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	<title>Central da Augusta &#187; crítica</title>
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		<title>Caguetar ou não Caguetar? Heis a questão&#8230;</title>
		<link>http://centraldaaugusta.com.br/theblog/2009/07/28/cagoetar-ou-nao-cagoetar-heis-a-questao/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 01:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um blog que acompanho e admiro muito, o Knight Center for Journalism/Texas University, foi publicado uma matéria sobre uma suposta insegurança jurídica criada a partir da desregulamentação da profissão jornalística em prol de seu exercício. Transcorrendo sobre o tema, interpreto o assunto da seguinte maneira: (publicado em comentário à referida matéria no próprio site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em um blog que acompanho e admiro muito, o <a href="http://knightcenter.utexas.edu/blog" target="_blank">Knight Center for Journalism</a>/Texas University, foi publicado uma matéria sobre uma suposta <a href="http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=pt-br/node/4726#comment-1323" target="_blank">insegurança jurídica criada a partir da desregulamentação da profissão jornalística</a> em prol de seu exercício.<em><br /></em></p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/journalism1.gif" class="image-link" rel="lightbox[1227]" title="Caguetar ou não Caguetar? Heis a questão..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/journalism1-thumb3.gif" height="224" align="left" width="230" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /></a>Transcorrendo sobre o tema, interpreto o assunto da seguinte maneira: <br /><em>(publicado em comentário à referida matéria no próprio site da KCJ)</em>. </p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">O exercício da profissão de jornalista conforme roga a nova lelgislação deve proteger os mesmos direitos de sigilo em relação à fonte. Num cenário construído onde fonte e jornalista trocam informações e, mediante o acordo de confidencialidade firmado entre ambos <em>(mesmo que informalmente)</em> AINDA assim se mantém como peça de informação à descrição do jornalista, quer formado ou em exercício.</p>
<p style="clear: both; text-align: center;">Era assim antes da exigência do diploma no Brasil, sempre foi assim em países que não o exigem. </p>
<p style="text-align: justify;">O ato de se formar em jornalismo e adquirir o diploma tem uma natureza técnico-preparatória e não absorve-se de macanismos legais que vão além daqueles oferecidos em igual teor e forma ao cidadão comum. Ou seja, qualquer pessoa têm o direito de informar e re-transmitir desde que se responsabilize por isso. Se a coisa informada é de utilidade pública e social e a sua origem deseja permanecer anônima, é seu direito preservar essa fonte. </p>
<p style="text-align: justify;">É óbvio que existem diferentes camadas para aquilo que é permitido ou não quando o assunto é preservar uma fonte. Mas isso não se limita exclusivamente ao jornalismo, uma vez que profissões como médicos, psicólogos (principalmente) e até mesmo consultores usam do mesmo mecanismo moral/legal. Toda a questão se dissolve com um simples contrato livre de confidencialidade, mesmo que escrito à mão, em papel de pão. Se uma pessoa atesta que não revelará a origem da informação a outrem sem o seu consentimento, já está (desde que seja legal, etc etc etc&#8230;) </p>
<p style="text-align: justify;">Para que valide-se esta matéria, basta observar a legislação em países como EUA, Inglaterra, Suécia e tantos outros que não exigem o diploma e asseguram via convenção nacional em seus respectivos regimes legais o direito de proteção à origem de informações jornalísticas ou de caráter público.</p>
<p style="text-align: justify;">Observe um trecho da Primeira Emenda da constituição norte-americana:</p>
<blockquote style="clear: both"><p><em>&#8220;Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<blockquote style="clear: both"><p><em>Traduzo&#8230;: &#8220;O congresso não deverá legislar com respeito ao estabelecimento religioso, sequer portanto proibir seu livre-exercício; tampouco abreviar a liberdade de expressão, ou da imprensa, ou dos direitos civis de organização pacífica, bem como peticionar ao Governo em prol do remediar de injustiças&#8221; </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;"><a href="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/stop_snitchin1.jpg" class="image-link" rel="lightbox[1227]" title="Caguetar ou não Caguetar? Heis a questão..."><img class="linked-to-original" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/07/stop_snitchin1-thumb1.jpg" height="100" align="left" width="100" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /></a><strong>Basta que compreendamos que a &#8216;não abreviação/supressão da liberdade expressão&#8217; também implica no não-violar dos direitos daquele que, através de outrem profissionalmente posicionado como seu veículo, expressa-se sob o desejo de permanecer anônimo. </strong></p>
<p style="text-align: justify; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-position: initial initial;">Com exceção da obrigatoriedade moral e legal de se revelar atos contra a ordem e a segurança pública, nenhum mecanismo pode obrigar nem a um jornalista formado, nem não formado, nem mesmo a qualquer cidadão que optar livremente por proteger a fonte de uma informação de natureza pública e informativa. Essa é, em si, a linha nada tênue que explica em sua totalidade o que significa &#8220;direito à liberdade de expressão&#8221;. </p>
<p style="clear: both; text-align: right;">Recomendo à todos o site do Knight Center for Journalism. Clique <a href="http://knightcenter.utexas.edu/blog" title="" target="_blank">AQUI</a></p>
<p style="clear: both; text-align: right;"><strong>San Picciarelli</strong></p>
<p style="clear: both">
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>IMPORT EXPORT</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 10:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Frei Caneca]]></category>
		<category><![CDATA[Unibanco Arteplex]]></category>

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		<description><![CDATA[No primeiro plano de Import Export, vemos um senhor que tenta ligar uma moto, bem no meio de um enquadramento dominado por informações visuais de um inverno rigoroso, com muita neve por todos os lados. A moto não pega, mas aparece de repente o nome do filme. Corta para uma enfermeira andando no mesmo cenário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana; font-size: 10px; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px;"><span style="font-family: Helvetica; font-size: 12px; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"><img src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/05/poster.jpg" width="200" height="266" alt="poster.jpg" style="float:left;" /></span><span style="font-size: 11px;">No primeiro plano de Import Export, vemos um senhor que tenta ligar uma moto, bem no meio de um enquadramento dominado por informações visuais de um inverno rigoroso, com muita neve por todos os lados. A moto não pega, mas aparece de repente o nome do filme. Corta para uma enfermeira andando no mesmo cenário gélido. É a ela que seguiremos, numa história que corre paralelamente a de um jovem que tenta a vida como segurança, e se depara com alguns marginais &#8211; e agiotas &#8211; no caminho.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; font-size: 13px;"><span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">Ela é uma ucraniana insatisfeita com o emprego que resolve tentar a vida numa espécie de<i>peepshow</i> virtual. Depois consegue trabalho como babá de um menino mimado, filho de uma mulher arrogante. Ele é um jovem rebelde, que gosta do confronto, da agressão. O senhor que tentava ligar a moto provavelmente está ali para passar a idéia de fracasso que vai permear toda a narrativa, ilustrada por situações em que os personagens são submetidos a situações constrangedoras.</span></p>
<p style="text-align: justify; font-size: 13px;"><span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">O nome do filme vem da tentativa dos personagens principais de tentar uma situação melhor em outros países. Ela vai para a Europa central, mas não foge do frio físico e emocional. Ele vai para o leste, e conhece situações de pobreza humana que em sua Áustria natal se mantinha escondida nas entranhas da mente das pessoas. Ninguém é inocente, nenhum personagem tem direito a tréguas, ou mesmo a um respiro para se recompor. Esse momento nós não vemos.</span></p>
<p style="text-align: justify; font-size: 13px;"><span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">Ulrich Seidl, diretor de Import Export, pertence à mesma linhagem de Michael Haneke (<i>Violência Gratuita</i>). Não por acaso, os dois são austríacos. Vendo seus filmes, ficamos com a impressão de que viver num presídio brasileiro é menos sofrível do que na Áustria, ou mesmo na Europa. São críticos da sociedade, austríaca principalmente. Porém, ao contrário de Haneke, Seidl não consegue extrapolar as amarras de seu cinema observacional da indiferença &#8211; que no caso de Import Export não é só humana, mas está em todos os cenários e situações pelos quais os personagens passam.</span></p>
<p style="text-align: justify; font-size: 13px;"><span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">Se notamos um grande avanço em relação ao longa de ficção anterior de Seidl, <i>Dias de Cão</i> &#8211; filme cruel que angariou muitos fãs entre os espectadores de festivais, incluindo os brasileiros -, ainda sentimos que a frieza mostrada na frente e por trás das câmeras termina por emperrar qualquer pretensão ao estudo das relações humanas que parece implícito em cada cena deste novo longa.</span></p>
<p style="text-align: justify; font-size: 13px;"><span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">Import Export não é difícil de ver até o fim, pois algumas imagens são bem pensadas, e Seidl definitivamente aprendeu a posicionar um ator diante de uma câmera. Mas é estéril, caindo na própria armadilha que armou.</span></p>
<div style="text-align: right; font-size: 13px;">
  <span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">fonte: Sérgio Alpendre <a href="mailto:criticas@cineclick.com.br" style="text-decoration: none; color: #000000;"><span style="font-family: Helvetica; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 13px;">-</span></a> <a href="mailto:criticas@cineclick.com.br" style="text-decoration: none; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #000000;">criticas@cineclick.com.br</a></span>
</div>
<div style="text-align: justify; font-size: 13px;">
  
</div>
<div style="text-align: justify; font-size: 13px;">
  <span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">Onde?</span>
</div>
<div style="text-align: justify; font-size: 13px;">
<div style="text-align: justify;">
    <span style="font-family: Verdana; -webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-size: 11px;">Unibanco Arteplex São Paulo, às 21:30</span>
  </div>
</div>
<div style="text-align: right;">
  
</div>
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		<title>Filme: Tony Manero</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 17:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>San Picciarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Larrain]]></category>

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		<description><![CDATA[  Tony Manero é o primeiro filme chileno em circuito desde Machuca (2004) de Andrés Wood, dirigido por Pablo Larraín. Tony Manero chegou às telas brasileiras no dia 10 de abril, com ares de comédia, por fazer referência em seu titulo ao personagem que emplacou a carreira de Jonh Travolta e lhe rendeu a fama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<div id="attachment_563" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><img class="size-full wp-image-563 " title="Foto Divulgação" src="http://centraldaaugusta.com.br/theblog/wp-content/uploads/2009/04/tony-manero.jpg" alt="Foto Divulgação" width="224" height="264" /><p class="wp-caption-text">Filme: Tony Monero (Brasil/Chile)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Tony Manero</em> é o primeiro filme chileno em circuito desde <em>Machuca </em>(2004) de Andrés Wood, dirigido por Pablo Larraín. <em>Tony Manero </em>chegou às telas brasileiras no dia 10 de abril, com ares de comédia, por fazer referência em seu titulo ao personagem que emplacou a carreira de Jonh Travolta e lhe rendeu a fama de “rei da discoteca”, em <em>Os Embalos de Sábado à Noite </em>(1977).</p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente a linha condutora do filme é um período na vida de Raúl Peralta (Alfredo Castro), um homem de meia idade que sonha em se tornar o “Tony Manero do Chile” em um concurso na TV local, em meio à ditadura de Pinochet; no entanto ao longo dos 98 minutos, a trama nos revela de forma sutil quanto o momento histórico colocado subjetivamente como pano de fundo da historia é quem dá o timing do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1977, o ano de lançamento de <em>Os Embalos de Sábado à Noite</em>, o Chile já passava por quase quatro anos imerso na ditadura do General Augusto Pinochet, que impôs uma grande censura á todos os meios de expressão, abrindo espaço apenas para filmes Americanos e em especial musicais, o que explica a escolha de Tony Manero de John Travolta como ferramenta de construção do personagem central.</p>
<p style="text-align: justify;">A forte censura da época, também é revelada de forma quase que subjetiva nas primeiras sequências, onde a produtora do programa da TV passa as informações para os participantes do concurso da semana, frisando que “não se pode falar mal do governo e fazer piada sujas” e ao longo do filme por meio da viúva de um militar que, após sofrer um assalto e ser ajudada por Raúl, ressalta a cor dos olhos azuis de Pinochet e usa o termo <em>mapuche </em>(na língua Mapundungu, gente da terra) para se referir de forma pejorativa ao povo chileno.</p>
<p style="text-align: justify;">O diretor Pablo Larraín conclui sua crítica usando o micro cosmo onde o protagonista vive, uma pensão e bar onde todos os moradores idolatram o personagem central e o estimulam a trilhar o impossível para chegar a se tornar o mais próximo possível do seu ídolo, revelando uma teia de relações enfermas entre seus personagens que, somadas à decadência da cidade de Santiago, refletem de maneira brilhante a forma sombria na qual a classe média e baixa foi submetida durante da ditadura de Pinochet que só teve fim nos anos 90.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tony Manero </em>foi filmado digitalmente e em grande parte com câmera na mão o que imprime realismo nas cenas, em maior parte close nas expressões do protagonista, preferindo, dessa forma, usar desse artifício para sugerir situações violentas onde apenas as reações do protagonista são vistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Prêmios</strong>: vencedor do 4º Sanfic – Festival de Cinema de Santiago do Chile; Prêmio de Melhor Filme, Melhor Ator para Alfredo Castro e FIPRESCI no 26º Festival de Turim; Prêmios Coral de Melhor Filme e Melhor Ator para Alfredo Castro na 30º Edição do Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana; o canditado chileno ao Oscar 2009 na categoria de filme estrangeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tony Manero</strong>: Brasil/Chile (2008) – Direção Pablo Larraín.</p>
<p style="text-align: justify;">Com Alfredo Castro, Amparo Noguera, Hector Morales, Paola Lattus, Elisa Probete.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Frei Caneca Unibanco Arteplex</strong>, Rua Frei Caneca, 569. Tel: 3472-2365<br />
Sala 07 (103 lugares): 17h50</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HSBC Belas Artes</strong>, Rua da Consolação, 2.423. Tel: 3258-4092<br />
Sala Aleijadinho (154 lugares): 14h/21h30</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reserva Cultural de Cinema</strong>, Av. Paulista, 900. Tel: 3287-3529<br />
Sala 04 (111 lugares): 17h15</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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