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Rua Augusta

// novembro 16th, 2009 // 5 Feedbacks » // Colunistas, Histórias, Luciana C.

augusta

Quem dera o mundo inteiro fosse como os quarteirões da rua Augusta, ali da avenida Paulista até a praça Roosevelt! Desde os engravatados que a descem até os boêmios que a sobem, passando pelas suas tão famosas moças e também pelos modernos e antenados, gente de todos os tipos e com todos os gostos convivem, se divertem e são felizes (ou ao menos tentam).

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Viva la Augusta! & Viva a Ferrugem!

// junho 18th, 2009 // Feedback? » // Achadas & Perdidas, Programação, San Picciarelli

Z Carniceria recebe a terceira edição do encontro Viva La Augusta!

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Neste domingo, 21 de junho, é realizado o 3º encontro de carros antigos, clássicos, hot rods, low riders, lambretas, choppers, custom bikes e low bikes da Rua Augusta. Promovido por Facundo Guerra e José Tibiriçá, proprietários dos bares VOLT e Z Carniceria, além do Vegas Club, o evento ainda conta com trilha sonora 50’s, 60’s, rocksteady, ska e hip hop old school.

O encontro é gratuito e recebe público variado, entre colecionadores, bikers, músicos, jovens freqüentadores da noite paulistana e até famílias inteiras. Por lá, é possível ver Camaros, Buicks, Harley Davidsons, e outras raridades, sempre apoiados por clubes importantes do universo da “ferrugem”. Será um encontro para celebrar a saudosa Augusta dos 1960.


Serviço

Quando: domingo, 21 de junho, das 14h30 às 20h30
Onde: Rua Augusta: 935 – em frente ao Z Carniceria – no estacionamento do supermercado “O Dia”.
Quanto: na faixa, é só chegar.
Quer mais? Liga no 2936-0934 ou vivalaaugusta@hotmail.com

Aqui é o Paraíso e o Inferno!

// abril 19th, 2009 // Feedback? » // Crônicas

Ou A Rua Augusta Direção Centro

Não é para ser partidário.
Não é para escolher.
Não é para defender.
Não para lutar contra.
Não é para achar que…
Não é uma questão de moral.
Não é nada de religioso.
Não é papal.
Não é o Ying e o Yang.
Mas é o bom dos dois.

O bom de uma balada na Lôca (luxúria, tentação, gula…) onde vários pecados estão à disposição. Dançar até falar chega, ou até o faxineiro da boate expulsar você varrendo a pista.

Isso faz parte da Augusta.

De um outro lado, aqui também é o paraíso… de quem gosta de cultura.

Livrarias, cafés, loja de CDs, sebos formam um cenário propício a qualquer amante de informações culturais. Bem na esquina da Augusta com a Paulista, saindo do metrô, você já se encontra com das uma melhores livrarias do mundo, a Livraria Cultura, que, além dos livros, abriga um teatro e um café. Dentro do Conjunto Nacional há também a Galeria da Caixa Econômica Federal, com ótimas exposições.

Você acha que acabou! Que nada. Apenas saia do Conjunto que você se depara com uma das inúmeras bancas de jornal da Avenida (Paulista).

Algumas são verdadeiras janelas abertas para o mundo (pois, mesmo se a Internet desenvolve cada vez mais esse papel, nada substitui o prazer de tocar, folhear, respirar as páginas de uma hiper conceituada tudo de bom internacional glamorosa chic revista de moda, de fotografia, ou de qualquer outro tema).

Vamos continuar o nosso périplo atravessando a Paulista e pegando a Rua Augusta direção Centro. No passeio do lado direito tem os camelôs da cultura que vendem livros, filmes raros e de arte por um bom preço.

É só para você entrar no clima. Agora, imagine você andar por aí quando houver uma manifestação cultural como o Festival Internacional de Cinema de São Paulo, ou ainda o Mix Brasil (o Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual). Aí é uma loucura.

Aqui é Movida!

// abril 8th, 2009 // 1 Feedback » // Colunistas, Crônicas

O “flaneur” (aquele que gosta de passear) gosta também de descansar sentado a uma mesa de café. Sentar e tomar um chá gelado, sentar e ler a Folha, sentar e ver as pessoas passarem. Isso já é bom em qualquer lugar do mundo, mas na Augusta ou região, é simplesmente delicioso.

Que seja no terraço do Vanilla Café (Antônio Carlos, 404), nos botecos de esquina (como aquele da Frei Caneca com a Peixoto Gomide, o bar da Loca), naqueles que ficam nas entradas das galerias (Augusta, Le Village…), ou ainda dentro dos cinemas Unibanco, dos dois lados da Rua. Eles são verdadeiros oásis de tranquilidade no meio dessa loucura e agitação toda.

Aqui mais uma vez tudo pode acontecer, pelo menos, se você quiser, basta participar desse intercâmbio sensitivo onde uma Amy Winehouse pode envolver-se com um Edward Mãos-de-Tesoura ou um Harvey Milk com um Almodóvar boy. Os cinéfilos, os filósofos, os modernos (aqueles mencionados pela Adriana Calcanhoto), os gays, claro, os roqueiros, as moças fáceis e as não tão fáceis… todo esse belo mundo cansou de gostar de saber que é ele o motor dessa tormenta toda.

* Movida: Movimento artístico espanhol da década de 80 que estourou após a ditadura franquista. Foi a época dos primeiros filmes de Almodóvar.

Aqui é NY

// março 30th, 2009 // 1 Feedback » // Colunistas, Crônicas

Estou aqui no Bossa Nova Café, lá embaixo instalado numa confortável cadeira azul! O espaço é aconchegante e bem tranquilo nesta hora (18h40), só basta pedir ao garçom desligar a televisão, única coisa cafona do lugar.

Essa epidemia de monitores LCD em toda parte, já contei 20 desses num mesmo bar, é de arrepiar! Não combina com a Rua Augusta e esse televisor no Bossa Nova é um estranho no ninho. Melhor um DVD da Elis Regina ou então nada. Será que precisamos ficar conectados o tempo todo com o “plim plim” da Globo?

Estou aqui para escrever esta crônica, não para ver ou ouvir propaganda da expansão do metrô, que passará, aliás, perto daqui, pois terá uma estação com o nome de “Paulista” na futura linha 4 (bem ao lado do cinema HSBC Belas Artes). Vai ser tão bom ter mais metrô nesta cidade. Poderia também ter mais ciclovias, mais ruas exclusivas para pedestres.  Mas vamos parar de reclamar… por enquanto.

Pois aqui é NY. Esse outro centro nevrálgico da Metrópole está bem aqui na Rua Augusta entre a Paulista e a rua Fernando de Albuquerque, que a liga à Bela Cintra. Aqui tudo se concentra, as tribos, as diversões, as atividades culturais e comerciais…

Essa Augusta já tão famosa pelo seu glamour passado continua linda! Não! Não é de Beleza que se trata, mas de energia, de acontecimentos permanentes, de mistura inexplicável que só existia em NY. Basta andar, observar e ver esse espetáculo ao céu aberto que essa rua oferece.

Nada melhor que “flâner” (passear sem destino preciso em francês) de dia ou de noite na Augusta. Dois mundos, numa mesma rua. São Paulo é assim, não sou a Rua Augusta como também a boêmia Vila Madalena, que possui essa capacidade de se transformar ao pôr do Sol.

A peculiaridade da Augusta é mesmo a concentração de tanta energia em pouco espaço (são, afinal, pouco mais de três quarteirões). Como se fosse um átomo concentrado, uma energia fora do comum. Para os céticos, os convido a passear por aqui numa sexta ou sábado por volta das oito, nove da noite. Tudo começa na saída do metrô “Consolação”, aí você sente que está no meio de onde tudo acontece!

Bom passeio!

DICA – Bossa Nova Café e Bar (Rua Augusta, 1526 – Loja 1A)

Buffet de café da manhã – seg. a sex., das 7h às 12h; sáb., das 9h às 12h. R$ 6,00.