De Profundis
// novembro 16th, 2009 // Feedback? » // Cinema, Programação, San Picciarelli
// novembro 16th, 2009 // Feedback? » // Cinema, Crítica Artística, San Picciarelli
A origem da película vai beber na fonte do livro “Sadness at Leaving“, um thriller-romance a la Espionage, escrito pelo turco Erje Ayden entre as décadas de 60 e 70.
// novembro 16th, 2009 // Feedback? » // Cinema, Programação, San Picciarelli
Mal acabou de desfrutar do merecido sucesso de “Deixa ela Entrar”, o sueco Tomas Alfredson já movimentou os pauzinhos necessários para o seu próximo trabalho. Dessa vez, ele vai adaptar a obra homônima do escritor norte-americano David Ebershoff intitulado “The Danish Girl” (A garota dinamarquesa, título original).
O volume narra a história da primeira transexual conhecida. Na sua pele, já confirmada para o papel, a australiana Nicole Kidman será casada com uma outra personagem de destaque vivida por Gwyneth Paltrow.
// julho 10th, 2009 // Feedback? » // Arte, Cinema
Depois de Ali G e Borat, cada um com a sua modesta reacção junto da crítica, Sacha Baron Cohen traz agora ao cinema o homossexual do momento: Bruno. A grande questão que se colocava, mas já em menor escala dado o que já conhecíamos dos dois anteriores filmes das suas personagens, seria perceber até que ponto Bruno podia conseguir chegar até aos espectadores da mesma forma que começou a ganhar algum impacto desde o seu primeiro aparecimento na televisão, onde corria o ano de 1998. No entanto, essa foi uma pergunta que começou a ser respondida logo nos primeiros minutos deste filme. Ou seja, Bruno tem material suficiente para chocar as pessoas, e desde o primeiro momento em que começa a interpretar a personagem, Sacha Baron Cohen não tem medo das possíveis reacções que poderá ouvir por todos os cantos do mundo. E, nesse aspecto, é caso para usar a seguinte frase: este homem realmente tem “tomates”.
“Bruno é um jornalista gay que trabalha no mundo da moda e é despedido de um programa sobre o tema na televisão do seu país, a Áustria, depois de o ter arruinado com o seu fato coberto a velcro. Decidido a mudar a sua vida, segue em direcção aos Estados Unidos para concretizar o “sonho americano” e tornar-se no “mais famoso austríaco desde Hitler”. Com a premissa lançada, ao longo de cerca 80 minutos somos colocados para um conjunto de situações, perfeitamente adequados a sketches televisivos só que mais longos, onde Sacha Baron Cohen é a estrela maior num filme em que o conteúdo acaba por ser o mais chocante.
Como já disse, este pode até ser considerado um filme com vários sketches à boa maneira televisiva, e dizer isto tem mesmo o seu ponto de veracidade, uma vez que a estética do “pequeno” ecrã está bem presente. No entanto, não convém esquecer que esta é a marca de Sacha Baron Cohen. De certeza que com este Bruno, ele não quer intensificar a sua veia artística como criador de estéticas em cinema. Tanto ele como o realizador Larry Charles, que colaboram novamente como aconteceu em Borat, acabam por definir ao filme uma variedade de culturas e uma espécie de auto crítica às diferentes sociedades que olham para o mundo como se de um preconceito se tratasse. Bruno pretende desmistificar esse factor, através de um conjunto de situações que podem chegar a ser tão violentas, que acabam por marcar o espectador e desta forma põe-no a pensar do que se está a passar em frente dos seus olhos.
Esta é a marca de Bruno: não existe marcas nem barreiras que não possam ser ultrapassadas. Ele não não tem medo de se mostrar e de seguir pelos seus objectivos de vida, ele não tem medo de passar para o ecrã todas essas situações por onde passa. Afinal de contas, esse é o seu trabalho.
Larry Charles, o realizador, nunca foi uma pessoa de inventar muito. Em Borat fez o que era preciso para transmitir o “documentário” que essa personagem queria transmitir, nomeadamente para os Estados Unidos da América, e neste Bruno ele atinge o mesmo resultado. É certo que não é um grande realizador, mas o que é que isso interessa em materiais como este? Dizer que Borat ou Bruno foram feitos para satisfazer algumas necessidades artísticas cinematográficas é totalmente falso. Isto porque foram filmes como estes que trouxeram ao público algo que eles nunca pensariam vir ser mostrado em cinema e, acima de tudo, este é um material de entretenimento que funciona como comédia vital para quem vai ao cinema para uma boa dose de risos. É certo que este tipo de humor pode ser encarado de diferentes maneiras pelos vários gostos e feitios dos espectadores, mas chamar a este filme de inconsequente é algo que não se deve fazer.
Apesar da curta duração deste filme, talvez se pudessem cortar mais algumas cenas que certamente foram escusadas, e apesar de em alguns momentos não apresentar uma narrativa tão criativa, Bruno consegue surpreender em cenas onde até o silêncio ganha uma importância clara na transmissão da mensagem (como aconteceu na cena nocturna onde Bruno se encontra à beira dos três caçadores). Diria só que o maior pecado deste filme é tentar ser demasiadamente chocante, o que fará com que este não seja visto nem aceite por muitas pessoas.
fonte: http://www.ante-cinema.com/2009/07/critica-«bruno»/
Da Central:
Por aqui, o filme ainda não tem data marcada para estrear.
San Picciarelli
// julho 9th, 2009 // Feedback? » // Arte, Cinema, Zeral
// junho 24th, 2009 // Feedback? » // Arte, Cinema, San Picciarelli
“Mangue Negro” é um daqueles filmes que conquista uma aura especial por lançar um olhar brasileiro sobre um tema inusitado no cinema nacional. O trabalho do capixaba Rodrigo Aragão é um filme de zumbis que se passa nos manguezais do Espírito Santo. Ele é uma das atrações do SP Terror – Festival Internacional de Cinema Fantástico, que acontece em São Paulo de 25 de junho a 2 de julho.

Cena de “Mangue Negro”, de Rodrigo Aragão, dá sabor brasileiro à clássica história de zumbis
A história é simples: zumbis começam a atacar os moradores de uma pequena comunidade de um manguezal. A partir daí, “Mangue Negro” (2008) é um festival de sangue esguichando de corpos mutilados. Porém, essa sinfonia sanguinolenta ganha uma pausa no meio do filme, quando Dona Benedita, uma “preta velha”, tentará evitar a morte da mocinha de “Mangue Negro”. A figura conhecida da nossa cultura popular é o toque de brasilidade em uma história que já vimos ser contada por Hollywood inúmeras vezes.
De certa forma, a graça de “Mangue Negro” está em seu tempero brasileiro. A mocinha possui um ar brejeiro comumente associado às mulheres simples da zona rural do Brasil. Também o herói, apaixonado pela mocinha, possui uma timidez e certa ingenuidade que quase sempre identifica o estereótipo do homem do campo. São esses personagens com traços nacionais que enfrentam os zumbis. É como se o cineasta quisesse colocar o Jeca Tatu como protagonista do filme “A Noite dos Mortos Vivos”, de George Homero.
“Mangue Negro”, o primeiro longa de Aragão, custou em torno de R$ 50 mil. O filme deixa transparecer a pouca verba de produção, mas ele compensa a falta de recursos com criatividade e humor.
Os efeitos especiais e a maquiagem de “Mangue Negro” ficaram por conta do próprio diretor Rodrigo Aragão. Em uma entrevista, o diretor afirmou que foi autodidata e aprendeu as técnicas através de repetidas tentativas e assistindo filmes e “making ofs”. O resultado valeu o prêmio de efeitos especiais e melhor novo diretor fantástico de Santiago, no Chile. O filme também recebeu o Prêmio Audiência do Rojo Sangre, na Argentina, e fez parte da seleção oficial do Sci Fi London.
Fonte: UOL Cinema, por: EDILSON SAÇASHIMA
// maio 23rd, 2009 // Feedback? » // Cinema, Crítica Artística, Programação
No primeiro plano de Import Export, vemos um senhor que tenta ligar uma moto, bem no meio de um enquadramento dominado por informações visuais de um inverno rigoroso, com muita neve por todos os lados. A moto não pega, mas aparece de repente o nome do filme. Corta para uma enfermeira andando no mesmo cenário gélido. É a ela que seguiremos, numa história que corre paralelamente a de um jovem que tenta a vida como segurança, e se depara com alguns marginais – e agiotas – no caminho.
Ela é uma ucraniana insatisfeita com o emprego que resolve tentar a vida numa espécie depeepshow virtual. Depois consegue trabalho como babá de um menino mimado, filho de uma mulher arrogante. Ele é um jovem rebelde, que gosta do confronto, da agressão. O senhor que tentava ligar a moto provavelmente está ali para passar a idéia de fracasso que vai permear toda a narrativa, ilustrada por situações em que os personagens são submetidos a situações constrangedoras.
O nome do filme vem da tentativa dos personagens principais de tentar uma situação melhor em outros países. Ela vai para a Europa central, mas não foge do frio físico e emocional. Ele vai para o leste, e conhece situações de pobreza humana que em sua Áustria natal se mantinha escondida nas entranhas da mente das pessoas. Ninguém é inocente, nenhum personagem tem direito a tréguas, ou mesmo a um respiro para se recompor. Esse momento nós não vemos.
Ulrich Seidl, diretor de Import Export, pertence à mesma linhagem de Michael Haneke (Violência Gratuita). Não por acaso, os dois são austríacos. Vendo seus filmes, ficamos com a impressão de que viver num presídio brasileiro é menos sofrível do que na Áustria, ou mesmo na Europa. São críticos da sociedade, austríaca principalmente. Porém, ao contrário de Haneke, Seidl não consegue extrapolar as amarras de seu cinema observacional da indiferença – que no caso de Import Export não é só humana, mas está em todos os cenários e situações pelos quais os personagens passam.
Se notamos um grande avanço em relação ao longa de ficção anterior de Seidl, Dias de Cão – filme cruel que angariou muitos fãs entre os espectadores de festivais, incluindo os brasileiros -, ainda sentimos que a frieza mostrada na frente e por trás das câmeras termina por emperrar qualquer pretensão ao estudo das relações humanas que parece implícito em cada cena deste novo longa.
Import Export não é difícil de ver até o fim, pois algumas imagens são bem pensadas, e Seidl definitivamente aprendeu a posicionar um ator diante de uma câmera. Mas é estéril, caindo na própria armadilha que armou.
// maio 8th, 2009 // 3 Feedbacks » // Cinema, Programação
Milagre em Santa Anna é o novo filme do diretor americano Spike Lee, consagrado por filmes polêmicos como Faça a Coisa Certa (1989) e Malcolm X (1992). Após um período mais voltado para projetos televisivos, ele ressurge na direção da adaptação da obra de mesmo nome do escritor e músico James McBride, que também se responsabilizou por roteirizar sua obra.

O projeto de Milagre em Santa Anna surgiu a partir de uma parceria da produtora de Spike Lee, 40 Acres & A Mule Filmworks, com o canal de TV italiano RAI, o que resultou em mais um filme que aborda a crueldade da II Guerra Mundial, dando ênfase aos que passaram pela região italiana de Toscana entre 1943 e 1944.
Aparentemente a trama cairia em um lugar-comum, como cai em muitos momentos, se não fosse um assassinato na primeira sequência a conduzir o espectador até o passado do assassino e de uma obra de arte encontrada em sua casa. Após sua prisão, o assassino revela a um repórter memórias – em forma de flashback – da sua experiência como soldado da 92ª Divisão Buffalo Soldier, formada apenas por negros, em que arriscou sua vida e a de três colegas para salvar um garoto italiano.
A trilha sonora instrumental de Terence Blanchard pretende ser épica, mas apenas antecipa os fatos da sequência seguinte, contribuindo para a exacerbação do melodrama. No entanto, é em meio a uma cena melodramática que se dá o melhor momento do filme: um garoto italiano (Matteo Sciabordi) vê pela primeira vez um negro, o soldado grandalhão Train (Omar Benson Miller) e acredita que ele seja um “gigante de chocolate”.
Questões polêmicas são o forte de Spike Lee, que além de discutir o racismo, procura trabalhar superficialmente questões referentes aos seguidores de Hitler, de Mussolini e do comunismo, entre outras, como quando aponta um latino-americano como herói e apresenta um nazista sensato.
Milagre em Santa Anna (Miracle at St. Anna): EUA
(2008) – Direção: Spike Lee
Com Derek Luke, Michael Ealy, Laz Alonso, Omar Benson Miller, Pierfrancesco Favino, Valentina Cervi, Matteo Sciabordi, John Turturro, Joseph Gordon-Levitt, John Leguizamo.
Produção: Roberto Cicutto, Spike Lee, Luigi Musini.
Roteiro: James McBride.
Fotografia: Matthew Libatique.
Trilha Sonora: Terence Blanchard.
Duração: 160 min.
Serviço (sempre confirme com o cinema antes de ir!):
Unibanco Arteplex Frei Caneca, R. Frei Caneca, 569, 3º piso. Tel.: 3472-2365. Sala 09 – 16h – 21h10
Gemini, Av. Paulista, 807. Tel.: 3289-3566. Sala 02 – 21h
// abril 30th, 2009 // Feedback? » // Cinema, Programação

A Janela (foto: divulgação)
A Janela é o novo filme do argentino Carlos Sorin, o mesmo de O Cachorro (2004) e Histórias Mínimas (2002), que estreia nos cinemas de São Paulo.
A trama narra um período de 12 horas na vida de Antonio (Antonio “Taco” Larreta), um escritor de 86 anos, que após sofrer um problema cardíaco espera pela chegada de seu filho, que vive na Europa e com quem não fala há anos.
Em A Janela, Sorin continua dialogando com o neo-realismo italiano. Exemplo disso é a escolha do escritor uruguaio Antonio “Taco” Larreta de 85 anos para o papel do personagem, para dessa forma agregar um “Q” de realismo que não deveria ser interpretado e sim ser algo natural naquele que interpreta o papel.
No entanto, não foi apenas a escolha de “não-atores” que ressurge no novo filme de Sorín: o cenário, a paisagem da fazenda San Juan, apesar de se tratar de uma região no limite de Los Pampas, se parece muito com as planícies da Patagônia registradas na busca do protagonista de O Cachorro (2004) por um emprego.
Outro elemento da antiga fórmula de Sorin é a crítica social e econômica colocada de forma subjetiva na história. Em A Janela, dois personagens carregam essa função: o afinador de piano, que usando do bom humor fala da dificuldade de viver da arte na Argentina e em um segundo momento retira de dentro do piano dois soldadinhos de chumbo que estavam presos no maquinário, uma clara menção aos anos de ditadura na Argentina; e a esposa do filho do protagonista que, ao se preocupar apenas com uma ligação que lhe renderá lucros, afirma a fragilidade na estrutura familiar atual.
A Janela resulta em mais um filme de contemplação e reflexão de Carlos Sorin, que ao eleger um tema aparentemente corriqueiro acentua de forma poética todos os elementos ao seu redor, com ajuda da trilha sonora de Nicolás Sorin, que dá ritmo às 12 horas da vida do protagonista.
A inspiração, segundo Sorin, surgiu da união de diversos elementos, partindo da sua paixão pelos contos do escritor russo Antón Pavlovich Chéjov e pouco depois por sua biografia intitulada em espanhol por La dramática vida de Anton Chéjov, de Irene Nemirovsky, na qual existe a descrição das últimas horas do escritor no hotel de Badenweiler, se despedindo da esposa e de seu médico; somado ao fato particular do diretor ter perdido seu pai no ano passado.
Prêmios: vencedor do FIPRESCI no Valladolid Internacional Film Festival 2008, indicado ao Golden Spike 2008.
A Janela (La Ventana): Argentina/Espanha (2008) – Direção: Carlos Sorin.
Com Maria Del Carmen Jímenez, Antonio Larreta, Alberto Ledesma, Emilse Róldan, Roberto Rovira, Victoria Herrera.
Produção: José Maria Morales.
Roteiro: Carlos Sorin, Pedro Maizal.
Fotografia: Julián Apezteguia.
Trilha Sonora: Nicolás Sorin.
Serviço (sempre ligue antes para o cinema):
Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 1.470/1.475. Tel.: 3288-6780. Sala 02 – 14h – 16h – 20h – 22h
Frei Caneca Unibanco Arteplex, R. Frei Caneca, 569, 3º piso. Tel.: 3472-2365. Sala 05 – 14h50 – 16h40 – 18h30 – 20h20 – 22h10
Reserva Cultural de Cinema, Av. Paulista, 900. Tel.: 3287-3529. Sala 03 - 13h – 14h40 – 16h25 – 18h10 – 19h50 – 21h30

A Janela (foto: divulgação)
A Janela é o novo filme do argentino Carlos Sorin, o mesmo de O Cachorro (2004) e Histórias Mínimas (2002), que estreia nos cinemas de São Paulo.
A trama narra um período de 12 horas na vida de Antonio (Antonio “Taco” Larreta), um escritor de 86 anos, que após sofrer um problema cardíaco espera pela chegada de seu filho, que vive na Europa e com quem não fala há anos.
Em A Janela, Sorin continua dialogando com o neo-realismo italiano. Exemplo disso é a escolha do escritor uruguaio Antonio “Taco” Larreta de 85 anos para o papel do personagem, para dessa forma agregar um “Q” de realismo que não deveria ser interpretado e sim ser algo natural naquele que interpreta o papel.
No entanto, não foi apenas a escolha de “não-atores” que ressurge no novo filme de Sorín: o cenário, a paisagem da fazenda San Juan, apesar de se tratar de uma região no limite de Los Pampas, se parece muito com as planícies da Patagônia registradas na busca do protagonista de O Cachorro (2004) por um emprego.
Outro elemento da antiga fórmula de Sorin é a crítica social e econômica colocada de forma subjetiva na história. Em A Janela, dois personagens carregam essa função: o afinador de piano, que usando do bom humor fala da dificuldade de viver da arte na Argentina e em um segundo momento retira de dentro do piano dois soldadinhos de chumbo que estavam presos no maquinário, uma clara menção aos anos de ditadura na Argentina; e a esposa do filho do protagonista que, ao se preocupar apenas com uma ligação que lhe renderá lucros, afirma a fragilidade na estrutura familiar atual.
A Janela resulta em mais um filme de contemplação e reflexão de Carlos Sorin, que ao eleger um tema aparentemente corriqueiro acentua de forma poética todos os elementos ao seu redor, com ajuda da trilha sonora de Nicolás Sorin, que dá ritmo às 12 horas da vida do protagonista.
A inspiração, segundo Sorin, surgiu da união de diversos elementos, partindo da sua paixão pelos contos do escritor russo Antón Pavlovich Chéjov e pouco depois por sua biografia intitulada em espanhol por La dramática vida de Anton Chéjov, de Irene Nemirovsky, na qual existe a descrição das últimas horas do escritor no hotel de Badenweiler, se despedindo da esposa e de seu médico; somado ao fato particular do diretor ter perdido seu pai no ano passado.
Prêmios: vencedor do FIPRESCI no Valladolid Internacional Film Festival 2008, indicado ao Golden Spike 2008.
A Janela (La Ventana): Argentina/Espanha (2008) – Direção: Carlos Sorin.
Com Maria Del Carmen Jímenez, Antonio Larreta, Alberto Ledesma, Emilse Róldan, Roberto Rovira, Victoria Herrera.
Produção: José Maria Morales.
Roteiro: Carlos Sorin, Pedro Maizal.
Fotografia: Julián Apezteguia.
Trilha Sonora: Nicolás Sorin.
Serviço (sempre ligue antes para o cinema):
Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 1.470/1.475. Tel.: 3288-6780. Sala 02 – 14h – 16h – 20h – 22h
Frei Caneca Unibanco Arteplex, R. Frei Caneca, 569, 3º piso. Tel.: 3472-2365. Sala 05 – 14h50 – 16h40 – 18h30 – 20h20 – 22h10
Reserva Cultural de Cinema, Av. Paulista, 900. Tel.: 3287-3529. Sala 03 – 13h – 14h40 – 16h25 – 18h10 – 19h50 – 21h30

A Janela (foto: divulgação)
A Janela é o novo filme do argentino Carlos Sorin, o mesmo de O Cachorro (2004) e Histórias Mínimas (2002), que estreia nos cinemas de São Paulo.
A trama narra um período de 12 horas na vida de Antonio (Antonio “Taco” Larreta), um escritor de 86 anos, que após sofrer um problema cardíaco espera pela chegada de seu filho, que vive na Europa e com quem não fala há anos.
Em A Janela, Sorin continua dialogando com o neo-realismo italiano. Exemplo disso é a escolha do escritor uruguaio Antonio “Taco” Larreta de 85 anos para o papel do personagem, para dessa forma agregar um “Q” de realismo que não deveria ser interpretado e sim ser algo natural naquele que interpreta o papel.
No entanto, não foi apenas a escolha de “não-atores” que ressurge no novo filme de Sorín: o cenário, a paisagem da fazenda San Juan, apesar de se tratar de uma região no limite de Los Pampas, se parece muito com as planícies da Patagônia registradas na busca do protagonista de O Cachorro (2004) por um emprego.
Outro elemento da antiga fórmula de Sorin é a crítica social e econômica colocada de forma subjetiva na história. Em A Janela, dois personagens carregam essa função: o afinador de piano, que usando do bom humor fala da dificuldade de viver da arte na Argentina e em um segundo momento retira de dentro do piano dois soldadinhos de chumbo que estavam presos no maquinário, uma clara menção aos anos de ditadura na Argentina; e a esposa do filho do protagonista que, ao se preocupar apenas com uma ligação que lhe renderá lucros, afirma a fragilidade na estrutura familiar atual.
A Janela resulta em mais um filme de contemplação e reflexão de Carlos Sorin, que ao eleger um tema aparentemente corriqueiro acentua de forma poética todos os elementos ao seu redor, com ajuda da trilha sonora de Nicolás Sorin, que dá ritmo às 12 horas da vida do protagonista.
A inspiração, segundo Sorin, surgiu da união de diversos elementos, partindo da sua paixão pelos contos do escritor russo Antón Pavlovich Chéjov e pouco depois por sua biografia intitulada em espanhol por La dramática vida de Anton Chéjov, de Irene Nemirovsky, na qual existe a descrição das últimas horas do escritor no hotel de Badenweiler, se despedindo da esposa e de seu médico; somado ao fato particular do diretor ter perdido seu pai no ano passado.
Prêmios: vencedor do FIPRESCI no Valladolid Internacional Film Festival 2008, indicado ao Golden Spike 2008.
A Janela (La Ventana): Argentina/Espanha (2008) – Direção: Carlos Sorin.
Com Maria Del Carmen Jímenez, Antonio Larreta, Alberto Ledesma, Emilse Róldan, Roberto Rovira, Victoria Herrera.
Produção: José Maria Morales.
Roteiro: Carlos Sorin, Pedro Maizal.
Fotografia: Julián Apezteguia.
Trilha Sonora: Nicolás Sorin.
Serviço (sempre ligue antes para o cinema):
Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 1.470/1.475. Tel.: 3288-6780. Sala 02 – 14h – 16h – 20h – 22h
Frei Caneca Unibanco Arteplex, R. Frei Caneca, 569, 3º piso. Tel.: 3472-2365. Sala 05 – 14h50 – 16h40 – 18h30 – 20h20 – 22h10
Reserva Cultural de Cinema, Av. Paulista, 900. Tel.: 3287-3529. Sala 03 - 13h – 14h40 – 16h25 – 18h10 – 19h50 – 21h30
// abril 25th, 2009 // Feedback? » // Cinema, Programação
Valsa com Bashir (foto: Divulgação)
Valsa com Bashir é o primeiro documentário de animação do diretor israelense Aril Folman, produto de suas experiências vividas como ex-soldado de Israel, quando lutou na Guerra Civil Libanesa em 1982. O filme foi à única animação que concorreu a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2008, assim como Persépolis (2007), da iraniana Marjane Satrapi que concorreu da mesma forma em 2007.
O título faz referência ao presidente eleito no Líbano em 1982, Bashir Gemayel, assassinado dias antes de assumir o poder por radicais sírios e palestinos – o que serviu de pretexto para o avanço dos judeus até a capital do Líbano, Beirute. A invasão resultou na morte de cerca de três mil palestinos, em apenas três dias, intitulada de Massacre de Sabra e Chatila.
Folman afirma que seu longa não é político apesar de se tratar de uma busca do protagonista, 20 anos depois, para se lembrar o que ocorreu com ele durante a guerra, por meio de memórias de seus companheiros de luta. Tais memórias são evocadas por meio de flash back, que reconstroem uma linha do tempo dos fatos políticos ocorridos durante esse período.
O longa é feito em animação com desenhos a mão em que Folman optou por transformar rostos de pessoas reais em personagens, fazendo com que a animação se aproxime esteticamente das histórias em quadrinho. Já os elementos que dialogam mais com o documentário surgem por meio da mescla de depoimentos de seus companheiros, psicólogos, entre outros, com imagens e fotos falsamente reais. O cuidado em imprimir uma realidade cinematográfica na animação é visível no enquadramento que imita movimentos de câmera como: o plano contra plano, travellings, além do uso de elementos do cinema clássico como o flash back.
Valsa com Bashir chega para reafirmar a força desse novo gênero, documentário de animação, na produção cinematográfica mundial, que também ganhou repercussão em terras tupiniquins por meio do curta documentário em animação stop motion do diretor Cesar Cabral, intitulado Dossiê Rê Bordosa (2008), um dos campeões de público no 19° Curta Kinoforum – Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, em agosto de 2008.
Valsa com Bashir (Waltz with Bashi) | Israel / França / Alemanha (2008) | Direção: Ari Folman.
Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 1.470/1.475. Tel: 3288-6780 (salas 1-2- 3)/ 3287-5590 (salas 4-5). Sala 5 (51 lugares): 22h
HSBC Belas Artes, Rua da Consolação, 2.423. Tel: 3258-4092
Sala Oscar Niemeyer (218 lugares): 14h30 (exceto sex.) – 16h30 – 18h30 – 20h30 – 22h (somente sáb.)
Reserva Cultural, Av. Paulista, 900. Tel: 3287-3529. Sala 1 (198 lugares): 15h – 21h20 (exceto ter.) – 23h10 (somente sáb.)

Persépolis (foto: Divulgação)
Persépolis: França/Irã (2007) – Direção: Marjane Satrapi e Vicente Paronnaud. 35° Festival SESC Melhores Filmes – 2009.
Cine SESC, Rua Augusta, 2075. Tel: 3087-0500. 25/04 – sábado – 17h.