'Lucida Grande'; font-size: 13px;"><strong><span style="font-style: italic;"><span style="color: white;">10 milhões têm AIDS e ninguém quer usar camisinha&#8221;.</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font: 11px 'Lucida Grande';"> </p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font: 11px 'Lucida Grande';">Fecha a semana com essa então&#8230;</p>
<p><!--:--></p>
<!-- PHP 5.x -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/05/15/frase-do-dia-por-um-twitterer/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Ergue-se&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/04/08/ergue-se/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 02:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pouco mais que a sexta badalada e o dia de Maria Augusta inclina suas p&#225;lpebras para baixo, roubando o amarelo ultravioleta reflectido janelas e portarias abaixo. Seus produtos parecem esgotados. Pois parecem. E sob o efeito do caminhar de tantas subidas em descidas, desde o nascer da manh&#227; feita em breve mem&#243;ria, at&#233; o ponto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco mais que a sexta badalada e o dia de Maria Augusta inclina suas p&aacute;lpebras para baixo, roubando o amarelo ultravioleta reflectido janelas e portarias abaixo. Seus produtos parecem esgotados. Pois parecem. E sob o efeito do caminhar de tantas subidas em descidas, desde o nascer da manh&atilde; feita em breve mem&oacute;ria, at&eacute; o ponto mais baixo de toda a sua impaci&ecirc;ncia, inicia-se um conhecido ritual de encerramento.</p>
<p>Reconhecendo-se na trama de um instante da tarde, noutro da noite, praticamente tudo de si fora vendido, observado, transferido ou cobi&ccedil;ado por entre as rugas de suas travessas. E de l&aacute; de cima, acomodados na geometria de suas constru&ccedil;&otilde;es, prop&oacute;sitos il&oacute;gicos de todos os cantos da cidade executaram-se dentro de suas pr&oacute;prias buscas. As recep&ccedil;&otilde;es come&ccedil;am a se despedir ao inv&eacute;s de receber. O dia sai e a ordem, como na sua normalidade, n&atilde;o mais h&aacute;. </p>
<p>O ch&aacute; sorvido pela senhora ao lado, caminha em seu ventre em direc&ccedil;&atilde;o ao supermercado. A lata de spray colorido agita-se dentro da mochila d&rsquo;outro moicano urbano, jovem na nobreza de seu sangue desconhecido, mas antigo na repeti&ccedil;&atilde;o de suas inten&ccedil;&otilde;es. A l&aacute;grima dos muros escorre para dentro das bocas-de-lobo, lavando as cal&ccedil;adas para os r&aacute;pidos p&eacute;s encoura&ccedil;ados que se encaminham de volta, e aqueles outros desnudos que buscam se desencaminhar esta noite, sem volta.  </p>
<p>Hoje cedo os bares serviam o caf&eacute; feito na combust&atilde;o mais satisfat&oacute;ria para todas as urg&ecirc;ncias do dia que se seguiria. J&aacute; agora os caf&eacute;s aquecem os maquinistas e suas locomotivas com &aacute;lcool e petiscos, a lenha et&iacute;lica perfeita para uma reuni&atilde;o de fogueiras e inc&ocirc;modos suspiciosos. As cal&ccedil;adas cedem-se de todas as suas fren&eacute;ticas passadas e acomodam cadeiras sujas para as bundas nem t&atilde;o mais sujas assim. O som &eacute; o de vidro barato, pleno em celebra&ccedil;&otilde;es liquefeitas. Muda a temperatura&#8230;</p>
<p>O suor fermenta junto a um copo fino de al&iacute;vio e que misturado &agrave; levedura de suas salivas, escorre para dentro do esp&iacute;rito com mais uma nota sobre os ru&iacute;dos que se encerram ao seu redor. Torna-se imediatamente menos imposs&iacute;vel se esbarrar com o acaso e com os amigos, que na inevitabilidade de se esborracharem entre si, abra&ccedil;am-se em pequenos encontros l&iacute;quidos, imprevis&iacute;veis e deliciosamente acolhedores. </p>
<p>A veia cinza da cidade pulsa duas verves mais forte como &eacute; seu costume para o hor&aacute;rio e as cores fosforescentes das imposs&iacute;veis ofertas ribombam junto com a maior parte das expectativas. A promessa do &lsquo;ave-marias&rsquo; citadino se acimenta nas unhas pintadas e nas comandas gotejadas pelo perspirar das garrafas. O esqu&aacute;lido congelante dos refrigeradores abaixo dos balc&otilde;es une-se milagrosamente ao calor e ao abra&ccedil;o de goladas bem-vindas para a noite. </p>
<p>A intemp&eacute;rie do concreto confuso em sua temperatura, encerra-se nas linhas noturnas que v&atilde;o acomodando novas sortes. O conhecido perfume feminino das repetidas possibilidades ajuda a inebriar aquilo que j&aacute; &eacute; anest&eacute;sico em sua mais c&acirc;ndida ess&ecirc;ncia e os amigos misturam-se aos inimigos, e ningu&eacute;m mais se reconhece. Entretanto, irresponsavelmente, tudo est&aacute; conectado.</p>
<p>Exactamente no momento em que dona Maria Augusta d&aacute; a boa-acolhida aos seus desencontrados, que &agrave; procura de se des-anestesiarem, encerram o ciclo do Sol do dia sob o sal de sua acidez, e traspassam portal da noite adentro rumo ao seu seio morno, quase sujo, cheio de marcas e ausente de quaisquer julgamentos.</p>
<p>Aqui a noite n&atilde;o cai, mas sim ergue-se&#8230;</p>
<p>San Picciarelli</p>
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